sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Parte IX

Então eu me virei para ela e com toda a força que eu podia eu a joguei na cama e fui subindo
para cima, selando seus lábios tantas e tantas vezes que seria impensável responder algo nesse momento, minha cabeça girava a cada beijo que a gente trocava e as carícias foram aumentando
devagar e logo tomou os rumos certos. Bom, certos por termos, afinal tinhamos tanta coisa pra fazer, arrumar, ajeitar... Mas as saudades eram tão grandes que não ligamos pra isso, essa foi a nossa primeira noite de amor na nossa casa, na nossa cama, nossa... Nosso. Agora essa palavra era tão presente na minha vida que eu já a falava com gosto, era tão bom saber que dividiriamos tudo, não seria nada mais meu e nada mais dela, seria nosso. Um compartilhamento mútuo. Um amor mútuo e foi nisso que minha cabeça ficou pensando enquanto eu a via dormir, eu deitada sob seu ombro e ela adormecida, parecia um anjinho e eu não conseguia não deixar de olha-la um só segundo até adormecer. Foi estranho acordar e não tê-la na cama, eu por um momento achei ter sonhado tudo aquilo, mas não... Eu tinha o cheiro dela todo em mim, no travesseiro, nos lençóis, no quarto todo e eu respirei fundo, apenas agarrei na camisa dela e a vesti, quando sai logo me deparei com ela no quintal, sentada no sol e olhando uma pequena caixinha, e eu me agaixei a sua frente e ela então me olhou, já com aquele sorriso todo bobo que só ela conseguia dar. Ela então me estendeu a caixinha já aberta, o sol estava tão forte que o par de alianças brilhavam mais ainda. Dessa vez ouro. Eu gaguejei e ela me calou com um dos dedos e pegou a minha mão e foi levando até a sua boca e a beijou antes de colocar a aliança, minha menina sempre tão fofa... Eu fiz o mesmo, mas com mais rapidez porque eu queria tê-la de novo, queria matar as saudades que agora pareciam ser tão mais imensas que antes que estavamos longe. Não podia ficar nem mesmo um minuto sem ela e ali se foi, como na noite anterior, uma manhã fazendo amor, mas na hora do almoço ela tinha de ir... Ela apenas pegou a manhã de folga no trabalho para ajeitar as coisas, ela foi tomar um banho e eu fui dar começo a minha "mudança". Mudança... E que mudança, eu abri mão de coisas por ela, e ela por mim, não que eu estava arrependida, mas agora eu ja tinha tomado a minha decisão e pronto. Eu seria adulta o suficiente para arcar com isso tudo que a gente tava construindo, e... Com ela? Seria tudo importante, seria tudo o mais perfeito possível,seria tudo como eu sonhava... E acima de tudo, como a gente sonhava. Sonhamos muito tempo longe. E hoje, nós sonhamos junto. Dividindo a mesma cama, o mesmo lençol, o mesmo calor... E vai ser assim, desde o início até o fim. Porque se o amor vence barreiras, nós conseguimos vencer uma das maiores que muitas línguas diziam não conseguir. A distância.


Fim.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Parte VIII

E ela começou a rir, logo tirou o pequeno chaveiro do bolso e estendeu a mim, eu toda
empolgada fui abrir o portão enquanto ela vinha atrás de mim com as minhas malas, passamos
por um pequeno corredor e assim chegamos a nossa casinha, ela se deu ao trabalho de arrumar
tudo. Quando a gente chegou na sala eu já tinha morrido praticamente, ela colocou um quadro
que ela tinha feito com o nosso desenho. O par de asas com o símbolo do infinito ao meio, eu
só tinha visto ele por fotos que ela tirou, só a gente sabia o siginificado dele. Ela deixou
as malas na sala mesmo e me pegou em uma das mãos, me levando até o nosso quarto, eu queria logo entrar e ver a nossa caminha onde a gente ia dormir fazer amor e tudo mais. Mas ela não deixou, ficou parada ali na porta e me fez fechar os olhos, ela então me guiou para dentro e só me deixou abrir os olhos quando se afastou, quando eu abri ela estava lá, jogada na enorme cama de casal com o sorriso mais malicioso que eu já pude ver moldados nos seus lábios. Ela então apontou com o nariz a parede do meu lado e eu fui indo de costas pra ela e de frente pra parede até chegar na cama, assim ela me envolveu nos braços e nossos olhares ficaram lá, parados quase que vidrados no imenso mural das nossas fotos juntas e sozinhas. Eu só consegui rir e ela resmungou:

- Não gostou? - Como assim eu não gostei?! Tinha horas que eu queria bater nela, de verdade...
Como ela podia ser tão boba? Era simplesmente incrível, único e acima de tudo, era nosso.


[...]

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Parte VII

E então nós entramos na casa dela. E eu estremeci quando vi tanta movimentação... Quando ela me dizia que a família dela era grande não imaginava que seria TÃO grande. Na verdade nos primeiros meses eu mal me lembrava de metade dos nomes e sempre me envergonhava
com isso, mas tudo bem... Quando a gente entrou não imaginava ser tão bem recebida, a mãe dela foi a primeira a vir me abraçar e eu ainda segurava a mão da minha menina e com o aperto que ela deu, eu percebi que ela também estava tão nervosa quanto eu, foram muitos abraços, beijos, risos, sorrisos... Alguns rostos eu já conhecia, algumas primas, algumas tias, minhas cunhadas, então foi bem mais fácil me enturmar com elas. A noite toda foi até... Calma, alguns parentes começaram a se despedir e iam indo embora. Então ela finalmente, e por um segundo pensei em infelizmente, ela veio me chamar pra irmos pra nossa casa. Nos despedimos com certa demora, parecia que eu queria ficar mais do que ela, mas eu nunca resistia aquele sorriso, aqueles olhinhos que nunca saiam de mim então nós fomos. Ela foi tão esperta que alugou a casa na rua de trás da mãe dela tanto que fomos a pé, quando chegamos entendi o porque. Era pequena, de fundos e não tinha garagem. Eu vi que ela se sentiu um pouco mal por isso, mas eu logo a puxei pra perto de mim e comecei a tatear os bolsos dela.

- Quero entrar logo, cadê?


[...]

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Parte VI

As vezes era tão estranho ter ela tão perto, parecia que era uma coisa que nunca iria acontecer e agora, de uma hora para outra, iria se tornar uma coisa rotineira. Irei acordar e dar de cara com aquele rosto lindo ao lado do meu, poderei abraçá-la sempre, aparecer de surpresa no trabalho dela. Fazer coisas que eu sempre quis e sonhei e nunca pude fazer. Agora sim, tudo estava tomando o rumo certo, as peças estavam se encaixando e eu... Bem, eu estava onde era pra estar, com a pessoa que eu queria estar. Tudo perfeitamente bem.

Ficamos um tempo conversando sobre várias coisas que haviam acontecido nesse meio tempo em que estávamos longe. Até porque, levando o relacionamento por Internet, não nos deixava conversar tudo que queríamos, contar todos os detalhes dos acontecimentos. Mas já era hora de ir, não tinha mais como fugir, não é?

- Acho que já podemos ir, hm. Não vamos ficar enrolando. – Falei de uma vez.

- Vai dar tudo certo amor. – E então ela sorriu.

- Sim, eu sei. Eu acredito nisso.

Nos ajeitamos nos bancos e então colocamos os cintos, já estava escuro, ficamos bastante tempo paradas conversando, passou tão rápido que eu nem reparei. Ela ligou o carro e então eu respirei fundo, fomos indo em direção a casa dela. Eu nem sei explicar porque estava nervosa, era algo tão... Normal. Após uns trinta minutos no carro, havíamos chegado. Ela estacionou o carro em frente a casa e então me olhou.

- Podemos ir?

Eu só soube responder com a cabeça, balancei-na positivamente e então soltei o cinto.

[...]