segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Free fallin'

(Escrito numa tentativa desesperada 
de atualizar o blog, 
sem ideias, 
sem inspiração. 
Oca. 
Cheia de um vazio enorme. 
Escrito também depois de ler 
"A culpa é das estrelas" de John Green, 
daí a ideia das "granadas".)



As vezes eu queria ser tão lunática a ponto de conseguir me fazer sair de órbita. Não quero deixar nenhuma cicatriz, muito menos ganhar mais algumas outras. A verdade é que todos nós somos como granadas. Granadas prontas para explodir. Não quero que meus estilhaços alcancem ninguém. Porque eu já não ligo mais se você ainda quiser vir me visitar, a porta ainda vai estar aberta, você vai acabar percebendo que fiquei dormente e que já não sinto mais nada, você vai ver também que já voltei a cantar sem mais e nem menos e até mesmo sem perceber. Vai ver que antes, sem você, eu já não era mais nada e que agora eu tô bem melhor do que se pode parecer. E você vai ver que se antes eu já não tinha mais motivos para sorrir, agora já consigo me ver bem mais feliz. Mesmo sem você em casa eu consigo gostar mais de mim. Só deixe algo seu ao sair, algo que não corte, mas doa. Algo que me remete à você.



Pequena nota de rodapé: Me lembro agora de dizer... como o mundo é injusto!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

E se preciso for.



É como se, não sei, todas as coisas sonhadas fossem se dissipando assim, n'um estalar de dedos. Eu tento correr contra o tempo, fugir de tudo o que me leva para longe de você... mas você me afasta, é você, mesmo sem perceber, que me empurra p'ra longe da sua vida. Pode não ser o que você quer, mas é o que faz.

Me sinto perdida e as vezes é como se fosse eu a culpada de tudo. Fecho os olhos apertados, levo as mãos ao rosto, me esforço em pensamento e o que sai é um nada. Simplesmente nada. Porque eu não entendo nada. Não consigo achar um motivo plausível para todos esses afastamentos brutos, esses empurrões e pedidos desesperados de querer que te deixe sozinha.

O que é que você quer de mim afinal? O que quer que eu faça?

Se n'um segundo tudo estava bem, tudo está bem e aí, segundos depois estou eu aqui e você lá, no outro canto da sala, sentada em uma cadeira qualquer, no escuro. Percorro meus olhos e não consigo enxergar nada, não enxergo nem sequer você. E se já não posso tocar, tatear e não posso ver, como é que você quer então que eu ainda sinta? Sozinha não dá. Eu não posso sozinha e nem quero sozinha. É um complemento mútuo, tem que ser e precisa ser uma coisa mútua. Eu e você, dois em um. Mas eu não te entendo, nunca entendi. Não consigo nem me entender, também. Só... não sei. Não sei mais o que pensar, como agir.

Me dá uma luz, um sinal.
Abre a porta e me manda ir embora de vez ou me pede p'ra ficar com você. Só se decide... mas que seja rápido. Eu não quero ter que ir embora p'ra você ver a falta que tudo faz, a falta que eu faço e quão vazio fica tudo sem mim aqui. Não quero que seja tarde demais, não espere que seja tarde demais. Não me deixa me perder, não se deixa me perder... porque você sabe e eu também sei, eu posso não encontrar mais o caminho de volta.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

(Re)confesso.

Escrito n'uma madrugada quente, 
na vitrola: Los Hermanos ao vivo no Cine Íris. 


O meu medo era que todo esse nosso sentimento mútuo se transformasse em pó, em nada. Como agir caso isso acontecesse? Seria como me perder n'um mar de sofreguidão lenta e profunda. Falo dramatizando o máximo que posso p'ra ver se assim consigo demonstrar ao menos um pouco o quão vazia eu fico cada vez que tu resolve passar por aquela porta soltando palavras doídas e sem pensar, dizendo que vai e pior que isso: que vai e não volta nunca mais.

No fim, sempre te vejo voltar, eu sei... mas é que penso sempre com aquele meu medo instaurado: "E se dessa vez for mesmo pra sempre?" Ia me perder enfim, te perdendo em mim e esquecendo tudo o que aprendi nesses anos todos contigo. Mas eu repito, é tudo culpa desses nossos nós tão bem amarrados que me fazem sempre acreditar que não há vida ou sequer felicidade se não for ao teu lado. Mas também, e se tiver? Se tiver, eu não quero conhecer e muito menos saber como é. Deixa meu coração trôpego continuar manso com teu jeito leve e intenso de me levar por aí...

Eu já não ligo mais se me esqueci de te esquecer.
Você vai, você volta, eu permaneço.
Mas te espero porque sei que você sabe o caminho de volta
e como trazer tudo que estava no fundo de volta pra superfície.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

E eu não sei, não me lembro.

Eu sempre quis demais, esperei demais e no fim o tombo foi bem mais alto do que eu poderia imaginar. Acontece que sempre fica aquela ponta de esperança, mesmo que seja lá no fundo, sempre esperamos a resolução do problema, a volta de tudo. Chega a ser engraçado, não é? As coisas mudam n'um piscar de olhos, tanto para mal quanto para bem e você fica perdido, sem entender nada.

Essas rasteiras da vida são difíceis, dolorosas e mesmo que você tente fugir, não consegue. Mas tudo bem, as coisas sempre acontecem quando tem que acontecer. Seja hoje ou daqui há um milhão de anos. Só não deveria esperar demais, essa sim foi a grande decepção. A espera em demasia. Tudo em excesso acaba machucando no fim, tanto o amor quanto a amizade, a esperança, a possessividade. Tudo ao extremo acaba sendo coisa demais para se doer e mais motivos ainda para se machucar quando o fim chega. Porque o fim sempre chega, mesmo que você lute muito contra isso. Coloquei na minha cabeça que tudo passa, anda tudo muito assim: passageiro. Acho que esse acaba sendo o segredo, saber abrir mão das coisas, saber que nada é para sempre, mesmo que você feche os olhos apertados, cruze os dedos e peça com muita força.

A vida é finita mas existem infinitas formas de vivê-la, por isso devemos aprender sempre a sermos barquinhos na correnteza, indo e vindo, mas nunca com um cais. Daqueles trocadilhos bem bobos: Cais causam o caos. E é no caos que tudo acaba sempre piorando. A vida é assim, um punhado de momentos mal vividos, frases inacabadas, histórias pela metade. São muitas reticências, muitas vírgulas para poucos pontos finais. Respira e deixa tudo ir... ou vir. Viva, se deixe viver. O que tiver de ser, será, mesmo contra tudo.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Lembra que no primeiro toque deu choque?



Virei para trás e acabei tendo um pequeno deja-vu. Me vi parada no estacionamento e você se afastando, indo embora. Lembro que chovia muito, parecia que o céu chorava sobre mim, que as lágrimas que caíam lá de cima se juntavam também com as minhas que rolavam pelo meu rosto. Sentia como se o mundo fosse desabar sobre mim, como se eu não fosse conseguir dar mais nenhum passo a diante, que meus pés haviam colado no chão. Repetia sempre por dentro: Respira fundo, respira. Seca essas lágrimas, vira e vai embora também, mostra que você sabe ir e que pode nunca mais voltar. 

E fui...

domingo, 29 de julho de 2012

Kiss me hard before you go.


Não adianta. Talvez não seja mais nada, ou talvez seja tanta coisa, mas tanta coisa que a unica saída que você encontrou foi fugir de mim sem deixar rastros. Quis apagar da memória, trocar o número do telefone, apagar todo e qualquer vestígio meu e de tudo aquilo que foi vivido por nós. Eu vou dizer que está tudo bem, como sempre digo, mas talvez não esteja. Você já parou para pensar nisso? Eu até entendo, fugir acaba sempre sendo mais fácil. Acho também que tudo foi sempre vivido de um lado só. Sempre a vivência do fim, do tudo bem, do vai passar. Pode passar, como também não pode. Poderíamos ter vivido mais, sem medos e noites mal dormidas. Eu poderia estar andando contigo pelas ruas na madrugada vazia, mas não...

Sempre reclamei demais, eu entendo. Nunca fui do jeito que você quis. Mas veja só agora, olha p'ra você. Sei que sente falta, saudade, que escreve milhões de coisas e no fim apaga ao invés de me enviar. Eu também o faço. Eu também fujo. Não sei até quando, mas sei que uma hora a gente cansa. É só teimosia do nosso lado criança. Teimosia do coração. Essas coisas assim. Eu sei, são confusas... mas acho que tudo passa, não é? Lá no fundo eu sempre fico: "Não sinto sua falta. Mais. Não sinto sua falta mais." Sempre sorrio no fim, talvez esteja apenas tentando reafirmar à mim mesma que passou. Nosso tempo passou.

Acho que o problema acaba sendo também as outras pessoas. Elas falam demais, perguntam demais, se intrometem demais. Isso enche o saco. Pelo menos o meu, quero dizer. Acho que o egoísmo nem foi bem nosso, pra ser sincera. Nada de egoísmo mútuo... falei besteiras demais por estar recente, mas depois que a cabeça esfria a gente pensa: "Por que?" O pior é que acabam existindo muitos por quê's. Mas o que importa? O tempo sempre passa. Já passou antes. Passou para você. Vai passar para mim. Ele sempre passa e vai passando, passeando, levando coisas e as vezes até trazendo tantas outras. Inimigo. Amigo. É justo. O fim sempre chega, mesmo que demore... ele vem.

E quando vem... não tem como fugir.
Mas e se ele voltar... pra que lado você vai fugir dessa vez?

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Estive a dois passos...

Never Let Me Go by Florence and the Machine on Grooveshark

Agora eu me pergunto onde é que tudo isso vai nos levar...

Sinceramente parece que o fim é a beira de um precipício e que quem está por um fio sou eu. Talvez não haja um motivo certo que dê razão a todas essas coisas que ficam entaladas na minha garganta... ou talvez não haja uma salvação plausível que me impeça de pular. Quem sabe eu já não tenha desistido, mas queira ter uma certeza a mais, algo para me segurar ou me puxar de volta.

Meu medo talvez seja, na verdade, mais a superfície do que o fundo em si. É aquele medo de ver as coisas claras demais, a perda bem mais evidente do que se tem sido perceptível. (E lá vamos nós...) Fechei o olho e caí, e muito pelo contrário, não foi do jeito que se tinha imaginado... não havia nada mais que me prendesse de pé no topo de tudo. Não achei vestígio algum de mim, de você ou de nós. Vai ver que realmente tudo deixou de existir bem mais além da minha cabeça. Posso e vou conviver com isso... o fim já estava próximo, só não enxergou quem não quis.

(Um, dois, três, quatro...)

Respirei fundo e voltei à mim, o ônibus havia chegado. Graças a Deus o ponto hoje estava vazio.

domingo, 8 de julho de 2012

Quem é você que me prendeu e depois me deixou pra trás?

No rádio: "A falta de visão que nos levou a tudo isso, 
foi tão difícil de se acostumar. 
Só quero olhar pra frente e esquecer você, 
saber o meu lugar. 
 (...) 
E eu que não sei como te falar, 
já escrevi tanto."



Eu não sei o porque e não sei como mas mesmo estando fora da minha vida você consegue tirar minha paz o meu sono e até sumir com as minhas vírgulas. As vezes parece que entre nós há um fio de nylon que ninguém pode ver mas mesmo assim existe e acaba por nos unir.

Todos esses nós na garganta e esses nós atados entre nós parecem aço, ambos. O nó que ao descer corta e o outro nó que ao prender machuca. Depois de tanto se doar acabar recebendo tanto para se doer é amargo, doloroso e de tantas palavras ainda guardadas, presas e de tantas frases inacabadas o que guardo desses nossos nós são apenas aquelas cartas antigas e os filmes que por vezes rolam nesse meu cinema particular guardado atrás das pálpebras, escondido na pupíla, na retina.

Repito sempre que é tudo uma questão de tempo, mas parei de repetir em voz alta, agora sussurro para mim mesma, bem escondida. Não quero e nem preciso demonstrar nada pra ninguém e muito menos provar o que quer que seja. Só que dessa vez eu também resolvi ir embora, fechei a porta atrás de mim sem barulho e parti. Comecei a acreditar que seu outro lado da cama não pertence mais à mim.


"(...) Que não vai voltar, por mais que eu cante, escreva, toque, não vai dar."

domingo, 1 de julho de 2012

É uma noite longa, pra uma vida curta.

'Você entende?' você me perguntou e eu disse que sim, que estava tudo bem. Tu deverias ter visto nos meus olhos marejados de lágrimas que tudo estava mal. Mas eu sei, você não me conhece... não mais. Tu se deixou esquecer, quis deixar pra lá e quis também que eu o fizesse. E sem me perguntar. Tudo bem, repito. Melhor do que se prender em algo que já deixou de existir, em algo que já se quis esquecer e já se deixou esquecer mesmo sem pensar.

Você vai negar, posso até te ouvir falar que sou maluca, que invento histórias onde não tem, que coloco palavras na sua boca. A verdade é que você sempre foi fraco demais e sempre preferiu fugir de mim sem deixar rastros. Eu sempre soube que nunca deveria te esperar, mas eu sempre o faço, sempre me traio... isso já é normal.

Mas lhe digo mais... sempre falei que tu eras o grande motivo, pois eu menti. O motivo de tudo sempre fui eu. Você acabou virando apenas algumas notas de rodapé rabiscadas no fim da página. E eu agora também começarei a aprender a me esquecer de te lembrar. Afinal, agora só existe você e eu. Nessa distância gigante. Quase do outro lado do oceano, e você ainda nem foi embora de verdade.

Só que o pior mesmo é ver que o que era doce virou amargo.
E não vai voltar a ser doce nem que eu repita mais de 7 vezes

domingo, 17 de junho de 2012

Mofados.


E talvez tudo o que eu pense ou fale sejam só confissões insanas de uma mente sempre tão perturbadamente confusa e que talvez não haja entendimento algum, ou cabimento algum. 

Palavras soltas n'uma folha qualquer. 
Uma menina solta n'um mundo inexistente. 
Apenas eu. 

Talvez eu e meu superego, assim, tudo junto mesmo, sem hifens ou separações. Uma cabeça abarrotada de frases soltas, pensamentos embolorados como aquele morango guardado no fundo da gaveta. Pena minha cabeça não ser como ela, - como a gaveta - pudera eu arrumar e jogar o que não há mais serventia fora. Pena também eu ser assim, tão confusa, tão desmedida, tão... levemente solta e profundamente presa. Pássaro engaiolado, louco para fugir, voar longe, conhecer novos horizontes. Pena, é sempre uma enorme pena. Reclamo demais e reluto de menos, acabo ficando meio acomodada com a situação e errando assim. Tantos anos, tantas perdas, dramas, choros, sorrisos. Tanto tempo solta, tanto tempo presa e depois de tanta coisa, de tanto se prender e se soltar, desaprender a ser livre é a maior decepção de todas. Quando é que nos perdemos sem perceber desse jeito? Céus... quando foi que isso aconteceu? Onde e quando começamos a perder nossa liberdade sem nem sequer rebater contra? São decepções demais para poucos anos de vida, são lamentos demais para poucas linhas. E eu não entendo, mesmo querendo, já deixei de entender. Mas talvez eu realmente nem queira, quem sabe não seja só mais uma acomodação de tantas outras?...

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Quantos mal me quer?

Eu sempre fui muito assim, sempre me contentei com o pouco ou com o muito que as pessoas podem me dar, meio oito e oitenta. O importante era estar feliz, mesmo me doando mais do que deveria e recebendo bem menos do que eu queria. Mas eu estava feliz. Até que um dia eu levei um soco, e digo mais, um belo e forte soco na boca do estômago, daqueles que te tiram o ar e os pés do chão. Me perdi e foi sem querer. Digo isso porque existem pessoas que querem se perder e pedem e se perdem. Eu não quis, não tive escolha, não tive nem sequer uma opção qualquer. Resolvi aceitar, tudo bem, um dia vou ficar feliz, vou olhar para trás e rir.

Mas e agora? E agora enquanto essa felicidade não vem, o que eu faço? O que será que eu faço, céus? Me sinto desnorteada, a cabeça rodando e rodando e rodando vidas atrás e você assim tão longe de mim e eu me pergunto: Que diabos eu fiz?
Mas tudo bem, se me contentei sempre com tudo que ganhei e perdi antes, vou me contentar agora também. Vou tentando sempre ser o melhor que posso. A felicidade já sorriu antes, se está em preto e branco agora, um dia vai voltar a se colorir. Tudo bem, tudo bem. Só que eu ainda me pergunto quando é que vou parar de achar que está tudo bem. Eu não errei, eu não quis, eu não fiz... e perdi.

Me doo sempre demais, em ambos os sentidos, de doação e de dor. Se doar e se doer. O problema é que o que dói agora é esse buraco no peito, parece que levei um tiro. E acho que levei. O tiro veio de você, um tiro desse egoísmo desenfreado que sem querer você deixou falar mais alto.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Oh, my darling Clementine.


Velhos bilhetes jogados em gavetas me traem, nego sentir falta quando na verdade isso é tudo o que sinto. Velhas lembranças de nós me atraem, quando o que mais quero é apagar da memória tudo que o vento ousa em voltar a trazer.

Ela era do avesso. Dizia não ter escolha, quando tinha. Lhe deixei livre durante 5 anos... e vejam só, quando a prendi, ela se libertou. Pés no chão, cabeça no céu. Não que isso fosse errado, veja bem: Errado é se prender. Fui pega na minha própria armadilha, me prendi quando tentei prendê-la. Quão irônico isto é? Rio ao me lembrar de todas as vezes em que disse: "Não irei te prender, fique se quiser, não me importa. Se quiser ir, tudo bem." Para ser sincera, o que eu sempre quis dizer era: "Fique, por favor. Não me lembro quem sou quando não estou com você." Mas era me doar demais, sofrer em demasia logo depois. De que adiantou? Essa sou eu, aqui, parada, fitando a janela inúmeras vezes, inquieta, rodeando pela casa, pensando, talvez, o que estaria você fazendo nesse momento? Será que estaria pensando em mim como eu estou pensando em você? Ou será que está vivendo outros amores?, enquanto eu parei no tempo, esqueci de pedir para o mundo parar de girar para que eu pudesse descer. As vezes acho que deveria fazer o mesmo que você, chutar tudo para o alto, jogar as lembranças no fundo de uma gaveta qualquer e ir aproveitar todo o resto da vida que eu ainda tenho para viver. Talvez eu consiga... talvez eu precise apenas de um tempo para mim. Um tempo longo ou curto... ou talvez eu precise apenas de uma máquina que apague minha memória e tudo o que eu preciso e quero esquecer.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Já não vejo porque voltar.

Respiro fundo e posso sentir aquele cheiro pesado e a fumaça do cigarro entrando pelas narinas, embriagando-me por dentro. Corro as mãos no espaço ao lado do meu na cama e pela primeira vez em anos consigo tocar algo... ou melhor... alguém. Havia me esquecido como era bom ter companhia ao acordar, mesmo no silêncio do quarto escuro iluminado apenas por alguns resquícios da luz da manhã.

E então penso: Menina de poucas palavras e coração gigante, me conta o nome da sua rua para que eu possa te ver passar naqueles momentos em que as horas me batem e a saudade aperta. Menina de olhos turvos cor de oceano, por vezes tão vastos como tal, me deixa te ler enquanto o silêncio da noite nos toma. Me deixa te ninar até que a luz da manhã nos invada, me deixa entrelaçar os dedos nos teus enquanto vejo essa sua mente arredia pedir conselhos daquele teu jeito tão tímido e guardado de ser aos meus dizeres. Me conta todos os seus sonhos, daquele mais profundos e os mais bobos e deixa que eu a ajude a florescer. Deixa eu te falar a falta enorme que fez e a que faz quando se vai e o quão cheio de saudades fica esse quarto tão cheio de vazios. Te deixo me ler enquando ainda sou eu, completa e cheia de linhas bem acabadas como um livro novo, pois sem você não sou inteira, sou apenas metade e já fico perdida sem saber quem sou.
Me deixa sorrir e dizer o enorme clichê que me tornei ao perceber que isso tudo é só amor, porque eu sinto... mesmo sem ouvir ou falar nada. Até mesmo de longe.

terça-feira, 3 de abril de 2012

I'll be your sea.



Lembro-me bem quando dissera:
— Sempre que sentir saudades olhe para o mar. — Logo pensei: Esse mar é tão vasto quanto todas as minhas lembranças. É imensidão demais para se apegar.

E todas aquelas vezes em que eu corri as mãos no espaço vazio ao lado do meu, aquele outro lado da cama o qual você nunca quis prencher. Foi tudo uma mera aventura para ti... e não para mim. Mas que grande novidade... sempre caio na rede do apego. Sou sempre sugada por essa enorme areia movediça, tento sair e sou sempre puxada de volta e quando vejo já acabou por ser tarde demais. Sempre traindo meus próprios ideais. Digo que não vai ser assim, que não vou repetir... mas meu mar manso adora se juntar em águas turbulentas. Sou movida pela tentação, pelo perigo. Gosto de me jogar em lugares desconhecidos que não sei onde vão dar, gosto do fato de ser desconhecido. Então deixo que a brisa me leve...

Quero conhecer outro mar mesmo sem saber nadar. Deixar-me afogar.

terça-feira, 27 de março de 2012

Sete vezes você.

Me perguntam de você... e eu sempre respondo que não sei, que o nosso tempo já passou e que de ti só quero mesmo é distância, já que vivemos tudo o que tínhamos pra viver.

E eu minto fingindo que consigo enganar alguém...
enganar a mim...
mas é bobagem.

Pra mim ainda falta tanta coisa, me falta até você. Ontem pensei, sabe aquele cordão que você me deu? Ele arrebentou umas sete vezes desde que paramos de nos falar. Sete vezes em o que? Quatro dias? Sete vezes deve ser algum tipo de azar ou de karma... ou só uma grande ironia do destino. Talvez ele tenha arrebentado como os nossos nós atados; E eu, tola, ri me perguntando o que mais entre nós ainda iria virar nada nesse meio tempo cheio de tempo... e percebi que nada mais existe. Eu até pensei em parar de usar o cordão... mas o que mais perto existe entre nós como um elo além desse cordão? Só a falta que por fim ainda nos faz companhia além de tudo. Sinto por vezes que não vou aguentar mais. Só que talvez eu tenha que esperar a ligação que nunca chega e o pedido também...

Céus... você não vai voltar?... estou cansada de fingir não me importar.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Sorrindo. Só rindo. Só indo.

Pés na areia, cabeça muito mais longe do que qualquer outro planeta.

A ideia do para sempre nunca me assustou tanto, ou para ser mais precisa, a ideia do fim dele. Temo o fim, a mim e à ti. Apenas temo. Se escolha eu tivesse, talvez te colasse em mim e te prendesse na nossa liberdade, mas você sempre foi muito mais além. É mais além. Liberdade presa em corpo de menina pequena. Não digo que meu mundo cabe em meus braços, pois você consegue ser bem mais que isso. Planeta é pouco, bem pouco diante da imensidão tamanha contida nesse teu sorriso. Você é a via láctea inteira, cometas, planetas, estrelas e sol. Meu sol.

Se vais cedo, saudade me bate, as horas infinitas viram. Se ficas, só olhar-te não me basta. Existe saudade até na presença. E o que farei eu? Pois lhe respondo: Nada farei. Nadinha. Quero que me ilumine por vontade própria com sua luz cegante e infinita, não me importo de cegar-me os olhos se tiver as mãos para tocar e sentir tua presença mesmo que no escuro, perto de mim. Não te cobro palavras bonitas em cartões postais, pois palavras são pequenas demais e o que preenche são sentimentos. Nós não apenas nos completamos, acabamos por nos transbordar. Que mais posso querer eu?, se meu universo já está recheado de sorrisos. Só risos.

Felicidade sorriu.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Desconocidos.

Desconocidos by Quarto Negro on Grooveshark



Você que me olha com esses teus olhos de fundo de poço, vagos e calmos, que me remete memórias de um tempo vivido tão lá atrás. Você que me joga nesses teus mares tão profundos e que me fazes perder-me dentro de ti. Te olho e por vezes não te enxergo. E lhe digo, mais um verão solitário se foi... um verão todo. Um verão a mais marcado no calendário, e tudo o que eu queria era esquecer.

Te abraço e me encho de um vazio que antes se conseguia ser preenchido. Para onde é que todo aquele amor foi? Todo aquele complemento mútuo antes tão nosso e agora tão... invisível. Aqui quem me toca não é mais você e eu nem sequer sei dizer onde é que foi que acabei por te perder... e me pergunto então: Será que você sabe? — E minha própria mente me responde: Não.

Você me esqueceu bem antes de se lembrar.

"Não sei mais dizer que é indolor,
que me convence à calma e a sorte traz.
Me sinto sozinha,
isso já é normal.
Pena ser tão discreta.
[...]
Das fases que a gente já passou,
hoje eu já sinto um pouco a sua falta."

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Meme.

Vou fazer um post completamente diferente hoje para não deixar passar em branco o que a fofa da Cássia me pediu pra fazer. Ele se resume em indicar algumas pessoas para fazerem o mesmo, então eu indico a Ju e só, porque a Cássia já fez e elas são as que mais tenho "contato" aqui. Mas quem gostar e se interessar em fazer, sinta-se indicado por mim!

Temos que listar 10 coisas que amamos e justificar, então lá vai:



1. Ler
- Desde pequena sempre tive essa paixão compulsiva por livros; Eles sempre foram os meus presentes favoritos e eu sempre queria fazer coleção de livros. E claro, ainda sonho em ter uma biblioteca em casa.




2. Músicas
- Me pergunto se alguém ainda consegue viver sem música hoje em dia, porque eu não consigo. Tudo o que eu faço é ouvindo música. Escrever, sair, ir ao mercado, etc. Músicas são sentimentos demais.

3. Comer - Uhn, apesar de não ter aquela tendência de engordar fisicamente, podem ter certeza que sou muito gorda em pensamentos, porque vivo comendo - passo o dia todo fazendo isso, pra ser mais sincera. E quando não estou comendo, estou pensando e/ou falando sobre comida.




4. Caio Fernando Abreu
- Não tem paixão maior. O conheci antes dessa moda toda virtual que hoje em dia existe. Ele é maravilhoso em todos os aspectos, e as escritas dele, os contos, nem preciso falar. É uma inspiração pra mim, sem dúvidas.




5. Dormir - Por vezes prefiro dormir ao invés de sair para dar uma volta. Costumo dizer que quanto mais durmo, mais sono eu tenho; E é verdade! No curso que faço, as pessoas chegam a praticar um certo "bullying" com isso, sempre perguntando se já acordei quando chego e quando preciso responder alguma pergunta sobre o que fiz no dia, eles já respondem que dormi, rs.

6. Escrever - Escrevo em qualquer papel que vejo ou até mesmo no celular, uma frase que as vezes acaba virando um texto enorme ou que as vezes só fica ali, sozinha, guardada em meio à rascunhos soltos. Escrever é vida.

7. Filmes - Procuro assistir filmes todos os dias. Nas madrugadas que fico acordada, podem ter certeza que estarei vendo filmes se estiver em casa.

8. Meus amigos e minha família - Não preciso nem justificar tanto. Minha família é a base de tudo, os amo imensuravelmente. E meus amigos, são a família que eu pude escolher. (Coloque meu amor nesse quesito também, além do relacionamento, temos uma amizade.)

9. Comprar/gastar - É... talvez seja um problema, ou não. Adoro comprar roupas, bolsas, acessórios. Sempre que saio para andar, as vezes, acabo indo parar em lojas. É sem querer. E, sempre encontro lojas online, fico horas navegando por elas.

10. Falar - Falo muito, por mais que também goste de escutar as pessoas falando, se pego intimidade, já era! Falo bastante mesmo e as vezes me acho chata, acho que é normal. (Ou espero que seja.)


Um post diferente, espero que tenham gostado e que também tenham gostado das mudanças que fiz aqui no blog!
Até a próxima.
=*

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

...i've lost my power.

Ela sempre me sorria daquele seu jeito bobo e sei que não tenho culpa do que acontece... mas minha consciência pesa num tanto que só eu sei.

E parece que só eu vou saber disso, vou ter que guardar minhas culpas pra mim até o fim de tudo. Ela já havia deixado de ser minha bem antes de se dar conta disso e eu, por mais triste que isso possa parecer, já havia lido todos os vazios nos olhos dela sempre que ela os direcionava à mim. O quão triste isso pode parecer de verdade? Nem eu sei... só que mais triste ainda é sentir toda essa tristeza e ver que tudo o que eu quiser fazer não vai dar mais jeito, não dá para consertar um vaso quebrado, por mais que a gente cole, uma hora, ele sempre volta a se descolar e se espatifar como da primeira vez. Também é assim com um coração partido. Depois que se parte, nunca mais pode-se voltar a colá-lo e ele nunca mais vai ser como era antes.

Falo de muitas tristezas e vazios porque é o que sinto bem aqui no fundo de mim. Ando cheia de vazios intermináveis. Ando cheia de ti... ou melhor, ando cheia de ti dentro de mim. São os únicos pontos que não se encontram em total vazio, são os seus pontos em mim. A noite passa e eu não durmo e isso já fazem dias e quanto mais eles passam, mais parece que o sono foge de mim, assim como você também o faz. Talvez, para ser sincera, eu não durma mais por não querer te ver fugir também nos meus sonhos, porque eu já me contento em te ver fugir aqui, no mundo real. Só queria que voltasse... mas você não vai. Eu perdi esse poder de te fazer voltar e pior do que isso, você perdeu sua vontade de ainda querer ficar.


"And tell me how i've lost my power."

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Se você for o meu barco, eu serei o seu mar.

Quando penso no fim sempre me bate aquele desespero. Meu medo mesmo é que no fim de tudo vire pó e saia carregado pelo vento. Depois de tanto tempo me vendo sozinha, sem companhia... encontrei alguém que pudesse enfim compartilhar e dividir sentimentos comigo. Mas ainda consigo ser tomada pelo medo do tempo. O tempo passa e quando vê... já foi!

Sinto em dizer que tenho medo mesmo e que não é pouco. Mas sempre repito que temos que ser barquinho na correnteza. O que vier de bom a gente pega e o que vier de ruim a gente manda embora. E não... nunca aprendi a desistir, mesmo que meu egoísmo fale mais alto. Acho que é algo como ser e parecer uma âncora, todo barco precisa de uma para firmar porto, me entende?

Sou assim: Âncora.
E você também. Apesar dos meus medos, você consegue ser meu porto e minha âncora. Fincou em mim assim como uma âncora finca lá no fundo do mar, bem fundo na areia. Mas você é diferente... é âncora enferrujada, daquelas que eu nem me preocupo em trocar. Me prendi... e desde então perdi a vontade de explorar outros continentes. Afinal, eu tenho o meu próprio.
Tudo bem assim... tô em paz, sereno.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Barco à deriva.

E agora, quem sou eu? Me pego perdida em pensamentos e atos tão meus que por vezes me sinto embolada num oceano de confusões.
...sabe quando você nem sempre se conhece? E é como se estivesse sendo puxada por uma correnteza que quer te empurrar - e empurra - pr'um bar aberto.

Assim me vejo: Um barco à deriva, sendo guiado apenas pela brisa. Não tenho um cais, não tenho um plano. Apenas eu nessa imensidão. Só. A bússula não marca mais nenhuma direção e nem sequer sei onde é que vou parar.

Ando possuindo noites longas, cabeça cheia e palavras vazias.
Ando tão cheia... e ao mesmo tempo... tão vazia.
Talvez perdida. Como agora. Perdida nas minhas próprias palavras.
...perdida em mim.



"Eu me perdi logo agora que as ondas batem no céu, no céu.
Eu naveguei no seu mar, não te contei que eu não sei nadar.
E eu digo mais pra você...
Estava no barco, à deriva, sem as velas,
perto do meio do oceano, sem um plano.
Será que o fundo é muito longe? Será que é longe pra voltar?"