One by one,
the days fall beside us
like yellow leaves.
We have no conscience,
We have no conscience,
oh, what we're becoming...
E eu não quero ter que abrir mão de uma coisa que, acho eu, tenha sido tão bem amarrada com aqueles nós bem dados que só os marinheiros sabem dar. E é estranho - muito mais - ter que abrir mão quando, na verdade, abrir mão seja a unica coisa que nós não queremos fazer. Mas se for o jeito? Quando é o jeito, não tem jeito. Realmente. Pena é ser tão... desmedida. Tão mente cheia de loucuras. Tão... não sei dizer. A verdade é essa: eu nunca soube dizer. Sempre deixei muita coisa pra lá... e pra cá... muita coisa como barquinho na correnteza. Palavras, que eram de peso, no vento, viraram pó, tão leves que saíram correndo. E que de tanto virar pó, virou culpa. Culpa essa que não vai embora e que tortura, que desce na garganta arranhando feito um nó. Mais um nó de tantos outros nós. E nós. Mas quem somos nós? Ou quem fomos... ou o que não seremos. Não mais. Sabe que eu acho que no fim, tudo vira uma coisa só? Porque depois da morte, do fim mesmo, tudo vira lembrança. E, acho eu, - novamente - que lembrança não se apaga, vira marca, mesmo que bem lá no fundo. Lembrança se lembra até quando não se quer lembrar. Por fim, tudo vira um grande clichê. Como eu, como você... e todos aqueles nós cheios de nós.