quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Se você for o meu barco, eu serei o seu mar.

Quando penso no fim sempre me bate aquele desespero. Meu medo mesmo é que no fim de tudo vire pó e saia carregado pelo vento. Depois de tanto tempo me vendo sozinha, sem companhia... encontrei alguém que pudesse enfim compartilhar e dividir sentimentos comigo. Mas ainda consigo ser tomada pelo medo do tempo. O tempo passa e quando vê... já foi!

Sinto em dizer que tenho medo mesmo e que não é pouco. Mas sempre repito que temos que ser barquinho na correnteza. O que vier de bom a gente pega e o que vier de ruim a gente manda embora. E não... nunca aprendi a desistir, mesmo que meu egoísmo fale mais alto. Acho que é algo como ser e parecer uma âncora, todo barco precisa de uma para firmar porto, me entende?

Sou assim: Âncora.
E você também. Apesar dos meus medos, você consegue ser meu porto e minha âncora. Fincou em mim assim como uma âncora finca lá no fundo do mar, bem fundo na areia. Mas você é diferente... é âncora enferrujada, daquelas que eu nem me preocupo em trocar. Me prendi... e desde então perdi a vontade de explorar outros continentes. Afinal, eu tenho o meu próprio.
Tudo bem assim... tô em paz, sereno.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Barco à deriva.

E agora, quem sou eu? Me pego perdida em pensamentos e atos tão meus que por vezes me sinto embolada num oceano de confusões.
...sabe quando você nem sempre se conhece? E é como se estivesse sendo puxada por uma correnteza que quer te empurrar - e empurra - pr'um bar aberto.

Assim me vejo: Um barco à deriva, sendo guiado apenas pela brisa. Não tenho um cais, não tenho um plano. Apenas eu nessa imensidão. Só. A bússula não marca mais nenhuma direção e nem sequer sei onde é que vou parar.

Ando possuindo noites longas, cabeça cheia e palavras vazias.
Ando tão cheia... e ao mesmo tempo... tão vazia.
Talvez perdida. Como agora. Perdida nas minhas próprias palavras.
...perdida em mim.



"Eu me perdi logo agora que as ondas batem no céu, no céu.
Eu naveguei no seu mar, não te contei que eu não sei nadar.
E eu digo mais pra você...
Estava no barco, à deriva, sem as velas,
perto do meio do oceano, sem um plano.
Será que o fundo é muito longe? Será que é longe pra voltar?"