quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

I pushed you too far away...

Pense nisso como se fosse uma carta, ou sei lá, um bilhete qualquer que você achou jogado n'um canto, daqueles que com certeza foi achado por puro destino (porque não vou nem dizer que seria sorte).

Eu me apeguei demais. Aquele mesmo erro de sempre.
Você correspondeu. E eu já nem esperava por isso.
Mas depois de tudo vivido e todas as coisas divididas juntas tu bater na minha porta e falar tanta coisa, mas tanta coisa a ponto de me fazer querer enfiar tua cabeça no primeiro buraco que aparecesse na minha frente, desse jeito teu - tolo de ser, tento acreditar eu - foi de uma sofreguidão absurda. Total-e-puro-egoísmo. De tua parte. Da minha. Nem sei mais! Mas que tanto faz. Só acho que poderia ter sido diferente e até foi, por um certo ponto de vista. Mas que agora... virou vazio, dor, aperto-no-coração e mil e tantas outras coisas daquelas bem doídas.

E eu nunca te pedi demais e nem você. Eu sei e você também sabe. Nos amamos demais... e de menos. Foi gostar, amar, pirar e mais o que dirá. Foi doer, sofrer e por fim correr. Correr de tudo. Eu corri, tu correu e fugimos assim dos sentimentos sentidos e vividos, achando que assim também teria como correr da dor. Besteira. Você ficou gravado em mim e assim vai ser pelo resto da vida. O que a gente realmente vive não se apaga, por mais que a gente tente usar a borracha. O que se viveu, gravou. E o que virá, será gravado também. Nossa vida é como uma fita cassete e um gravador. Até mesmo um diário ao céu aberto, um diário de voz, e até com folhas. Mas eu ainda posso repetir que é tudo g-r-a-v-a-d-o. Não tem como desligar o gravador e nem apagar as nossas linhas já escritas.

Hoje eu posso dizer que está tudo bem, que você pode ir, que eu também vou. Talvez eu não volte mais e nem você. Mas não vai ter mais como esquecer. E o que hoje dói, amanhã pode não doer mais. Com certeza lembrança isso tudo vai se tornar. Pode ir.

Só que, olha... sinceramente, vou sentir a tua falta.