(Escrito numa tentativa desesperada
de atualizar o blog,
sem ideias,
sem inspiração.
Oca.
Cheia de um vazio enorme.
Escrito também depois de ler
"A culpa é das estrelas" de John Green,
daí a ideia das "granadas".)
As vezes eu queria ser tão lunática a ponto de
conseguir me fazer sair de órbita. Não quero deixar nenhuma cicatriz, muito
menos ganhar mais algumas outras. A verdade é que todos nós somos como
granadas. Granadas prontas para explodir. Não quero que meus estilhaços
alcancem ninguém. Porque eu já não ligo mais se você ainda quiser vir me
visitar, a porta ainda vai estar aberta, você vai acabar percebendo que fiquei
dormente e que já não sinto mais nada, você vai ver também que já voltei a
cantar sem mais e nem menos e até mesmo sem perceber. Vai ver que antes, sem
você, eu já não era mais nada e que agora eu tô bem melhor do que se pode
parecer. E você vai ver que se antes eu já não tinha mais motivos para sorrir,
agora já consigo me ver bem mais feliz. Mesmo sem você em casa eu consigo
gostar mais de mim. Só deixe algo seu ao sair, algo que não corte, mas doa.
Algo que me remete à você.
Pequena nota de rodapé: Me lembro agora de dizer... como o mundo é injusto!
