quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Sobre saudade,

Saudade.: sf.(a) 1. Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhado do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia.2. Pesar da ausência de alguém que nos é querido.



Penso comigo mesma até que ponto a distância pode ser boa para uma saudade. Sinto saudade quando estou perto, imagine a saudade em demasia que sinto agora já que estou há quase dois dias longe de tudo o que amo. Penso também que saudade é coisa deveras ruim, mesmo quando certas pessoas dizem que: "É bom, só vai mostrar a vocês o quanto se gostam e se querem juntas." Ah vá, não preciso estar tão longe pra saber que amo e que lhe quero junto. Se o perto pra mim já é longe, e digo mais, estar longe é a pior coisa que se existe quando se ama. E não é besteira. Ficamos chatos, irritados e carentes. Isso tudo é falta de amor e saudade em grandes doses. Saudades antecipadas que não tiveram tempo suficiente de serem esgotadas. Saudades que ficam guardadas, emboladas e que aumentam cada dia mais. Saudade é ruim. Queremos tudo o que amamos sempre perto, me entende? Temos uma vida, uma rotina e acabamos nos acostumando com ela. Acordar, ler mensagem. Almoçar, falar ao telefone. A tardinha, sair, tocar, amar. É disso o que eu estou falando! Amor perto. Não amor longe. Essas coisas causam sofreguidão em demasia, coisa chata. Como diz um amigo meu: "É ranço de vida." E concordo. Acho isso tudo desperdício de amor, de felicidade. Quero-na pertinho de mim, coladinha, agarradinha. Quero poder enchê-la de beijos e abraços infinitos que não cabem em mim e que nem eu os quero guardar. São todos dela, assim como eu sou dela. Da cabeça aos pés. Eu só sei que essa saudade está longe de ter fim, doze dias contadinhos nos dedos, gravados na ponta do lápis. Saudades da voz, dos beijos, dos abraços e dos sorrisos. Todos tão nossos. Não preciso estar longe pra saber que sinto falta e que a quero sempre comigo. O amor é infinito. O choro também, só que isso eu consigo segurar.
Diretamente de São Paulo, SP.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

1689

Querido Klaus,


Não pense que é fácil o que estou fazendo, sinceramente me dói ter que te escrever esta carta assim. Mas acho que já passou da hora de saberes sobre todas essas coisas e palavras que venho guardando dentro de mim. A primavera já se foi e agora os pássaros cantam como se anunciassem o começo de uma nova estação. Penso todos os dias no peso demasiado dessa distância que tanto insiste em nos separar. Acho também que já está na hora de acabarmos com toda essa sofreguidão que não cessa. Não sei mais o que pensar... Reparastes que a nossa sinfonia nunca mais tocou? A minha velha vitrola sempre engasga na primeira nota e dessa não se ouve mais nenhum outro acorde. Ah, meu bem. Pra onde foi que a vida nos levou afinal? As flores novas já estão para nascer e não recebo sequer uma notícia sua e isso, bom, há tempos. Me esqueceu? Outrora diria que era bobagem tudo isso e eu tola iria acreditar. A ponte já não me leva mais ao mesmo caminho e os seus passos eu não sigo mais. A felicidade agora procura outros horizontes e a minha visão já alcança pra lá do Oceano. Não fujas mais de mim.

Com amor,
Anne.

Querido Klaus,

Não ouço mais você e meu coração inquieto já cansou de esperar pelo calor do seu. O que me resta agora é acalentá-lo, pois que amanhã já é outro dia e não somos mais tão crianças.

Carinhosamente,
Anne.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Sobre luzes e pianos,


Quem sou eu agora? Me sento em frente ao piano e sinto como se nunca estivesse aqui antes, apesar de todas as noites com os mesmos acordes e sons. As luzes da cidade agora batem na minha janela, algumas pareciam brigar para ultrapassar apenas certas frestas, consigo olhar as vitoriosas refletidas sobre o tampo do piano. É a única coisa que me ilumina por aqui. Por que sinto esse lugar tão desconhecido? Corro os dedos pelas teclas, me arriscando em apertar uma ou outra. Não ouço nenhuma melodia que me faça lembrar dias anteriores. Fico por horas ali, sentada, os dedos correndo de um lado para o outro novamente, agora sem força alguma. Não emito nenhum tipo de som. Estou cansada de me sentir sozinha. - era a única coisa de que me lembrara. Não haviam mais lembranças. Podia virar meu rosto e ver a imagem de uma garota refletida no espelho. Penso comigo mesma: - Pobre garota. Todas as noites sentada no mesmo lugar, sem ninguém. Logo sinto um vento forte entrar pela janela, abrindo-a mais, fazendo todas as partituras voarem para longe. Pareciam folhas livres que caíram de uma árvore. Soltei apenas um suspiro, nem um pouco leve e me levantei sem pressa alguma. Me ajoelhei sobre o chão e catei folha por folha, tentando estudar com a vista forçada os desenhos das melodias sobre o papel. Me lembrei da claridade vinda da janela, mas logo percebi que de nada iriam adiantar. Eram apenas algumas luzes bobas de Natal.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Vertigem,

É o que sinto todas as vezes que olho bem no fundo dos seus olhos negros turvos, me sinto num poço escuro, perdido. Abro um sorriso forçado e me perco nesses teus braços largos, nesses abraços vagos. Pra onde foi que a vida me levou afinal? Não acho que seja esse o meu lugar, nem o seu. Várias vezes nos traímos nas lembranças de vidas passadas. Vidas essas que não nos pertencem mais, mas sempre nos deixamos levar. Ah, criança... O que foi que fizeram com você? Entendo que todos os seus planos foram levados embora, todos nesse oceano de lágrimas que escorrem dos seus olhos. Mas você não pode e nem vai se deixar vencer. Não foi essa pessoa pela qual eu me apaixonei. - Sim, me apaixonei. Um segredo tão meu agora que nem em sonhos deixo transparecer, talvez devesse, mas não -. Acho que não lembra daqueles dias na praia, éramos felizes. Você me completava e eu podia ver aquele brilho intenso nos seus olhos, brilho agora que foi ofuscado por uma dor que eu nem sei de onde surgiu. Dói em mim saber que nada me afeta mais, nem mesmo a sua indiferença. Mesmo assim, sinto como se tivesse que te defender de tudo aquilo que te faz mal. Pode ser difícil, mas eu vou estar sempre aqui. Vou sempre te velar, te cuidar. Dorme, criança... Dorme que agora a chuva cai com força pra lavar a nossa alma; E todas as lembranças também.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

;

Passo a mão sobre o espaço vazio ao lado do meu. E essas lembranças? Ah! Sempre me traindo. Talvez fosse só um sonho, ou seria a minha pequena-grande vontade de te ter aqui. Posso estar errada. Eu nego, penso e paro. Repito mil vezes para mim mesma: "Pare de se torturar! - Ela não vem." E esse cheiro tão teu que eu sinto então, de onde vem? Abro um livro, dois, três. Bato as almofadas do sofá. O cheiro é tão intenso, mas ao mesmo tempo tão fugaz. Depois de ouvir todas aquelas músicas - nossas músicas - eu me jogo sobre o tapete e fecho os olhos, posso e sinto você chegar. Traição. Mente insana e traíra que me arrasta prum mar totalmente ilusório. Tola sou eu que me deixo levar. Mas eu sei que não é só um mero sonho, uma vontade. Sei que vai voltar. Seu lugar é aqui, comigo. Meus braços sentem falta de um abraço que nunca teve, de um sorriso que só se foi imaginado. Todos os espaços vagos, dias tardos. Passo todos eles esperando você chegar, e sei que vai. Quero dormir bem tarde, talvez eu acredite em tudo isso.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

[...]

"Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa." (Caio F.)

Eu sei que as coisas não são fáceis, nada é. Saiba que eu me tornei uma pessoa bem melhor e muito mais completa desde que você apareceu e entrou na minha vida. Sei também que tudo correu muito rápido, mas foi uma rapidez tão esperada e certa. Somos muito diferentes, nos relacionamos com várias pessoas diferentes, tivemos muitas histórias, erramos milhares de vezes e você é muito mais cabeça que eu. Mas que diferença isso faz afinal? Não me imagino com mais ninguém no mundo além de você. É com você que faço planos pro futuro; Planos esses que quero que se concretizem o mais rápido possível. Te quero tanto que as vezes acho que esse sentimento nem cabe em mim, que o deixo ir saindo pelos cantos. Meus dias só são completos depois que ouço pelo menos a sua voz. Posso ser ciumenta e até chata, um pouco infantil, mas sinto medo de te perder. A vida já me levou tanta coisa que sempre acabo ficando com um receio, me entende? E seus abraços, tão meus. É o unico lugar em que me sinto segura, onde eu posso ficar envolvida por horas e perder a noção de tempo e espaço. Além de tudo, é você quem eu amo e pode parecer clichê, mas não há mais ninguém no mundo que me faça tão completa quanto você e a minha vida já não faz mais sentido se você não estiver nela.

domingo, 28 de novembro de 2010

"Fazia muito tempo que eu não tinha vontade de sorrir para nada nem para ninguém, então era extraordinário que ele conseguisse perturbar assim os cantos de meus lábios."

(Caio F.)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A primavera e eu.

Estação maluca, espero alguém que não vem. Talvez maluca seja eu. Mas sabe quando você acorda achando que vai fazer sol e quando abre a cortina e olha pela janela está chovendo? Parece comigo. Tempo bipolar. E todas as vezes que eu saí numa tarde calorenta pra caminhar achando que o vento ia bater e as coisas iam ser melhores do que dentro de casa e tudo o que eu consegui foi uma brisa boba e mais quente que o ar que sai do meu ventilador. Decepção. Outra coisa que combina comigo. Covarde. Posso ser isso também. Quando vejo o círculo se fechando, sempre penso em fugir. É sempre a minha primeira opção. "Isso é errado!" - penso mil vezes. Minha mente nunca me obedece, sempre me trai. Estação maluca. E essa chuva? Hoje cedo mesmo estava um calor daqueles e agora chove, uma chuva sem refresco algum, sem vida. Não me acrescenta em nada. Vontade de descer, me molhar. Mas vou ficar aqui sentada, pensando em tudo o que eu poderia ter feito, mas não fiz. E não farei. Cadê você que não vem? A chuva já cessou, tá nascendo um arco-íris. O que será que tem ao fim dele? Pensamento de criança. Acho que preciso de um cigarro. Vou deixar a porta aberta, esperar você chegar. Feche-a ao passar. Não deixe que seus pensamentos me invadam, sou confusa demais só com os meus.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Aleatoriedade com passados.

Até que ponto o passado pode voltar para atrapalhar tudo o que já se foi construído sem ele? Penso que as coisas nunca podem estar encaixadas corretamente, porque vem sempre alguma coisa para desandar tudo, sabe? Olha cara, eu não tenho exigido nada demais de ninguém, só quero um pouco de respeito. Eu mereço isso. Ou não? Eu corro muito o tempo todo, sempre penso em fugir de tudo e me trancar no meu quartinho, mas isso é besteira. É besteira! Não podemos fugir de nada. Não podemos pensar demais que desistimos e pensar demais também significa fugir. Estamos todos presos dentro de uma vida cheia de clichês, de tramas e dramas. Me escuta, as vezes penso que amar é tudo o que temos. É o que nos faz sentir vivos, me entende? Me entenda, amar te traz várias coisas boas - ruins também, eu sei - mas muitas coisas boas. Teu coração fica sem ritmo, seu corpo estremece só de pensar naquela pessoa. Ah, eu me permito amar, sofrer. Quero me sentir vivo, cara. Estou vivo. Estamos vivos. Se permita. Por favor, voe longe.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Clichê.

- Quanto tempo faz?
- Não sei. O tempo não me importa.
- Não mesmo.
- Te importa?
- O tempo?
- Não. Os meus motivos.
- Seus motivos. Eu deveria?
- É. Talvez não, afinal são meus... Mesmo tendo haver com você.
- Eu?
- Nós.
- Nunca se perguntou porque não ligo mais?
- No começo sim, várias vezes. Achei que havia cansado. Até pensei em ligar.
- Pensou. Pensar demais nos faz desistir.
- Eu não desisti.
- Não?
- Não. Deite sua cabeça sobre meu peito, fique em silêncio.
- Mas tenho tantas coisas para falar.
- Agora não importa. Você ouve?
- O que?
- O meu coração.
- Seu coração bate do mesmo jeito que o meu quando estou perto de você. Desritmado.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Com quantos legos se faz uma personalidade?

Me falaram certa vez que sou pessoa muito difícil de lidar. Ah vá, qual a graça em ser fácil? Não gosto de ser previsível, porque aí sim, aí toda a graça se vai. Me deixar parecer com os outros seria deveras chato e de chatisse já estou cheia. Mas sou chata mesmo; Sou grossa mesmo e irônica mais ainda. Tem quem goste. Pra mim, pessoa que reclama demais é porque não tem uma boa personalidade e quer que todo mundo seja de um determinado jeito que simplifique a convivência. Isso é uma caretisse só, meu bem. As pessoas são diferentes, cada uma tem a sua personalidade. Tem quem aceite e quem critique. Já eu, não dou a mínima. Tudo o que é fácil demais enjoa. Bom mesmo é o desafio. E desafios muito me agradam.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Que seja doce.

Por vezes me senti fatigado. Não sei bem o porque, não saberia explicar, mas tudo me cansava... As pessoas, as coisas, os dias, a cidade toda era um saco. Me entende, cara? Aposto que não entende, mas vai dizer que sim. Tudo bem. Eu não me importo mais se me entendem ou não, sabe por que? Porque ela me entende. Ela, só ela. Me meti num grande clichê e pela primeira vez não estou me importando mesmo. Que se danem-os todos. Amor é isso mesmo. Amor é clichê. Eu sou clichê. Somos. Me sinto feliz, você não? Olha, eu tenho ela, tenho à mim. Nos temos. Não me venha com frases desanimadas, não me diga que o fim é sempre próximo. Já te falei que não me importa. Nada me importa, nada além dela, de nós, do nosso mundo. Como dizia meu querido Caio: "Que seja doce!", repito isso para mim mil vezes ao dia. E será!

sábado, 23 de outubro de 2010

De: Lucas / Para: Clara. - Amizade além de tudo.

Clara, não sei como isso irá chegar até ti, pois não faço ideia de onde tu estas agora. Mas espero do fundo do meu coração que tu esteja bem. Que já esteja casada com alguma guria que vai te fazer feliz, e está te fazendo. Espero que tu esteja com saúde, com juízo e continue linda do jeito que tu sempre foi. Não devo nem lhe pedir desculpas, o que eu fiz não tem perdão, não tem volta. E eu aposto o quanto tu deve estar puta comigo, querendo me matar e acabar comigo com tuas próprias mãos. Faço ideia do ódio que tu deve estar tendo de mim por todo esse tempo. E não quero lhe tirar a razão, ok? Mas quero que saiba que penso em ti sempre, estou sempre lembrando de nós dois a cada coisa que eu faça que de repente seja errado, já logo me vem tu na cabeça dizendo "Ah, mas se tu for lá tu não precisa nem voltar e falar comigo"; Ou quando penso em alguma saudade, saudade de uma pessoa da qual eu queria e ainda quero tão bem. É inevitável, é tu que me vem. É em ti que eu penso. Sou um froxo, um cuzão, um bosta. E sei que tu deve estar balançando a cabeça indignada concordando que sim, mas eu sei também que mereço. Mereço toda essa tua raiva, essa tua angústia e toda essa falta que tu me faz por ser tão covarde a ponto de deixar que nossa amizade acabe dessa forma, assim. Sem mais, nem menos. Apenas com algo que cruzou nossos caminhos e nos tornou pessoas tão distantes como agora. Eu me lembro de nós com muita alegria, me lembro de cada coisa que tu já me salvou. E penso que se eu realmente tivesse te ouvido, na única vez que não te ouvi, talvez eu não tivesse brigado com aquele guri e teria ficado contigo na internet até altas horas. E com isso eu não teria batido a cabeça e talvez nós teriamos tomado um rumo totalmente diferente desse que eu escolhi tomar pra nossas vidas. Não mereço teu perdão, mas preciso que saiba que me arrependo de ter deixado as coisas fugirem do controle dessa forma. Tu era a coisa mais importante que eu tinha na minha vida, e eu sei que no fundo tu sabe disso, ou pelo menos quer acreditar. E só eu, Clara. Só eu sei o quanto me doeu saber que tu sofreria as consequencias de algo que eu não poderia nem justificar, te largando assim da forma que larguei, deixando tudo que a gente tinha pra trás. Me perdoa por não lutar, mas minhas necessidades foram totalmente contrárias a minhas vontades, e eu não tive muitas escolhas. E se eu tive, não soube almeja-las a ponto de me deixar escapar e me levar pra perto de ti, como deveria ter acontecido. E eu lhe prometo uma coisa, você estará em minha lembrança por todo o resto da minha vida. Sabe por que? Porque não vou ter um filho guri, vou ter uma guria. E ela irá se chamar Maria Clara, com a absoluta certeza eu lhe garanto e lhe prometo isso. Vou manter nossos laços eternamente unidos, mesmo que seja dessa forma. É a maior prova de amor que eu posso dar a ti nesse momento. Não sei mais o que falar, mas peço que não me esqueça. Quero que lembre dos momentos bons que passamos, assim como eu me lembro. "Difícil não lembrar do que nunca se esqueceu, é fácil perceber que o meu amor é seu". Eu te amo, obrigado por absolutamente TUDO o que tu foi pra mim. Por TUDO, TUDO. E me perdoe por sair da sua vida dessa forma, eu não tinha esse direito. Mas falhei, e vou continuar falhando. Porque o tempo passou, e eu continuei fraco. Basicamente isso. Mas acredite, eu sinto falta de ti do mesmo jeito que penso que tenha sentido minha falta. E garanto que em muitos momentos onde você se encontrou pensando em mim, aqui do Paraná eu também me encontrava pensando em ti. E é isso. Agora sim posso ficar em paz. Mesmo não sabendo se haverá perdão ou não. Não me importo, quero que tu fique bem e seja o máximo de feliz o possível, que tu bote pra fuder e arrebente. Seja sempre a melhor, igual tu sempre foi. Não deixe que nada nem ninguém lhe afete, seja sempre a melhor. Eu sei que tu pode, eu sei que tu é. Eu te amo. Todo o amor que houver nessa vida. E tu me faz falta, pra CARALHO.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

m.

Só quero que ela saiba que eu poderia estar em Paris ou até mesmo no Japão, mas que sem ela do meu lado não ia fazer sentido algum. Sei lá cara, mas todos nós temos um lugar no mundo e eu achei o meu. E é ao lado dela, da mulher que eu amo. E eu não vou abrir mão disso por nada, me entende? Qual é a graça de estar no lugar mais bonito do mundo e se sentir incompleto? Nenhuma. Ou ela vem comigo, ou eu não vou. Não tem escolha, é isso ou isso. Fim.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sonhos.

Certa vez, estava conversando com um amigo meu até que ele contou um sonho antigo seu. Mas comentou que sempre sonhava a mesma coisa. Estava numa casa velha, com janelas altas e se via trancado num quarto, sabia que no quarto ao lado tinha alguém. Não sabia quem. Sabia que não havia comunicação ou qualquer outro tipo de contato, mas sempre que chegava perto da janela e observava aqueles vastos telhados, tinha a sensação de que aquela pessoa observava-os também. E então se sentia completo, sabe? Porque sabia que ali, existia alguém com as mesmas manias e a mesma vontade de conhecer o desconhecido. Alguém como ele. E mesmo que isso não servisse pra nada, mesmo que fosse incerto, ele tinha a esperança de que um dia os dois saíssem dali e se conhecessem. Isso não era nada ruim. Quando se está preso e sozinho num lugar estranho, a única coisa que ainda se pode ter são os sonhos.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Quem, além de você?

Fazia tempo em que eu não acreditava que as coisas poderiam dar tão certo como estão dando agora. Não imaginava que essa felicidade poderia chegar tão completa assim. E agora, ela tem nome e sobrenome. Cursa a faculdade de Direito, onde raramente vai. Prefere dormir, tocar teclado ou até mesmo assistir Power Rangers. Fica deitada na cama comigo vendo e comentando filmes estranhos e ainda sim, consegue me dar os melhores beijos, mesmo sabendo que vou aproveitar e ver televisão pelo reflexo do espelho. É a que me tira os melhores sorrisos. A que chegou como quem não quer nada e me tomou por completo. Sabe quando você acha que não vai dar em nada? Pois é, me enganei. E fico feliz por ter me enganado. As horas costumam correr e a saudade é a que mais aperta. Quando faço greve é a que me agarra, nunca deixando de me dar um beijo. É a mais carinhosa, a mais linda. Que me pega, me agarra e me envolve num amor único. É quem eu amo e que me faz completa. Tenho toda a certeza do mundo que é quem eu quero pra sempre comigo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Leva e trás.

Foi simples e extremamente ridículo. Todas as vezes que você falava mal e tornava a falar. Se esqueceu? Me parece que sim. Agora vive uma vida falsa, cheia de mentiras que só se acumulam mais e mais. O que você ganha com isso? Ah, não importa. Nada mais me importa. E eu sinceramente não quero mais saber. Engraçado é que eu me afasto, sumo da sua vida e quando vejo, sempre estou escutando algo que não quero. Sempre as suas mentiras, seus leva e trás. Sorte minha que cansei e tomei a decisão certa antes que isso acabasse estragando tudo de bom que eu tenho em mim. Só te desejo boa sorte agora. Espero que daqui a algum tempo, você ainda possa acreditar em você mesma.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

c.f.

"Você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente."

E que cresça cada vez mais.

domingo, 3 de outubro de 2010

-

C diz: Poxa, to querendo tanto postar no blog, ahahaha.
M diz: Escreve uma coisa bem bonita então. Assim "eu amo minha namorada."


-
Eu amo a minha namorada. E podia gritar isso pra todo mundo ouvir.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Céu.

Sabe que as vezes eu penso que sou como o céu? É, pode ser engraçado, estranho. Mas é a verdade. Certos dias ele amanhece limpo, sem nuvens e aí você acha que está tudo bem. Sem esperar ou dar um aviso prévio ele se fecha, bravo, o vento bate e com ele vem as nuvens, tudo fica encoberto, embaçado. Sabe aquelas mudanças de humor repentinas? E aí chove. Com a chuva vem os trovões, sei que não é sempre, mas pode acontecer. E vou te confessar que as vezes me assusta, porque eu mesma acabo por me assustar certas vezes. Mas logo em seguida o tempo se abre e o vento leva tudo embora novamente, o céu volta a ficar limpo, claro. Nossa visão acaba ficando mais ampla, pra enxergar mais além, sabe? Acho que, na verdade, todos nós somos um céu. Concorda?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Âncora.

Creio que não posso e nem devo confiar em um alguém que abandona um outro alguém assim. Que grande egoísta! Sempre pensando em si mesmo. Sempre achando que fugir é a solução. Mas está errado, como sempre. Que se vá então. Acho que o certo é te deixar. Isso sempre me passou pela cabeça, desde o inicio. Imagine o porquê. Certa vez você me deixou aqui, disse alguma coisa como "É melhor assim, para ambas as partes." E eu fiquei me perguntando quando é que você passou a fazer parte de mim para saber o que é ou não é o melhor. Mas deixei assim, procurei não dar muita atenção, talvez fosse mesmo o melhor. E sempre que aparecia um obstáculo na sua vida, você voltava a entrar na minha vida. Me sentia uma espécie de bote salva-vidas, sempre disposta a te tirar do mar. Você sabia que eu nunca deixaria você se afogar. Nunca. O tempo foi passando e você tornou a fazer as mesmas coisas, aquele ciclo vicioso. Por fim, achei que daria certo. Acabamos por construir um barco, e tinhamos um porto. Que tola eu fui. Você me deu a âncora e a soltou. Eu afundei. E não foi como eu esperei, você não estava lá para que eu não me afogasse.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Eu, tu, ele.

Meus dias são sempre como uma véspera de partida. Movimento-me entre as pontas como quem sabe que daqui a pouco já não vai estar presente. As malas estão prontas, as despedidas foram feitas. Caminhando de um lado para outro na plataforma da estação, só me resta olhar as coisas lerdo e torvo, sem nenhuma emoção, nenhuma vontade de ficar. As janelas abrem para fora, os bancos parecem-se aos bancos e os vasos foram feitos para se colocar flores em seu oco. As coisas todas se parecem a si próprias. Nada modificará o estar das coisas no mundo, e a minha partida ontem, hoje ou amanhã, não mudará coisa alguma. Cada coisa se parece exatamente com cada coisa que ela é. Assim eu próprio, me parecendo a mim mesmo, de um lado para outro, entre cigarros sem sabor, jornais sangrentos e a certeza de que o único fato que poderia deter minha partida seria a tua aceitação deste convite: não queres me ajudar a matá-lo? (...)

Tríplice inseparado para sempre, a morte de um é a morte de três, não quero que me ajudes a matá-lo porque mataria a ti e também a mim. E me recomponho, e te recomponho, e recomponho a ele, que é também eu e também tu.

c.f.a.

sábado, 18 de setembro de 2010

butterfly.

Queria te falar que. Teve uma época em que eu possuía várias borboletas. Preste atenção, várias borboletas aqui dentro de mim. E elas se escondiam. Eu não sei a razão, mas elas sempre voltavam a aparecer quando meu olhar ia ao encontro do seu. Era desconfortável, ao mesmo tempo que era bom. Me abria um sorriso. Olha, eu não te falo isso apenas por falar. Eu quero que saiba todos os pequenos frenesis que me causava. Sabe que em certas horas eu achava que elas iriam ficar aqui pra sempre? Talvez fosse culpa do vórtex de sentimentos que se espalhavam e tomavam conta de mim ao estar contigo. Mas, isso foi se dissipando ao longo do tempo. Quero que saiba que não foi por uma vontade minha. Apenas aconteceu. Me parece ter sido uma escolha nossa, mesmo que não tenhamos percebido. Não queria ter que dizer isso, mas, as borboletas não aparecem mais. Acho que foram embora.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

lie.



E se disser que tentar esquecer é uma decisão sábia, vai estar errado, porque quanto mais se tenta é quando mais se lembra e você vai estar enganando a si mesmo.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Monotonia.

De repente me bate uma vontade louca de gritar. E não, você não me entende. Na verdade, você nunca me entendeu, sempre disse que sim, mas eu sempre soube que isso nunca passou de uma mentira boba. E é simples, porque nem eu mesma me entendo. Como você entenderia então? Sei que agora vai parar pra pensar e vai ver que tudo o que lhe falei até hoje foi verdade. Em todos os momentos, em todos os silêncios com palavras entregues pelos olhares. Nunca foi muito fácil, eu sei. Sei que sou difícil, tanto quanto você. Mas a vida não é simples, você sabe. Se fosse simples seria chato, monótono e você enjoaria. Como eu enjoei. E se quer saber, eu posso sentir falta, mas não arrependimento. Diferente de você, eu soube aproveitar, porque eu já via o fim mesmo sem querer.

domingo, 12 de setembro de 2010

-

Meus dias tem sido tão bons, sabe? Tão bons que acabam por me fazer esquecer aquele gosto amargo de um Agosto fodido. Setembro tá vindo com uma paz tão boa. E esses dias? Nem no meu mais profundo devaneio imaginei que ainda teria dias assim. Que teria uma pessoa assim. Amigos assim. Isso anda me deixando mal acostumada. Me acostumei tanto com aqueles dias sôfregos que as vezes até me assusta de ter tanta felicidade em um dia só e esperar que ela não venha no dia seguinte e ainda assim me surpreender por ela aparecer mais uma vez. E outra vez e outras mais. Gosto assim, quando a felicidade vem e me acerta em cheio. Mesmo com o receio de mais pra frente ela ir embora e me deixar com aqueles dias de sofreguidão novamente. Quem liga? O que tem me importado é o agora, e o agora tá sendo o melhor que eu já tive. Eu acho que mereço um tempo assim.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Acabo por me perder em meus devaneios.

Invento o que não existe. Mas afinal, as coisas só existem a partir do momento que as inventamos, certo? Realmente ando pensando se isso tudo que tem acontecido é verdadeiro ou se meu psicológico anda inventando e me traindo por mais uma vez. Me parece as vezes que estou sonhando. Sabe aquele sonho bom que tu nunca tem a vontade de acordar para não perder? É bem esse. Agora vivo um dia após o outro com levidão, sem imaginar demais o que pode ou não acontecer mais lá pra frente, sabe? Em tempos de muita sofreguidão senti como se a vida estivesse fatigada de mim mesma. Era estranho, era. Começava a pensar demais e como sempre, pensar demais me fazia desistir. Mas talvez fosse pra passar por tudo para no fim vir a bonança. Tive a sorte grande, acredito nisso. E agora só quero aproveitar. Me entenda, outrora nem me arriscaria.

sábado, 4 de setembro de 2010

Nós.

Gosto da sensibilidade que seus toques me proporcionam e do jeito como faz eu me sentir. Perto de ti não há medos, receios ou falta de amor. As nossas misturas de cores e sabores que acabam por nos tirar o fôlego. Suas mãos que me afagam os cabelos e que levam para longe toda essa carência que se concentra em alta dose. Seus beijos meus que fazem a cabeça girar inúmeras vezes sem parar. Meus braços feitos sob medida para que caibas em todos os abraços tão seus por direito. É contigo que sou mulher, plural, imoral e o que me der na telha. Pois é nos seus olhos que me perco, que me acho, que me traio. Penso no quanto é bom ter você, estar contigo e ser tua. Felicidade só se é completa quando nos encontramos e deixamos de ser dois corpos para nos tornarmos um só. Felicidade somos nós.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

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Nem tempo e nem medo. Egoísmo. Da minha parte, da sua, da nossa. Sem danos, ganhos, perdas. Eu e você. Indo e vindo. Palavras nunca foram o suficiente. Eu nunca fui o suficiente. Agora você se vai e eu apenas assisto a sua ida. Não, não vou fazer nada. Não vou te impedir e nem pedir que fique. Quer ir? Vá. Já demorou demais aqui. Não perca mais o seu tempo. Eu entendo, durou enquanto pôde. Não era pra ir adiante. Nem por mim, nem por você. Como eu não quis. Ninguém quis. Siga em frente, explore outros mundos. Brinque. Se divirta. Viva. Mas não volte mais, nem quando sentir saudades. Já esqueci. Você também. E dessa vez não lhe escreverei mais.

Adeus.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

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As vezes me pergunto se isso está certo, sabe? Isso de gostar de ti de forma tão demasiada e estar tão longe. Por que as coisas não são mais fáceis? Começo a achar que tudo está errado. O mundo está girando ao contrário. As pessoas que amamos deviam estar sempre por perto, sempre. Mas isso é tolice, não é? Estou sendo tola, mais uma vez. Mas eu acredito que tudo tem a sua hora certa de acontecer. Sei que vai acontecer. Sei que vai estar aqui. Só que certas vezes me sinto fatigada de ter que esperar tanto. E suas cobranças com erros? Não sei. Só queria te perguntar se. Você ainda acha que vale a pena? Digo, nós. Tenho medo. Doar demais e não receber. Sei que você me entende. Sei lá, só quero que volte logo. Que tudo se acerte.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

1º de [setembro] de 2010.

Setembro chegou. E as coisas vão mudar, sabe? Sei que vão. Porque eu quero que mudem. Não quero cair nos mesmos erros, nas mesmas ciladas. Vou [re]viver tudo de novo, como se a vida fosse começar agora. Como se eu não conhecesse nada e nem ninguém. Vou [re]viver tudo como se fosse a primeira vez. Mas não. Dessa vez eu não vou me deixar cair nos mesmos erros e. Lá pra frente, quando eu olhar pra trás, só vou lembrar de coisas boas. Momentos bons, pessoas legais. E os erros vão ser aprendizados. E eu não vou me arrepender de nada. Se bobear, eu vou é rir. Rir de tudo. Das tolices, dos choros e das quedas. A partir desse mês eu só quero é sentar de frente pro mar, assistir o pôr do sol e sentir o vento forte bater no meu rosto, levando embora tudo aquilo que eu quero esquecer.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Chuva.

Preciso sair. - Repetia mil vezes. Vou sair! - Falou pegando as chaves e o maço de cigarros. Trancou o apartamento. Esperou o elevador ansioso, como demorava. Era alguma força agindo contra, ele pensou. Olhava para o teto inúmeras vezes, parando apenas para olhar os sapatos em alguns momentos. Logo entrou, desceu, saiu. Sorriu até para o porteiro. De onde vinha tanta alegria? Nem ele sabia. Sabia apenas que sentia e sentir já era o bastante naquele dia. Foi andando pelas ruas, sorria para qualquer pessoa. Algumas olhavam emburradas, outras confusas. Mas ele só lhes dava seu melhor sorriso. Andou, andou e andou. Parecia nunca se cansar, mas queria fazer algo além de andar. Queria natureza. Havia chovido tanto, por dias. A cidade parecia tão vazia as vezes. Seu apartamento lhe estava deixando vazio por dentro, vazio de tudo, de sentimentos. E naquele dia estava achando tudo bonito, inclusive o céu, que parecia estar bravo, fechado. Ia chover. Caminhou até o parque e se sentou em frente ao lago. Ficou por horas olhando para o céu, queria se molhar. Sentia que assim iria se limpar de todos aqueles pensamentos ruins que tivera durantes os dias chuvosos trancados em casa. Mas naquele dia esperou por algo que não veio. A chuva.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

- Queria saber como está.
- E agora se preocupa?
- Sempre me preocupei.
- Não é o que demonstra.
- Me desculpa.
- Deixa pra lá.
- E como está?
- Sem você.

domingo, 29 de agosto de 2010

1x0

Penso as vezes - comigo mesma - que tudo o que sinto se chama saudade. Mas logo vejo que não é isso e nem qualquer outra coisa. Ou melhor, não é nada além da lembrança dos momentos bons que tivemos. Não nego que te esqueço as vezes, mas em outras horas te lembro. É o máximo que posso fazer por nós. Lembrar. E me lembrar bem do seu jeito não é o suficiente? Me parece que sim. As vezes me pego rindo sozinha das vezes que eu ria por te ver rir. Chega a ser engraçado e estranho. Boas lembranças, bons momentos. Que talvez não voltem. Mas vai saber, não é? Não podemos dizer que: "Nunca nada vai a voltar a ser como antes." Porque querendo ou não, muitas coisas sempre voltam sem que esperemos.


Não sinto raiva, não sinto nada. Sinto saudade, de vez em quando. Quando penso que poderia ter sido diferente. Caio F.

sábado, 28 de agosto de 2010

Tempo vs. Saudade.

O dia corre lento, se arrastando sem vontade pelas horas. Horas que não passam. Relógio que não se move. Dia que parece não acabar. Noite que parece não querer chegar. Falta de planos, acumulo de tempo. Escrever me faz voar por um momento pelos minutos do relógio, mas logo eu volto. Percebo enfim que o problema não é com o dia, nem com o tempo. O problema mesmo é a saudade. É a falta que você faz quando não está aqui.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Destino, s. m. Sorte.

Acreditas? Eu sim. Imagine só, duas pessoas distantes, diferentes, incompletas se encontram num lugar qualquer perto de esquina nenhuma. Apenas se esbarram, se olham, sorriem e naquele exato momento se [re]conhecem. Não é estranho? Eu - particularmente - acho que as coisas acontecem porque devem acontecer. Sei lá. Senão a vida seria uma chatisse só. Todo mundo conhece todo mundo, um se relaciona com o outro como se fosse uma dança da cadeira, cada um senta um pouquinho. E qual a graça disso? Nenhuma. Agora, você conhecer alguém - sem realmente esperar - e se imaginar com aquela pessoa, sonhar, sorrir e querer, é sorte. Sorte é sentir-se completo, é ter quem te completa. E mesmo que demore, um dia o destino te encontra, basta acreditar.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

- Estou com medo.
- De quê?
- De me perder em você.
- Não nos perdemos em ninguém. Nos encontramos.
- É diferente.
- E por que seria?
- Porque já me encontrei em você e acabei ouvindo o que não queria.
- O quê?
- "Não é essa a nossa hora."
- E se eu lhe disser que a nossa hora chegou?
- Ainda sim eu teria medo. Posso me perder de novo, me encontrar tantas outras vezes. Mas e você?
- Eu?
- Você quer se encontrar?
(Silêncio.)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

+365

Mais de um ano se passou. Tem idéia de quanto tempo é isso? Eu tenho. E eu continuo aqui, com todos aqueles sentimentos vivos até hoje. E eu só espero por uma chance. Uma chance impaciente, que fica nesse "vai e vem" descontrolado. Que me deixa nervosa, mas que não me faz desistir. Tenho planos incertos e certos. Tenho sonhos. E mais do que isso, agora tenho você.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

...

" Agora eu sou extensa, como um oceno. Agora eu sangro rosas e você é apenas uma marca no mapa do meu passado. Mas eu sou um caminho, eu vou como um vento sozinha o dia todo até o litoral."

É. Talvez eu seja muito mais extensa do que apenas um oceano, e melhor do que isso, eu não sangro rosas... Eu não acho que isso tem valido mais a pena. Mas sempre tem a parte boa de todas as histórias, você agora é somente uma marca no meu passado, apenas um pequeno pontinho vermelho escondido e esquecido num pedaço de mapa velho e isso não vai mudar. Porque eu não quero que mude. E eu me decidi, sou como um vento: livre. E vou seguir sozinha por outros mares. Posso encontrar outras histórias, outros pontos a mais no mapa. Ou não. Mas quem se importa? A vida é feita pra viver. E eu... Bom, eu 'tô indo viver agora.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

E agora?

Me espanta como o tom do seu nome soa amargo ao sair da minha boca. E eu me pergunto porque diabos isso acontece. Mas eu não sei... Realmente não sei. É estranho responder a todas as perguntas que me fazem. Todas as noites, antes de dormir, fico pensando onde que os momentos bons ao seu lado foram parar; Onde a minha vontade de você foi se esconder. Por que anda tudo tão diferente? Eu, você, nós. Quando é que tudo isso começou a se afundar? Onde foi que a gente se perdeu? Não sei se a culpa foi minha ou sua... Ou nossa. O meu medo agora é que sei que é tarde demais para querer - ou pelo menos tentar - consertar alguma coisa. E agora? Não sei.

domingo, 15 de agosto de 2010

Deixar.

Acho que ando desistindo. Digo, não de mim. Mas de nós. Sabe? Eu não sou de desistir, mas, essa situação é muito complexa, me agarra, me embola e me joga pr'um mar de confusões sem tamanho. Uma hora eu quero e outra já não quero mais. Vai saber se o que você diz não é da boca pra fora, não é mesmo? Não estou aí. Dentro de você pra saber cada detalhe dos seus desejos e sentimentos, a veracidade das suas palavras. Ando meio fatigado desses falsos romances, quero algo inteiro, só pra mim. Quero alguém que esteja totalmente entregue. Que me ligue, até mesmo sem assunto, que dê noticias. Quero alguém que eu possa ligar em segredo, nem que seja só pra ouvir aquela respiração do outro lado da linha, ou um "Alô." embriagado de sono. Quero tanta coisa, só quero. E só querer nunca vai ser o suficiente. Mas eu não posso querer sozinha e nem correr atrás. Sempre dizem que quando corremos atrás, vem algo inesperadamente bom só no começo e depois se desgasta com rapidez. Tenho que deixar acontecer. Deixar.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Um tanto Caio F.

"Típico pensamento-nada-a-ver: sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará."

A questão é toda essa: deixar fluir. Como se fosse muito fácil controlar a ansiedade de querer correr atrás do que não se deve correr. Mas se quer saber, o certo é isso mesmo. Ser um barquinho. E melhor ainda, um barquinho à deriva. Sem saber que rumo tomar, onde vai chegar. Apenas se deixar levar. É como eu sempre digo: Tudo tem sua hora certa de acontecer. Se não aconteceu, é porque não era pra ser. Está certo. Barquinho no mar.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Let it be.

Como se eu ainda sentisse alguma coisa muito forte tomando conta de mim cada vez que eu te avistava. Talvez fosse meu coração, batendo descontroladamente dentro do meu peito. E a vontade que eu tinha de cantarolar apenas por ter contemplado aquele seu sorriso ao me ver. Não sei, mas alguma coisa aqui dentro. Restava, permanecia. Algo que não cabia sequer uma explicação. Algo unico, jamais sentido antes. Não. Não sei te dizer ao certo se isso é bom ou ruim. Maybe. Quem sabe não fosse bom, mas mesmo assim, ainda sinto. Não é algo que se pode controlar. Não que isso seja uma critica, longe de mim. Até porque, eu gostava do que estava se passando. Dos sentimentos, de estar conhecendo os meus eu's desconhecidos. Entende? Acho que é isso que eu começo a chamar de re-conhecer-se. Estou me re-conhecendo cada vez mais. Re-conhecendo os meus medos, meus receios. Re-conhecendo meus frios na barriga quando o telefone toca e do outro lado é a sua voz. Re-conhecendo aquele meu sorriso bobo quando ouço falar no seu nome, ou quando re-penso em você. Talvez, quem sabe, isso tenha vindo no momento certo. Ou se não, tanto faz. Me deixa viver. Deixe que eu re-aprendo a sentir tudo tantas outras vezes mais. A vida é isso. Let it be.

domingo, 8 de agosto de 2010

Hello, Dad.

Há dias ela se questionava sobre o que deveria fazer. A data estava próxima, bem próxima e junto com ela, vinha o receio cada vez mais forte. Alguma decisão ela havia de tomar, era agora ou nunca. Teria que deixar seu orgulho de lado ou iria viver com aquela duvida por muito tempo. Pois bem, não tinha o número. Seria essa uma boa desculpa por não ter ligado? Não. Essa nunca seria a desculpa perfeita. Afinal, se ela não tinha, alguém poderia ter. Ninguém vive isolado do mundo. Ela só precisava de alguns contatos que o tivessem e ela sabia que conhecia alguém. "Ande logo, deixe de ser tonta!" Era o que a voz no seu inconsciente gritava. Essa era a chance, ela sabia disso. Era a hora. E então tomou coragem. Finalmente.
Após algumas ligações, ali estava ela, com o papel na mão e nele, havia apenas um número, que poderia mudar muita coisa ou não. Que poderia não significar nada pra ninguém, mas para ela, era como se fosse um passo enorme pra descoberta da humanidade. Por isso era tão dificil. Por dentro, ela estava ansiosa, um pouco "elétrica". Por fora, não esboçava reação alguma, como se aquilo ali não fosse nada. Mas era. Ela sabia que era, por isso estava assim. "Chega de enrolação." Ela falou para si mesma. Pegou o telefone e o deixou sobre o colo, fitava o número por várias e várias vezes, intercalando com algumas fitadas no telefone. "Ande logo!" Malditas vozes. Tirou o telefone do gancho e o colocou sobre os ouvidos, havia tomado uma dose repentina da tal coragem. Agora sim. Do outro lado, a ligação estava completando, aquele barulho da chamada lhe dava cada vez mais nervoso. Mas não ia voltar atrás. Logo em seguida, ouviu uma voz.
- Alô?
Era uma voz grossa. Só podia ser ele. O corpo dela estremeceu, achou por um momento que sua voz não iria querer sair.
- Oi. Tô te ligando pra te desejar Parabéns, por hoje.
- Ah, obrigado! Achei que nunca iria ligar. Me desculpe por não ter mantido contato, achei que não era uma coisa que você iria querer. Eu não sei. Você também não me procura.
Claro, sempre essa desculpa. Mas eu sei que o errado era ele. Mas não vou entrar nisso agora.
- Tudo bem. Eu sei que a situação toda é dificil. Não precisa se explicar. Bom, só liguei por isso, tenho que ir agora.
- Obrigado mais uma vez. Se cuide. Ah, eu te amo! Sinto sua falta.
- Aham. Se cuide também.
- Tá bom. Até mais.
E assim, ficou em silêncio. Mas não por muito tempo.
- Pai?
- Sim, filha?
- Eu te amo.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Camuflagem.

Não sei o quão errado isso parece ser, mas as vezes sinto como se tivesse que me camuflar para conseguir viver a minha própria vida. Como se tudo isso que eu acredito ser meu, na verdade fosse de uma pessoa que não existe. De um eu meu que nem vida tem. E eu erro em achar que isso pode estar certo, que talvez tenha que ser assim pra conseguir seguir. E qual é a parte que eu vivo sem ter medo de errar ou de ser taxada de errada por pessoas que nem ao menos me conhecem? O pior, é que eu não sei. E nada mais poderei fazer, a não ser, deixar acontecer.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pra você.

- Você se lembra daqueles dias que passavamos deitados na grama do parque?
- Lembro. Ficavamos olhando o céu, dando forma as nuvens. E quando a noite chegava,
era como se eu pudesse tocar as estrelas. A cada dia que passava,
eu me via um pouco mais nas suas mãos.
- Me arrependo de ter te deixado partir, e agora me vejo sozinho,
deitado naquele mesmo lugar, querendo fazer com que os dias voltem.
- Mas eu não parti.
- Não?
- Não...
Eu ainda estou aqui e, não é só por mim. É por nós. Pra você.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Aleatoriedade.

Toda essa vontade de gritar por conta de todas essas histórias falsas, esses momentos de felicidade extremamente passageiros. Esse meu eu, que nem sempre se é reconhecido, nem por mim mesma que sempre se faz presente pra tentar se conhecer. O problema é se importar com quem não se importa. Com quem não tá nem aí e só tá pagando pra ver. Não é ser você. Nem eu. É ser ninguém. Um ninguém com absolutamente nada. E o que se ganha? Palavras. Palavras vazias, sem cor, sem som, sem direção. Todas elas se perdendo num vazio infinito, misturadas em um nada que não existe. E que não vai existir nem se você quiser. As vezes viver sozinha te traz certa liberdade, mas junto com ela vem a sensação de estar só. E o quão ruim é isso? Só se sabe quando se vive, quando se sente. Tudo se resume em um mundo preto e branco. Quando não se tem mais vontade, nem força. Muito menos querer. Não é só querendo parecer ser forte que vai funcionar. Até porque, no final de tudo, quem acaba sendo forte, são os fracos.

domingo, 1 de agosto de 2010

30/07/2010 - 31/07/2010

Acordar, pensar no que fazer. Ligar pra Carol, esperar por novidades. Saber que amigas vão para a praia a noite. Chamar Carol. Marcar tudo. Se arrumar, pegar o ônibus, descer na casa de Larissa. Ir na Sendas, depois praia, esperar. 18:30. Ninguém. Conversar, filmes pornô, Shane, homem de ouvido em pé. Vovô na vibe fumando charuto olhando o mar. Rir. Tocar violão. Fumar. Bater fuscas. Planos falidos. Fome, ir na Sendas. Planos voltando. Esperar. 20:45. Encontrar Carol. Sendas. Praça. Ligar. Esperar. Ninguém. Comer. Goiano. Ideias, planos. Dormir na casa de Larissa. "Posso?" / "Sim." Se despedir de Goiano. Mais planos, "mafiar". Casa de Larissa. 23:00 Telefone. Pai. Risos. Mais planos 2. "Madrasta". Endereço. "Tá tudo bem?" / "Claro que sim." Rir mais. Pijamas. Sofá. Pedido de namoro. 01:38. Cama. Baralho. Cócegas. Mais ideias. Rua, Sendas de pijamas. Cerveja. Risos. Voltar pra casa. Se rabiscar, fotos, vídeos. "Sou foda, na cama te esculacho." Gírias, internas. Peixes que voam, cadeiras ao som das arabias que voa. Vídeos. Funk. Mais risos. Muito amor, carinho, cumplicidade. Conversas. Jogos. Twitter. Orkut. Amiga. Namorada. "Irmãs". Ambas minhas. Noite boa. Twitter. RT. 03:57. Sofá. Carinho. The L Word. Cama. Amor, palavras. Implicancias. 05:20. Varanda. Cigarro. Conversas. Twitter. Bubble Shooter. Blog. Rebeca online. Carência de contatos online. "Não como crianças." Ciúmes. Beijos. "Mimimi's". 06:28. Pijamas. Casaco. Praia. Nascer do sol. Banco. Cigarro. De volta pra casa. Sofá. Arrumar. Ouvir Sertanejo, animar. Deitar no sofá. Mais música. Ana Carolina, Maria Gadú, Marisa Monte, e por aí vai. Cochilar. 09:00. "Quanto tempo eu dormi?" / "20 minutos." Ir embora? Dois beijos, bochecha. Tensão. Lágrimas presas. Receio. Conversas. Medos. Entendimento. Pijama. Banho. Ouvir Paramore, vicio, músicas antigas. Cortar cabelo. Banho. Sofá. Abraço. Cochilo, pesadelo. Fotos ploc. Cone Crew Diretoria. Grande saldo de gírias, emoticons falados. Se arrumar. Despedidas. Ir embora. Dormir no ônibus. Passar do ponto. Sacudir. Chegar em casa. Dormir 5 horas. Fazer valer a pena.

Acho que amo vocês. Quero mais e agora? refle/

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Nossos nomes que tem o "C" como um elo.

Eu não sei o que tens feito comigo, mas tens me feito um bem. Quanto mais te tenho perto, mais perto quero que fiques. Mais quero que as horas contigo sejam interminaveis. Meus abraços e beijos que tem sido tão seus e que vão continuar a ser por todo um enorme período de tempo. Você e eu, num conjunto todo, formando uma coisa só. Quero sempre mais de ti, mais de mim, mais de nós. Que não se acabe, que seja doce. Que seja inesquecivel. Que sintas as mesmas coisas que eu. Que dividas os mesmos sentimentos, vontades e saudades. Que seja assim, único pra ti como tem sido pra mim. Assim, desse jeito só nosso.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Neblinado.

Pode até chegar a soar um pouco estranho, não acha? Certos dias sentimos falta de coisas que nunca nem imaginamos que sentiríamos. Sabe aquelas coisas que nunca nos fizeram falta antes mas que acabam nos fazendo falta hoje? É estranho. Eu sei. E sei que você também sabe. Você acaba se sentindo estranho também, não é? Sei que sim. Quero dizer, não é assim só contigo. É comigo também. Talvez com outras pessoas. Sentimentos recíprocos. Você compreende? As vezes sinto como se nada fosse ser como antes. Mas, uma hora, sempre sinto como se estivesse tendo uma espécie de deja vu. Já se sentiu assim? Como se, tudo fosse igual só que ao mesmo tempo diferente. Sei lá. Tudo acaba ficando muito confuso, neblinado. Mas apesar de tudo, você acaba percebendo que nada vai ser igual, pois que amanhã já é outro dia. E tudo sempre passa.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

boat and sea.

Estranho mesmo era todo aquele momento pelo qual eu sempre esperei e talvez até tenha temido. Você e eu. Tão perto. Dessa vez sim, eu podia te tocar, olhar bem lá no fundo dos seus olhos e ver tudo aquilo que você sempre disse e que eu nunca tive a coragem de acreditar. Todas aquelas 'palavras de efeito'. Digo, que me surtiam efeito. Parecia mesmo que essa era a hora, entende? Quem sabe eu pudesse me entregar agora. E lá vou eu, mais uma vez, como se eu fosse um barco, o seu barco. E você... Ah! Você agora é o meu mar, o que me leva para longe. Estou de alma e coração entregues.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Esquecer, v.t. Abandonar.

E ela só queria que as coisas dessem certo, mas não davam. E o que ela poderia fazer? Ela não sabia. Papéis jogados pelo chão, como numa tentativa frustrada de querer se desfazer das memórias apenas jogando-as desorganizadas em cadernos. Como se adiantasse de alguma coisa tentar esquecer se a vontade - mesmo que fosse lá no fundo - era a de sempre lembrar. Músicas tocando em alto volume no rádio. Tudo o que ela queria e precisava era abafar todos aqueles pensamentos confusos que teimavam em se embaralhar cada vez mais dentro da sua cabeça. Ela só queria esquecer. E tinha que esquecer. Que palavra dificil de ser efetuada, tanto que ela queria que fosse cada vez mais inconstante em seu dicionário. Mas era o que precisava ser feito e, com uma urgência enorme. E mesmo contra sua vontade, era o que ela iria fazer. Esquecer.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

          venture

Talvez eu possa estar me deixando levar pelas palavras, como um barco é levado pelo mar. Sem saber ou pensar nas consequencias e os contras de tudo isso. Mas se tudo é feito de riscos, por que me preocupo tanto? Vou dar o melhor de mim até onde eu conseguir chegar. Se não der certo no final, vai ser só mais uma fase... E fases passam. Tantas já passaram. Umas mais longas, outras mais curtas; Mas tudo sempre tem seu fim. Cabe a mim querer tentar fazer dar certo e aproveitar um dia de cada vez ou esperar por lamentações mais tarde. Não sei, mas lamentações de arrependimento não são comigo.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

                       problems

Eu realmente não sei mais qual é o problema ou o que anda acontecendo. Talvez esteja ficando - com toda sinceridade - extremamente louca-paranóica-surtada-nervosa ou sei lá o quê. Mas que tem algo errado, tem. As pessoas reparam, param e perguntam. Não acreditam. Se acontece isso com elas... Imagina o que não acontece comigo?! Pode ser coisa da minha cabeça. Não pode? Espero que sim. Ou sei lá. Pode ser culpa da minha cabeça completamente confusa-abarrotada de memórias/pensamentos errados, atrapalhados e sem uso. Eles pedem, gritam pra sair. Poderia ter uma caixinha onde eu pudesse guardá-los todos e que os deixassem ali, paradinhos, quietinhos esperando um momento bom parar serem usados ou para não serem também. Queria ter a memória de um computador. Usar o que é importante quando é importante. Deletar o que não serve e dar espaço para novas coisas. Entende? Talvez o problema seja mesmo comigo.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

          forget

Se você parar pra pensar, vai ver que, eu não estava te pedindo muito e muito menos te cobrando algo grandioso demais. Só queria ir mais além, porra. Tem algo demais nisso? Mas você optou pelo fim. Pelo meu, pelo seu, pelo nosso fim. Por tudo. Não te agradeço e nem prossigo com mais nada. Estive aqui o tempo todo, mas não foi o suficiente. Não tem mais caminho de volta, apaguei todos os rastros da trilha. Agora eu me retiro, me afasto, sem mais delongas. Se é pra ser o fim, vai ser o fim. Ou melhor, É O FIM. Uma ida sem arrependimentos, com o corpo e a alma livres. Dei o meu melhor até onde pude ir.


Só quero olhar pra frente e esquecer você, saber o meu lugar.

terça-feira, 1 de junho de 2010

         dawn

Essa madrugada fiquei um tempão sentada na varanda, sozinha. Podia sentir o vento frio e umido bater no meu rosto e que por várias vezes teimava em penetrar o moletom que eu vestia. Pensava em coisas que eu não sabia sequer se poderia estar pensando e enquanto isso nem percebia que deixava o café esfriar. Continuava a pensar se era o certo... Seguir. Ou se eu devia parar onde estava e ter me dado por satisfeita por ter pelo menos conseguido chegar até onde cheguei. Talvez todas as vozes que ecoavam em minha cabeça estivessem certas em me mandar parar, ou certa estaria eu de continuar tentando até o fim e ainda estar formulando frases de efeito pra falar para mim mesma caso tudo desse errado no fim. "Pelo menos você tentou, está certa! Agora não vai se arrepender de não ter tentado." Eu deveria realmente me preocupar em não errar? Não é assim que crescemos? Não sei você. Mas eu daria minha xícara de café - ou até mais do que isso - por uma porcentagem bem menor de medo porque beirar quase os 90% é complicado demais para quem tem tantos pensamentos confusos perambulando aqui dentro como eu.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Eu queria dizer que eu estava com você, e a menos que você não me suporte mais, continuaria te procurando e querendo saber coisas. Bobagens? Pois é, se quiser ria como você costuma rir para se defender. Não estou me defendendo de nada... Estou perguntando a você se permite que eu tenha carinho por você, sua idiota. Veja - eu não vou desistir de você... Mas também não vou te obrigar a ficar. Vou entrar na onda de ser moderninha. Independente. Fria. Mas será tudo mentira minha. Uma farsa.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

E como deixar pra lá essa vontade de ir atrás? Negar, fingir que não é assim que anda acontecendo. Prender os dedos, sentar em cima da mão. Como é dificil! Como tudo se torna dificil quando queremos uma coisa que não podemos ter. Ou que não se é para ter. Mas não posso ir e fazer o que quero, seguir os instintos e os sentimentos. Me deixar levar. Você está bem com seu outro amor. Por que eu iria atrapalhar? Talvez seja melhor esquecer, ouvir os outros e deixar pra lá. Parar de ouvir nossas músicas e pensar no que poderia ter sido e não foi.


Deixa eu esquecer seu nome e tudo o que passei a acreditar.

domingo, 23 de maio de 2010

Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia.


Vou ali ser feliz e já volto.

sábado, 15 de maio de 2010

Eu e ela.

Você quis terminar
Pediu que fosse assim
Trancou a porta e fechou a janela
Pra não pensar mais em mim
E eu te pergunto:
Pra que?

Não vou te procurar
Vou deixar você me esquecer
Pra encontrar a pessoa mais certa
Que possa lhe amar
Bem longe de mim
E eu te pergunto:
Por que?

Entendo ou não entendo nada
Estendo a mão sem dar um beijo
Escrevo as últimas palavras
Enfrento ou finjo que não vejo
Espelho meu desiste dessa cara
Esqueço ou fico com desejo
Espero mais ou devo apaga-lo
Entrego a ela todos os segredos

Ela que era tudo para mim
Foi tudo para mim
Tudo

terça-feira, 11 de maio de 2010

A m o r.

É bom demais quando temos um bom motivo para acordar todos os dias pela manhã. E eu tenho um. O mais importante motivo, o melhor de todos. E o motivo é você. É quem me traz felicidade, calma, ansiedade, saudade e até mesmo raiva. Mas é o que me faz sentir viva. É você quem eu quero pelo resto dos meus dias, sem pensar nos contras de tudo isso. E é só você que eu anseio, que tem esse poder enorme sobre mim; Que me faz perder a fala e desritmiza o meu coração.

É você, só você que na vida vai comigo agora.

domingo, 9 de maio de 2010

Dia das mães.

Não sei pra quê taxar uma data tão normal, mãe é todo dia, toda hora e não vai ser apenas um dia de comemoração que vai fazer isso ser mais do que já é. Fazem quase doze anos que eu preferia não acordar nesse dia, mas eu não posso. É um buraco no coração que nunca vai se fechar, meu corpo fica trêmulo e lágrimas escorrem pelo meu rosto. Nos outros 364 dias é como se fosse tudo normal, sem falta, saudade ou sei lá mais o quê. Não é certo apenas um dia estragar tudo. Não é. Mas não importa.

Sinto a sua falta e ninguém pode ver.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Emoções.

Confusões, amor, distância, medo, mais amor, medo e amor. Juntos, misturados, separados, distantes. Sempre juntos, até mesmo distantes. Coisas que me importam e não importam, que me fazem continuar quando são para me fazer parar onde estou. Não me importa. Sei o que quero e para quê o quero, e quero mesmo. Sou forte, pode vir o que quiser que eu passo por cima. Sim, passo. Obstáculos não me param. Eu te quero. Me quer? Então fique aqui. Não lhe peço muita coisa, só cuidado e atenção. Não me importo com as dificuldades, me importo com o que temos. Se me queres, estarei aqui, esperando. Se não, ainda sim, continuarei aqui, até o dia que for pra esquecer por não ter outro jeito. Não me importo mais com o tempo, quero aproveitar o momento, sendo eterno ou não. Se me queres mesmo, vamos viver o que temos que viver. Mas não demore muito ou posso me perder. 

domingo, 25 de abril de 2010

- Alguns de nós não podem levar o tipo de vida que algumas pessoas querem. Por mais que a gente tente, não consegue.
- Imagino.
- Acredita em mim, não?
- Sim. Acredito em você.
- É dificil.. Sabe.. amar alguém... e não conseguir fazer essa pessoa feliz. É como se você amasse essa pessoa, mas não conseguisse ama-la como ela deseja. Você entende?

sábado, 24 de abril de 2010

Carta.

É estranho estar lhe escrevendo essas palavras, não sou muito disso e nunca enviei nem uma carta sequer para alguém. Talvez não merecessem tanto ou eu estivesse todo esse tempo guardando todas as palavras pra você. Talvez você seja a merecedora de todas elas ou talvez não... Mas isso já não tem mais importância agora. Queria te lembrar dos momentos que passamos sentados no parque, mas alguma coisa me diz que você não os esqueceu. As brigas e os longos momentos de silêncio que tanto me doíam, mas que já não são memórias que eu pretendo guardar. As ligações nas madrugadas, bastava um "Eu te amo" e a noite já estava ganha, sem nem precisar ficar horas ouvindo a voz que tanto me acalmava. Talvez eu seja idiota de te procurar tanto e querer tanto que você volte a ser a minha paz, mas eu não me canso, não canso. Suas palavras podem me doer mais do que qualquer ato que você faça, mas ainda sim, eu vou estar aqui com os braços abertos e o coração também... Porque é ele, o coração, que mais sente falta do calor do seu. E os meus braços sentem a falta que o seu corpo faz quando você não está aqui. Então eu apenas peço que volte, não espero por desculpas ou palavras de arrependimento. Não. Eu apenas peço por você e todo o conforto que você traz.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Redação.

Depois de muito pensar e se torturar, Monalisa pensou em deixar de correr todo esse perigo apenas por prazer. Apesar de o amar de tão grande forma, talvez a melhor saída fosse deixá-lo. Quem sabe ela encontraria uma outra pessoa que a fizesse esquecê-lo?! Uma semana se passou e Monalisa não parava de pensar nesse término, mas lhe faltava coragem para chegar até King Kong e dar um basta a essa tortura. Ele sentiu-na meio distante e se preocupou, afinal mesmo ele sendo bruto, ele a ama de tal maneira que o faz temer perdê-la. King a chamou para uma conversa, ela estava nervosa e suas pernas não paravam de tremer, após cinco minutos de muito silêncio ela começou, e disse tudo o que sentia. Seus medos, suas dores e até mesmo a sensação estranha que sentia ao estar com ele. Ele só escutou e não pronunciou uma só palavra, abraçou-na e disse: Fique calma, eu sempre estarei aqui pra você.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Tanto faz.

Planos, dias e sentimentos são jogados juntos em uma página de diário, e é assim que vai ser daqui pra frente. Sem lembranças, histórias ou arrependimentos. Podemos correr atrás por dias, meses ou anos, até chegar a hora em que chegamos ao ponto, não o de partida, mas o de chegada; Podendo ser chamado também de ponto de desistência. Estou cansada de gostar errado, doar-me errado, sonhar errado.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

E...

Talvez a errada seja eu de te cobrar tanto e esperar tanto de você, mesmo sabendo que você nunca pôde responder a todas as minhas cobranças.

domingo, 18 de abril de 2010

Não existe adeus.

Agora já é tarde e você sabe muito bem que não existe adeus, enquanto um de nós ficar aqui. Há um tempo atrás eu tentei te dizer o mesmo que você me diz agora, mas você não me ouviu. E nada vai mudar, nem mesmo se você quiser. E nada vai ter fim, pelo menos não pra mim. E nada vai trazer de volta o que a gente viveu. Não é fácil assim... Não pra mim. Agora já é tarde e você sabe muito bem que não existe nada que eu não faria pra ter você aqui. Há um tempo atrás eu pensei que seria diferente, mas diferente é você não estar aqui. E nada vai mudar, nem mesmo se você quiser. E nada vai ter fim, pelo menos não pra mim. E nada vai trazer de volta o que a gente viveu. Não é fácil assim... Não pra mim.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O vento.

Posso ouvir o vento passar, assistir à onda bater, mas o estrago que faza vida é curta pra ver. Eu pensei... Que quando eu morrer vou acordar para o tempo e para o tempo parar: Um século, um mês, três vidas e mais um passo pra trás? Por que será? Vou pensar. Como pode alguém sonhar o que é impossível saber? Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer e isso, eu vi, o vento leva! Não sei mas sinto que é como sonhar que o esforço pra lembrar é a vontade de esquecer. E isso por que? Diz mais! Uh... Se a gente já não sabe mais rir um do outro meu bem então o que resta é chorar e talvez, se tem que durar, vem renascido o amor bento de lágrimas. Um século, três, se as vidas atrás são parte de nós. E como será? O vento vai dizer lento o que virá, e se chover demais, a gente vai saber, claro de um trovão, se alguém depois sorrir em paz. Só de encontrar... Ah!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

LFG.

Apesar de muitos falarem que eu não tenho coração, é estranho como uma coisa aqui dentro do meu peito bate sempre que tem você e o seu nome envolvidos. Gosto do jeito como faz eu me sentir, tão amada e tão... Tua. Muitas brigas, ciúmes e ligações. As vezes que eu te ligo correndo atrás desesperada por culpa de coisas que você entende errado e já vem querendo terminar, sem nem me deixar explicar; As vezes que você me faz chorar: "Até qualquer hora." foi o que ela disse. E o meu ar faltou, me deixando apenas com a opção do "Tchau."
Não sei se o certo era ligar de volta e obedecer o coração, a vontade era grande de pedir "Fica comigo?" mas o receio de ouvir o "Não." acaba sempre falando mais alto. E o que fazer quando você vê que todos os planos estão indo embora e que talvez, você não possa fazer mais nada? Eu não sei... Mas eu sei que você sabe e acredita em todas as vezes que eu digo gostar de você, sabe que o seu coração é meu tanto quanto o meu é seu. Eu sei que sabe. Sei que não vai esquecer, e eu não vou nem dar tempo pra isso acontecer. Agora pensa bem, vai mesmo deixar isso tudo acabar assim, sem nem ao menos tentar fazer dar certo até o fim?


"Tá tudo cinza sem você, tá tão vazio e as noites ficam sem porque."

domingo, 28 de março de 2010

Nada.

Lembro-me que eu a achava a coisa mais linda do mundo, era como um brinquedo novo e reluzente na mão de uma criança pobre. Sua voz era como uma bela melodia para os ouvidos. Mas, o tempo sempre tem de passar e levar algumas coisas junto com ele... E dessa vez não foi diferente. Onde será que foram parar todas as coisas boas que eu pensava quando ganhava um beijo seu? Os sonhos, os planos e a ansiedade foram se desgastando ao longo do tempo. Como eu queria tudo de volta; A luz, o brilho, a felicidade. Borboletas flutuavam em meu estômago cada vez que eu sabia que ia encontrar você, ter seus olhos nos meus. Hoje sinto um misto de vazio e medo, vazio por ter a sensação de que você não é mais minha e medo de tudo isso ser verdade. Medo de me perder em você e deixar você se perder no nada. Mas não depende só de mim querer uma mudança.

"Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada." (Caio F. Abreu.)

terça-feira, 23 de março de 2010

O tempo do tempo.


O tempo do tempo é algo completamente improvável. O meu tempo agora tem passado bem lentamente de uma certa forma, mas tem me parecido rápido demais. Os meses parecendo anos, as horas parecendo dias. A cabeça ficando confusa e revirada. As pessoas de importância virando simplesmente nada. Ao mesmo tempo que é estranho acaba sendo o certo, inovações precisam ser feitas, até mesmo se o relógio não continuar a trabalhar. A perda é algo inevitável, mas a perda de tempo é estupidez.

quinta-feira, 11 de março de 2010

A falta que a falta faz.

Dizem que a falta é um dos piores sentimentos do mundo. Nunca havia parado pra pensar nas consequências que uma perda pode causar; Sempre mostrei ter muita força e acabei sendo a base de muita gente. É como uma torre de cartas, agora se caio levo todo o jogo ao chão junto comigo. As vezes tenho a leve impressão de que toda essa força quer ir embora. Hoje sinto falta de momentos, lembranças, pessoas; De você, de mim... Mas sinto principalmente falta de mim, de uma parte minha que se perdeu e que não consegue mais achar o caminho de volta.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Canal 12 - Esteban Tavares.

Desculpe dizer mas não tenho escolha, tentei tantas vezes seguir você, mas cada vez que eu te encontro eu me perco mais. Tentei respirar, encontrar a saída, mas sonhos não são feitos pra viver, te ver como eu sempre te vejo vai me cegar. Talvez em outros dias eu quisesse te escutar... Quem você vai chamar quando a dor bater? Quando a saudade te encontrar e não souber o que fazer? Quem você vai chamar se eu não atender? Quando você quer conversar, o que você quer me dizer? Não quero mais saber. Pensei em mudar e mudar minha vida, mas planos só são feitos pra esquecer e toda vez que eu te vejo eu mudo o canal. Não pense que vai apagar da memória, são coisas que os outros não vão saber, eu sei muito mais do que eles sobre você. Quem sabe outro dia eu não soube o que falar. Quem você vai chamar se eu não atender? Se eu não quiser conversar, o que você vai me dizer? Quem você vai chamar quando a dor bater? Quando a saudade te encontrar e não souber o que fazer? Não quero mais saber.



terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sem esperar.

Estranho como a felicidade chega assim, quando você menos espera. Em um dia você acorda e tem a sensação de que tudo está dando errado. As palavras das pessoas não condizem mais com os atos e seus amigos não são mais como você achou que eles eram. Você acaba tendo a sensação de que tudo está acabado e que o jeito é se entregar. Mas não... O dia passa e logo chega a noite, você coloca sua cabeça no travesseiro esperando um novo dia surgir já imaginando que o dia seguinte irá ser exatamente igual ao dia anterior, até conhecer alguém que faz seu dia mudar por completo e você mal percebe que foi a partir daquele dia que sua vida se alegrou e tomou um rumo completamente diferente do que você achou. E foi a partir daquele sorriso que seus sonhos começaram a ser formados e agora você não quer nada mais além. Engraçado dizer isso, mas, você finalmente achou alguém pra chamar de seu.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

I must be dreaming.



Eu poderia vir aqui e escrever um texto enorme, bem a minha cara quando eu me empolgo e, bem do jeito que ela quer ler. Mas eu não vou. Existem certos momentos na vida que a gente tenta descrever e não consegue, perdi a conta de quantas pessoas vieram me perguntar ontem: "Como foi?" e bem, eu só sabia dizer: "Foi lindo, ela é linda." Não tem como descrever, tentar, falar... Eu vou ficar o dia todo aqui tentando achar palavras que nunca vão ser boas o suficiente, porque nunca vão conseguir descrever o que eu realmente senti. Isso tá ficando gay e depois ela vai vir no MSN falando, tô até vendo. Maaaas, hm... O dia 19/02/2010 tá guardado bem aqui dentro e não numa descrição em um blog. Espero que tenha sido importante tanto quanto foi pra mim, é. É isso. Beijo só pra ela, porque ela é merecedora de todos eles, apesar de tudo que já aconteceu até hoje, minha opinião não mudou e nem o sentimento. Dá pra ver que eu gosto de você mesmo sabendo de quase todos os seus defeitos, né?!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Mais uma dose.

Acho tão engraçado o modo como a vida brinca com a gente. Quando temos um sentimento recentido, confuso, tem sempre alguém que nos faz seguir em frente, sempre com aquelas frases: "Ela vai mudar.", "Tenta sim.", "Vai dar tudo certo." Quero saber quando que é pra eu tentar que vai dar tudo certo e ela vai mudar, por favor, se alguém souber me diz. Mais uma decepção, mais um medo, mais um receio. Estou cansada, devia ter ficado na minha, ter guardado as vontades e as palavras pra mim, porque mais cedo ou mais tarde eu ia esquecer e tudo ia voltar ao normal. Mas não, eu joguei tudo pro alto e elas correram como o vento. Tudo bem, mais um erro, mais uma crescida. Mais uma dose de burrice. Só me falta mais uma doce de amnésia pra eu esquecer tudo.


"Tem um pessoa que nunca me deixou, por nenhum momento, alguns à chamam de Carência, eu à chamo de companheira."
(Pedroso Gui.)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

And when it rains...

E quando chove aquela carência que estava guardada dentro de você grita, e você não sabe mais o que fazer, nem pensar. Todos os seus amigos começam a se arranjar e você que nunca esteve sozinha antes, se encontra só agora. Ou se encontra só pelo simples fato de querer estar, ou pior que isso... Está só por querer a companhia de alguém que não pode ter. Aí você para e pensa, chega a um ponto em que você se pergunta: "O que eu fiz pra ser assim?" E a resposta pra essa pergunta nunca chega. E tudo começa a ficar mais doloroso, porque o espaço que cabe a resposta fica em branco e seus pensamentos voam e você pode até imaginar coisas que não são reais. E você se perde dentro de você mesma, sem um porque. Afinal, você só quer achar alguém pra chamar de seu.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

...

Não sei porque gostamos tanto de complicar uma coisa que é tão simples de se resolver. Apenas dar um basta, ainda mais quando se está longe. Se for pra ser, vai ser, não importa quanto tempo demore e o quanto isso custe. Hoje eu decidi, é assim que vai ser. O medo de perder uma coisa tão linda assim não vai me atrapalhar, não dessa vez. Me desejo boa sorte e força, porque é disso que eu vou precisar.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Parte IX

Então eu me virei para ela e com toda a força que eu podia eu a joguei na cama e fui subindo
para cima, selando seus lábios tantas e tantas vezes que seria impensável responder algo nesse momento, minha cabeça girava a cada beijo que a gente trocava e as carícias foram aumentando
devagar e logo tomou os rumos certos. Bom, certos por termos, afinal tinhamos tanta coisa pra fazer, arrumar, ajeitar... Mas as saudades eram tão grandes que não ligamos pra isso, essa foi a nossa primeira noite de amor na nossa casa, na nossa cama, nossa... Nosso. Agora essa palavra era tão presente na minha vida que eu já a falava com gosto, era tão bom saber que dividiriamos tudo, não seria nada mais meu e nada mais dela, seria nosso. Um compartilhamento mútuo. Um amor mútuo e foi nisso que minha cabeça ficou pensando enquanto eu a via dormir, eu deitada sob seu ombro e ela adormecida, parecia um anjinho e eu não conseguia não deixar de olha-la um só segundo até adormecer. Foi estranho acordar e não tê-la na cama, eu por um momento achei ter sonhado tudo aquilo, mas não... Eu tinha o cheiro dela todo em mim, no travesseiro, nos lençóis, no quarto todo e eu respirei fundo, apenas agarrei na camisa dela e a vesti, quando sai logo me deparei com ela no quintal, sentada no sol e olhando uma pequena caixinha, e eu me agaixei a sua frente e ela então me olhou, já com aquele sorriso todo bobo que só ela conseguia dar. Ela então me estendeu a caixinha já aberta, o sol estava tão forte que o par de alianças brilhavam mais ainda. Dessa vez ouro. Eu gaguejei e ela me calou com um dos dedos e pegou a minha mão e foi levando até a sua boca e a beijou antes de colocar a aliança, minha menina sempre tão fofa... Eu fiz o mesmo, mas com mais rapidez porque eu queria tê-la de novo, queria matar as saudades que agora pareciam ser tão mais imensas que antes que estavamos longe. Não podia ficar nem mesmo um minuto sem ela e ali se foi, como na noite anterior, uma manhã fazendo amor, mas na hora do almoço ela tinha de ir... Ela apenas pegou a manhã de folga no trabalho para ajeitar as coisas, ela foi tomar um banho e eu fui dar começo a minha "mudança". Mudança... E que mudança, eu abri mão de coisas por ela, e ela por mim, não que eu estava arrependida, mas agora eu ja tinha tomado a minha decisão e pronto. Eu seria adulta o suficiente para arcar com isso tudo que a gente tava construindo, e... Com ela? Seria tudo importante, seria tudo o mais perfeito possível,seria tudo como eu sonhava... E acima de tudo, como a gente sonhava. Sonhamos muito tempo longe. E hoje, nós sonhamos junto. Dividindo a mesma cama, o mesmo lençol, o mesmo calor... E vai ser assim, desde o início até o fim. Porque se o amor vence barreiras, nós conseguimos vencer uma das maiores que muitas línguas diziam não conseguir. A distância.


Fim.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Parte VIII

E ela começou a rir, logo tirou o pequeno chaveiro do bolso e estendeu a mim, eu toda
empolgada fui abrir o portão enquanto ela vinha atrás de mim com as minhas malas, passamos
por um pequeno corredor e assim chegamos a nossa casinha, ela se deu ao trabalho de arrumar
tudo. Quando a gente chegou na sala eu já tinha morrido praticamente, ela colocou um quadro
que ela tinha feito com o nosso desenho. O par de asas com o símbolo do infinito ao meio, eu
só tinha visto ele por fotos que ela tirou, só a gente sabia o siginificado dele. Ela deixou
as malas na sala mesmo e me pegou em uma das mãos, me levando até o nosso quarto, eu queria logo entrar e ver a nossa caminha onde a gente ia dormir fazer amor e tudo mais. Mas ela não deixou, ficou parada ali na porta e me fez fechar os olhos, ela então me guiou para dentro e só me deixou abrir os olhos quando se afastou, quando eu abri ela estava lá, jogada na enorme cama de casal com o sorriso mais malicioso que eu já pude ver moldados nos seus lábios. Ela então apontou com o nariz a parede do meu lado e eu fui indo de costas pra ela e de frente pra parede até chegar na cama, assim ela me envolveu nos braços e nossos olhares ficaram lá, parados quase que vidrados no imenso mural das nossas fotos juntas e sozinhas. Eu só consegui rir e ela resmungou:

- Não gostou? - Como assim eu não gostei?! Tinha horas que eu queria bater nela, de verdade...
Como ela podia ser tão boba? Era simplesmente incrível, único e acima de tudo, era nosso.


[...]

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Parte VII

E então nós entramos na casa dela. E eu estremeci quando vi tanta movimentação... Quando ela me dizia que a família dela era grande não imaginava que seria TÃO grande. Na verdade nos primeiros meses eu mal me lembrava de metade dos nomes e sempre me envergonhava
com isso, mas tudo bem... Quando a gente entrou não imaginava ser tão bem recebida, a mãe dela foi a primeira a vir me abraçar e eu ainda segurava a mão da minha menina e com o aperto que ela deu, eu percebi que ela também estava tão nervosa quanto eu, foram muitos abraços, beijos, risos, sorrisos... Alguns rostos eu já conhecia, algumas primas, algumas tias, minhas cunhadas, então foi bem mais fácil me enturmar com elas. A noite toda foi até... Calma, alguns parentes começaram a se despedir e iam indo embora. Então ela finalmente, e por um segundo pensei em infelizmente, ela veio me chamar pra irmos pra nossa casa. Nos despedimos com certa demora, parecia que eu queria ficar mais do que ela, mas eu nunca resistia aquele sorriso, aqueles olhinhos que nunca saiam de mim então nós fomos. Ela foi tão esperta que alugou a casa na rua de trás da mãe dela tanto que fomos a pé, quando chegamos entendi o porque. Era pequena, de fundos e não tinha garagem. Eu vi que ela se sentiu um pouco mal por isso, mas eu logo a puxei pra perto de mim e comecei a tatear os bolsos dela.

- Quero entrar logo, cadê?


[...]

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Parte VI

As vezes era tão estranho ter ela tão perto, parecia que era uma coisa que nunca iria acontecer e agora, de uma hora para outra, iria se tornar uma coisa rotineira. Irei acordar e dar de cara com aquele rosto lindo ao lado do meu, poderei abraçá-la sempre, aparecer de surpresa no trabalho dela. Fazer coisas que eu sempre quis e sonhei e nunca pude fazer. Agora sim, tudo estava tomando o rumo certo, as peças estavam se encaixando e eu... Bem, eu estava onde era pra estar, com a pessoa que eu queria estar. Tudo perfeitamente bem.

Ficamos um tempo conversando sobre várias coisas que haviam acontecido nesse meio tempo em que estávamos longe. Até porque, levando o relacionamento por Internet, não nos deixava conversar tudo que queríamos, contar todos os detalhes dos acontecimentos. Mas já era hora de ir, não tinha mais como fugir, não é?

- Acho que já podemos ir, hm. Não vamos ficar enrolando. – Falei de uma vez.

- Vai dar tudo certo amor. – E então ela sorriu.

- Sim, eu sei. Eu acredito nisso.

Nos ajeitamos nos bancos e então colocamos os cintos, já estava escuro, ficamos bastante tempo paradas conversando, passou tão rápido que eu nem reparei. Ela ligou o carro e então eu respirei fundo, fomos indo em direção a casa dela. Eu nem sei explicar porque estava nervosa, era algo tão... Normal. Após uns trinta minutos no carro, havíamos chegado. Ela estacionou o carro em frente a casa e então me olhou.

- Podemos ir?

Eu só soube responder com a cabeça, balancei-na positivamente e então soltei o cinto.

[...]