sexta-feira, 29 de março de 2013

Era por era.

One by one,
the days fall beside us
like yellow leaves.
We have no conscience,
oh, what we're becoming...




E eu não quero ter que abrir mão de uma coisa que, acho eu, tenha sido tão bem amarrada com aqueles nós bem dados que só os marinheiros sabem dar. E é estranho - muito mais - ter que abrir mão quando, na verdade, abrir mão seja a unica coisa que nós não queremos fazer. Mas se for o jeito? Quando é o jeito, não tem jeito. Realmente. Pena é ser tão... desmedida. Tão mente cheia de loucuras. Tão... não sei dizer. A verdade é essa: eu nunca soube dizer. Sempre deixei muita coisa pra lá... e pra cá... muita coisa como barquinho na correnteza. Palavras, que eram de peso, no vento, viraram pó, tão leves que saíram correndo. E que de tanto virar pó, virou culpa. Culpa essa que não vai embora e que tortura, que desce na garganta arranhando feito um nó. Mais um nó de tantos outros nós. E nós. Mas quem somos nós? Ou quem fomos... ou o que não seremos. Não mais. Sabe que eu acho que no fim, tudo vira uma coisa só? Porque depois da morte, do fim mesmo, tudo vira lembrança. E, acho eu, - novamente - que lembrança não se apaga, vira marca, mesmo que bem lá no fundo. Lembrança se lembra até quando não se quer lembrar. Por fim, tudo vira um grande clichê. Como eu, como você... e todos aqueles nós cheios de nós.

sexta-feira, 15 de março de 2013

It's a small crime and i got no excuse.

"If you don't shoot it how am i supposed to hold it?,
is that alright, yeah?
I give my gun away when it's loaded."



(8:42 p.m.)
E é isso… Toda vez que eu tento me imaginar sem você, eu simplesmente não consigo.

Não há jeito de me fazer ver que tudo seria fácil, porque na verdade não é. E é estranho não precisar de uma pessoa, mas a querer demais mesmo assim. É querer e não necessitar. É só querer estar. Não conseguir se imaginar com outra pessoa e ter essa outra pessoa te tocando e lhe dando seus sorrisos e seus sentimentos. É como se fosse um bloqueio, você atrás de um muro enquanto nenhuma outra pessoa pode ultrapassar. E me pego perdida nos meus pensamentos sem saber o que fazer e como fazer e porque fazer. Se é que eu tenho que fazer. E se tiver, por quê não ser mais fácil? Mais claro?

Mesmo com tudo. É esse o preço que eu vou ter que pagar?

(9:24 p.m.)

A verdade é que sempre acreditei muito naquilo de “tudo acontece no seu tempo, se tiver que ser, vai ser, seja hoje ou daqui um ano”. Mas… agora já me pergunto: Será?

Eu me pego pensando e… nem sei mais se quero te ver voltar.
Desisti de tentar encontrar motivos pra te fazer ficar, e talvez, tenha até desistido de tentar te fazer enxergar que não há mais ninguém no mundo que queira te fazer tão feliz quanto eu.

Você nem deve mais concordar.
E talvez possa até encontrar alguém melhor e pensar: “ainda bem que eu fui embora.”

Mas por agora, quem vai embora sou eu.


As vezes amar só não basta. O próprio amor nos empurra precipício abaixo.