terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Parte VIII

E ela começou a rir, logo tirou o pequeno chaveiro do bolso e estendeu a mim, eu toda
empolgada fui abrir o portão enquanto ela vinha atrás de mim com as minhas malas, passamos
por um pequeno corredor e assim chegamos a nossa casinha, ela se deu ao trabalho de arrumar
tudo. Quando a gente chegou na sala eu já tinha morrido praticamente, ela colocou um quadro
que ela tinha feito com o nosso desenho. O par de asas com o símbolo do infinito ao meio, eu
só tinha visto ele por fotos que ela tirou, só a gente sabia o siginificado dele. Ela deixou
as malas na sala mesmo e me pegou em uma das mãos, me levando até o nosso quarto, eu queria logo entrar e ver a nossa caminha onde a gente ia dormir fazer amor e tudo mais. Mas ela não deixou, ficou parada ali na porta e me fez fechar os olhos, ela então me guiou para dentro e só me deixou abrir os olhos quando se afastou, quando eu abri ela estava lá, jogada na enorme cama de casal com o sorriso mais malicioso que eu já pude ver moldados nos seus lábios. Ela então apontou com o nariz a parede do meu lado e eu fui indo de costas pra ela e de frente pra parede até chegar na cama, assim ela me envolveu nos braços e nossos olhares ficaram lá, parados quase que vidrados no imenso mural das nossas fotos juntas e sozinhas. Eu só consegui rir e ela resmungou:

- Não gostou? - Como assim eu não gostei?! Tinha horas que eu queria bater nela, de verdade...
Como ela podia ser tão boba? Era simplesmente incrível, único e acima de tudo, era nosso.


[...]

Nenhum comentário: