Talvez eu possa estar me deixando levar pelas palavras, como um barco é levado pelo mar. Sem saber ou pensar nas consequencias e os contras de tudo isso. Mas se tudo é feito de riscos, por que me preocupo tanto? Vou dar o melhor de mim até onde eu conseguir chegar. Se não der certo no final, vai ser só mais uma fase... E fases passam. Tantas já passaram. Umas mais longas, outras mais curtas; Mas tudo sempre tem seu fim. Cabe a mim querer tentar fazer dar certo e aproveitar um dia de cada vez ou esperar por lamentações mais tarde. Não sei, mas lamentações de arrependimento não são comigo.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
problems
Eu realmente não sei mais qual é o problema ou o que anda acontecendo. Talvez esteja ficando - com toda sinceridade - extremamente louca-paranóica-surtada-nervosa ou sei lá o quê. Mas que tem algo errado, tem. As pessoas reparam, param e perguntam. Não acreditam. Se acontece isso com elas... Imagina o que não acontece comigo?! Pode ser coisa da minha cabeça. Não pode? Espero que sim. Ou sei lá. Pode ser culpa da minha cabeça completamente confusa-abarrotada de memórias/pensamentos errados, atrapalhados e sem uso. Eles pedem, gritam pra sair. Poderia ter uma caixinha onde eu pudesse guardá-los todos e que os deixassem ali, paradinhos, quietinhos esperando um momento bom parar serem usados ou para não serem também. Queria ter a memória de um computador. Usar o que é importante quando é importante. Deletar o que não serve e dar espaço para novas coisas. Entende? Talvez o problema seja mesmo comigo.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
forget
Se você parar pra pensar, vai ver que, eu não estava te pedindo muito e muito menos te cobrando algo grandioso demais. Só queria ir mais além, porra. Tem algo demais nisso? Mas você optou pelo fim. Pelo meu, pelo seu, pelo nosso fim. Por tudo. Não te agradeço e nem prossigo com mais nada. Estive aqui o tempo todo, mas não foi o suficiente. Não tem mais caminho de volta, apaguei todos os rastros da trilha. Agora eu me retiro, me afasto, sem mais delongas. Se é pra ser o fim, vai ser o fim. Ou melhor, É O FIM. Uma ida sem arrependimentos, com o corpo e a alma livres. Dei o meu melhor até onde pude ir.
Só quero olhar pra frente e esquecer você, saber o meu lugar.
terça-feira, 1 de junho de 2010
dawn
Essa madrugada fiquei um tempão sentada na varanda, sozinha. Podia sentir o vento frio e umido bater no meu rosto e que por várias vezes teimava em penetrar o moletom que eu vestia. Pensava em coisas que eu não sabia sequer se poderia estar pensando e enquanto isso nem percebia que deixava o café esfriar. Continuava a pensar se era o certo... Seguir. Ou se eu devia parar onde estava e ter me dado por satisfeita por ter pelo menos conseguido chegar até onde cheguei. Talvez todas as vozes que ecoavam em minha cabeça estivessem certas em me mandar parar, ou certa estaria eu de continuar tentando até o fim e ainda estar formulando frases de efeito pra falar para mim mesma caso tudo desse errado no fim. "Pelo menos você tentou, está certa! Agora não vai se arrepender de não ter tentado." Eu deveria realmente me preocupar em não errar? Não é assim que crescemos? Não sei você. Mas eu daria minha xícara de café - ou até mais do que isso - por uma porcentagem bem menor de medo porque beirar quase os 90% é complicado demais para quem tem tantos pensamentos confusos perambulando aqui dentro como eu.
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