segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Parte VII

E então nós entramos na casa dela. E eu estremeci quando vi tanta movimentação... Quando ela me dizia que a família dela era grande não imaginava que seria TÃO grande. Na verdade nos primeiros meses eu mal me lembrava de metade dos nomes e sempre me envergonhava
com isso, mas tudo bem... Quando a gente entrou não imaginava ser tão bem recebida, a mãe dela foi a primeira a vir me abraçar e eu ainda segurava a mão da minha menina e com o aperto que ela deu, eu percebi que ela também estava tão nervosa quanto eu, foram muitos abraços, beijos, risos, sorrisos... Alguns rostos eu já conhecia, algumas primas, algumas tias, minhas cunhadas, então foi bem mais fácil me enturmar com elas. A noite toda foi até... Calma, alguns parentes começaram a se despedir e iam indo embora. Então ela finalmente, e por um segundo pensei em infelizmente, ela veio me chamar pra irmos pra nossa casa. Nos despedimos com certa demora, parecia que eu queria ficar mais do que ela, mas eu nunca resistia aquele sorriso, aqueles olhinhos que nunca saiam de mim então nós fomos. Ela foi tão esperta que alugou a casa na rua de trás da mãe dela tanto que fomos a pé, quando chegamos entendi o porque. Era pequena, de fundos e não tinha garagem. Eu vi que ela se sentiu um pouco mal por isso, mas eu logo a puxei pra perto de mim e comecei a tatear os bolsos dela.

- Quero entrar logo, cadê?


[...]

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