quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Páginas em branco.

Vou e volto inúmeras vezes. Não por indecisão. Você sempre me traz de volta, me faz percorrer todo esse longo caminho, me guia até o fim. Logo depois me manda embora, me faz regredir, volto sozinha, com a cabeça baixa. Aquela sensação de fracasso.

Eu não sei, nunca soube e talvez nunca saberei o que é que você quer de mim, afinal. Me pega e me aninha. Depois me larga e joga fora como um pedaço de papel cheio de rasuras, como algo que não serve mais. E eu... eu aceito. Por fora digo que sim, tudo bem, eu entendo; Mas por dentro grito, luto e digo que não. Não pra mim, pra você, pra situação. Só que de nada adianta. Nunca adiantou.

Acontece que eu ainda tenho aquela fé que me move e que me diz que
um dia, eu vou cansar de ser apenas um rascunho da sua história e vou querer ser as páginas inteiras de um livro grande e vou ser as palavras que preenchem o conto de alguém. Eu ainda vou querer abrir um livro novo e sentir o cheiro das páginas nunca tocadas antes e vou querer lê-las do começo ao fim, por saber que são para mim. E você? Bom... sempre te imagino parada num final de tarde em frente a uma grande janela, e dentro desse lugar existem milhões de livros, novos, velhos, coloridos; Com capas grossas e finas. Você vai parar e entrar, pegar um livro qualquer e ao abrir vai ver que estou bem, completa, com uma primeira página em letra maiúscula e uma página final com um ponto grande, bem preenchido. Vou estar escrita em um milhão de frases bem alinhadas, com parágrafos completos, sem falhas. Vai pensar algo como poderia ter sido você, mas deixou passar, rasgou as páginas do começo ao fim e tacou fogo em todas elas. Poderia ser você, com letras grandes e uma dedicatória. Poderia ser, poderia. Mas não será. Assim como não poderia ter sido eu a continuação da sua história, nunca seria você a autora à me escrever.

Seu livro agora não tem pontos, letras e frases.
Só páginas em branco.



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

(...)

Não penso em você. Não penso em nós. Não penso nas mentiras.
Mas, eu minto...

(...)
Só que chega um dia que a gente supera.
E supera sabendo que está superando e no fim suspira aliviado,
com aquele gosto de liberdade, um sorriso sereno nos lábios.
Acabou...
Finalmente acabou.


Ps: Inspiração, pra onde você foi? Por favor, volta.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Quero mais.


Quero mais eu, mais você.
Nós dois, em nós, enrolados; Embolados sob os lençóis.

Quero tempo frio, seus pés esquentando os meus,
nossos corpos em baixo das cobertas, 
as mãos (re)descobrindo mil e um caminhos.

Quero teus beijos sobre os lábios meus
e aquele teu cheiro tão doce percorrendo os meus sentidos.

Quero mais beijos, abraços, carícias. Nós, a sós, em nós.

Quero cama desarrumada pela manhã,
teu sorriso embriagado de sono me fazendo sorrir.

Quero tuas mãos nas minhas e meus dedos entrelaçados
nos fios dos teus cabelos.

Quero teu corpo sobre o meu, nossas pernas entrelaçadas.
Nós em nós.


Ps: Ando clichê demais. Mas só para não deixar o texto anterior em evidência.

domingo, 11 de setembro de 2011

Mosh.

"Não sei se eu saberia chegar até o final do dia sem você.
Por que em tão pouco tempo, faz tanto tempo que eu te queria."


Eu poderia escrever um daqueles meus textos de sempre. Poderia falar de amor, de mais amor e muito amor. Mas pra que? Quando começamos um relacionamento, sempre bate aquele medo de não dar certo, medo do tempo, da monotonia. Pra ser sincera, eu senti medo. E ainda sinto medo, como qualquer outra pessoa. Sinto medo de um dia perder a pessoa maravilhosa que eu tenho ao meu lado, medo de que um dia todo esse sentimento lindo e recíproco se acabe. Mas isso não me importa, me entrego e me doo de corpo, alma e coração. Disso não tenho receio.

Falar de amor, qualquer coisa que seja, sempre vai soar meio clichê, mas tudo bem. Hoje posso, com toda certeza do mundo, gritar aos quatro ventos o quão feliz eu sou, de verdade mesmo. Sinto uma felicidade enorme e uma cumplicidade maior ainda. Gosto de ter o que pensar logo pela manhã, de sorrir por uma coisa que eu sei que tenho certeza. Talvez uma das únicas certezas que hoje eu tenho na vida, é desse amor todo que eu sinto. É a certeza de nós e de que dois é melhor do que um e que eu sou bem melhor com você.

Nunca imaginei ter um relacionamento tão completo assim, porque além de uma namorada, eu tenho uma amiga e o quão bom isso é? É você ter com quem contar, rir, imaginar, fazer planos e amar imensuravelmente, é como você ter um pacote completo, sabe? É querer dar o melhor de si sempre, querer ser mais, muito mais. É aprender mil coisas novas e compartilhar tantas outras coisas. É poder ser você mesmo, sem fingir, sem mentir, só ser e é ser amado por ser assim, desse jeito só teu. É poder se sentir tranquilo, pleno, leve... ter um lugar só teu no mundo todo, que é naquele abraço que você se encaixa direitinho. É poder fazer das suas palavras as minhas: "Você é a parte de mim que eu mais gosto e que não traz uma interrogação no final." Porque o melhor de tudo é sentir e ter a certeza de que todo esse sentimento é recíproco. Nossa história tem começo, meio e nunca um fim. São reticências e vírgulas, mas nunca, nunca um ponto final. Até porque não existe mais ninguém nesse mundo todo que me complete tanto e que me faça tão feliz quanto você. E hoje... eu digo com toda certeza, porque eu sei que esse é só o primeiro ano de muitos outros que nós duas ainda vamos comemorar, e que eu sei... você é a mulher da minha vida.


"Que seja doce"