Então eu me virei para ela e com toda a força que eu podia eu a joguei na cama e fui subindo
para cima, selando seus lábios tantas e tantas vezes que seria impensável responder algo nesse momento, minha cabeça girava a cada beijo que a gente trocava e as carícias foram aumentando
devagar e logo tomou os rumos certos. Bom, certos por termos, afinal tinhamos tanta coisa pra fazer, arrumar, ajeitar... Mas as saudades eram tão grandes que não ligamos pra isso, essa foi a nossa primeira noite de amor na nossa casa, na nossa cama, nossa... Nosso. Agora essa palavra era tão presente na minha vida que eu já a falava com gosto, era tão bom saber que dividiriamos tudo, não seria nada mais meu e nada mais dela, seria nosso. Um compartilhamento mútuo. Um amor mútuo e foi nisso que minha cabeça ficou pensando enquanto eu a via dormir, eu deitada sob seu ombro e ela adormecida, parecia um anjinho e eu não conseguia não deixar de olha-la um só segundo até adormecer. Foi estranho acordar e não tê-la na cama, eu por um momento achei ter sonhado tudo aquilo, mas não... Eu tinha o cheiro dela todo em mim, no travesseiro, nos lençóis, no quarto todo e eu respirei fundo, apenas agarrei na camisa dela e a vesti, quando sai logo me deparei com ela no quintal, sentada no sol e olhando uma pequena caixinha, e eu me agaixei a sua frente e ela então me olhou, já com aquele sorriso todo bobo que só ela conseguia dar. Ela então me estendeu a caixinha já aberta, o sol estava tão forte que o par de alianças brilhavam mais ainda. Dessa vez ouro. Eu gaguejei e ela me calou com um dos dedos e pegou a minha mão e foi levando até a sua boca e a beijou antes de colocar a aliança, minha menina sempre tão fofa... Eu fiz o mesmo, mas com mais rapidez porque eu queria tê-la de novo, queria matar as saudades que agora pareciam ser tão mais imensas que antes que estavamos longe. Não podia ficar nem mesmo um minuto sem ela e ali se foi, como na noite anterior, uma manhã fazendo amor, mas na hora do almoço ela tinha de ir... Ela apenas pegou a manhã de folga no trabalho para ajeitar as coisas, ela foi tomar um banho e eu fui dar começo a minha "mudança". Mudança... E que mudança, eu abri mão de coisas por ela, e ela por mim, não que eu estava arrependida, mas agora eu ja tinha tomado a minha decisão e pronto. Eu seria adulta o suficiente para arcar com isso tudo que a gente tava construindo, e... Com ela? Seria tudo importante, seria tudo o mais perfeito possível,seria tudo como eu sonhava... E acima de tudo, como a gente sonhava. Sonhamos muito tempo longe. E hoje, nós sonhamos junto. Dividindo a mesma cama, o mesmo lençol, o mesmo calor... E vai ser assim, desde o início até o fim. Porque se o amor vence barreiras, nós conseguimos vencer uma das maiores que muitas línguas diziam não conseguir. A distância.
Fim.
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