terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Amor s.m. apego; carinho; zelo; (...)

Ao som de Hey Monday - 6 months.


"E é como se eu não pudesse sentir nada sem você por perto." As horas, os dias, tudo passa demasiadamente devagar. A saudade aperta tanto que chega a doer num misto de sofreguidão e inquietação sem tamanho, me entende? Fico extremamente chata, emotiva, monótona e exagerada. Quando você não está é como se tudo caminhasse numa espécie de câmera lenta ou sei lá, e enfim me falta algo, talvez um pedaço de mim. E realmente falta. Sabe, quando estou contigo sinto um vórtex de sentimentos misturados e palavras me faltam, mesmo sem me bastar, elas ficam repetitivas, nós ficamos e isso de certa forma é bom. E por fim tudo se completa e se encaixa, tudo fica mais divertido e mais amplo. E o tempo que antes se arrastava agora corre como se quisesse fugir por entre meus dedos, e as horas passam a ser insuficientes. Se pudesse desejaria não só um dia inteiro com mais horas como pediria uma vida inteira ao seu lado. Ou melhor, acho que isso eu já terei. Penso comigo que o amor é mesmo a coisa mais clichê que existe, além de nos deixar completamente bobos, bem mais do que de costume. Mas sabe que não venho me importanto com isso? Me importo comigo, contigo, com nós. Felicidade é bom quando se está completa, assim como eu agora. Somos duas partes diferentes que se encaixam, como num quebra cabeça. Nos completamos.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Possessão ou egoísmo. E se for os dois?

possessão s.f.

1. Posse;
2. Domínio;
3. O ato de se tornar alguém possesso.

egoísmo s.m.

1. Ato de pensar apenas em si próprio.


Simples como quando se ganha um brinquedo novo e não se quer emprestar. Egoísmo nos limita a nada. Sou pessoa dessas, sabe? Dessas assim que podem fazer certas coisas, mas quando outras pessoas fazem se sentem traídas. Ou dessas outras que quando se tem algo não quer dividir, emprestar ou se empresta é por pouco tempo senão se sente extremamente inquieta e incomodada. Não vou dizer que acho, porque seria mentira. Eu tenho total certeza de que o que é meu tem que ser só meu, senão eu não quero. Não é só questão de possessão, ou até que pode ser. É como se pudesse guardar a pessoa em um pote e lacrar ele todo ou ter um papel lhe dando total liberdade para possessão exclusiva daquela pessoa. Não gosto nem quando olham demais, ainda mais quando tocam. Me pego rindo quando leio essas coisas, esses sentimentos. Isso é demasiado ruim, mas tão comum.

Poderia ter um remédio. Um remédio igual esses que nós tomamos para dor de cabeça.

- Mãe, tô com possessão em demasia. Tem remédio aí?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Jeremy, um livro e fagulhas multi-coloridas.


Ao som de Conspiracy - Paramore.

Como se tudo o que passei até hoje não tivesse me servido de nada. Estou exatamente no lugar onde eu nunca deveria estar, lugar esse que sei que não pertence a mim. Todo esse céu de cores não tão belas quanto o céu pelo qual estou acostumada a vislumbrar. Sinto que estou presa dentro de um grande inferno particular, um inferno que foi destinado somente para mim. Quando foi que deixei a vida me guiar para um caminho cujo qual eu não quero seguir? Fui sempre sendo traída por meus próprios atos. Caminho pelas ruas e por mais cheias que estejam, continuo me sentindo só, como se fosse a única pessoa por aqui. Rostos tão normais, nenhum conhecido. Minhas retinas não conseguem visualizar um só rosto familiar, um só porto de paz para um começo de vida tão cheio de sofreguidão. Saio na rua e nem sei o porque, talvez seja mesmo só para abastecer o pequeno comodo que eu chamo de lar — ou que agora é chamado assim por mim.

Na maior parte do tempo me pego sentada na escrivaninha junto à lareira, lendo meus livros, escrevendo pequenos devaneios ou histórinhas sonhadas ou inventadas pela minha mente nem sempre tão sã. Me levanto poucas vezes, apenas para repor a caneca de café. Enquanto espero consigo ver as luzes que entram pela janela e se refletem nas pequenas louças nunca-usadas guardadas no armário de madeira velha com portas de vidro. Sabe, possuo muito tempo ocioso, tenho muita coisa para não-fazer e as vezes isso me causa uma certa inquietação e me sinto quase sempre fatigada. Certas vezes fico com os cotovelos apoiados no para-peito da janela e por mais tolo que seja, visualizo os vastos telhados e imagino onde estaria Jeremy agora, se estaria tão mais longe do que sempre esteve e se estaria pensando em mim. Poderia estar aqui do meu lado devaniando sobre a história desses telhados, mas não está, nunca estará e então eu suspiro.

Na maioria das vezes sinto falta da sua felicidade que contagiava tudo a sua volta, algo tão simples. Logo reparo que a única coisa que está mais perto entre nós são essas cores e essa Lua quase transparente desenhada sobre o azul-mar desse céu. Rio da minha própria tolice. Jeremy nunca foi de se prender a cidades, céus ou luas e muito menos a alguém, ainda mais alguém como eu. Mas apesar de tudo sinto sua falta. Outra tolice que me arranca risadas: A falta. E então escuto o tintilar da campainha. — Quem será? — Já que não conheço ninguém por aqui. Desço as escadas sentindo a curiosidade me tomando completamente, enquanto o badalar da campainha canta nos meus ouvidos cada vez mais a cada passo que vou dando. Ao abrir a porta, me deparo com o vazio. Logo trato de ir fechando-na, — era só uma brincadeira, afinal — e então deslizo meus olhos para o chão, me deparando com um pequeno livro deitado sobre o tapete no hall de entrada, era um livro de capa vermelha-quase-cor-de-rosa e com letras douradas. Senti os cantos dos lábios atormentarem-se num sorriso logo ao tocar o livro com as mãos, ao abri-lo pude ver pequenas fagulhas multi-coloridas lançarem-se para fora das páginas como se dançassem a fim de contrastar com aquele céu agora de cores tão mais lindas nunca vistas antes em nenhum outro lugar. Jeremy estava de volta. Eu sabia. Sorri novamente.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Pesadelo s. m. Sonho agitado, com sensação de opressão.

Niterói, 09 de Janeiro de 2010. Um dia simples e diria até que bem normal, mesmo com a chuva, ou era o que eu queria acreditar. Acordei cedo, me aprontei e fui a caminho da faculdade, havia prova. Sempre achei tudo isso uma chatisse, mas não tinha como escapar. Logo ao chegar, fui em direção a fila do elevador, seria algo tão rotineiro se não fosse por um fato. Ao chegar no andar da minha prova, dei uma olhada pela janela, queria saber onde estava R, mas acabei me deparando com algo que nunca deveria acontecer. M estava sentada com uns amigos e beijava um garoto. Foi aí que tudo desabou. Prova? Era o que eu menos precisava agora. Peguei o primeiro elevador que tardou a chegar e desci, ainda num estado de choque. Ao entrar, encontro G.
- Não vai fazer a prova? — Indagou.
- Não.
- E por que?
- Porque preciso descobrir o motivo de ter visto a minha namorada beijando outra pessoa. — Joguei as palavras com todo tom de raiva que me cabia.
Saí do elevador sem ao menos deixar G falar mais alguma coisa, fui até perto dela, que me encarava com uma expressão de indiferença.
- Viu R? — Perguntei.
- Não. — Respondeu segurando o meu braço e sorrindo de uma forma extremamente cínica.
Assenti com a cabeça e por instinto puxei meu braço e saí andando. E não, ela não veio atrás de mim. Me sentei do outro lado do Campus, fiquei ali por um tempo, deixando com que o ódio me corroesse cada vez mais por dentro, até que não aguentei. Senti uma raiva muito maior, quis saber o porquê de tudo aquilo. Me levantei e fui caminhando até ela, que sorria, se divertindo. Era como se nada tivesse acontecido, e percebi que para ela realmente não importava mais. Ao me ver, virou-se.
- Por que você fez isso? — Perguntei, tentando ao máximo me concentrar no meu motivo de estar ali, assim.
- Porque eu cansei. Eu não te amo, C. — Jogou as palavras sobre mim. Senti como se fosse um tapa na cara.
- Não me ama? E tudo o que você disse ontem quando estávamos na sua casa? O seu pra sempre acaba tão fácil assim? Achei que você fosse mais do que isso. — Tentava segurar o choro, enquanto ela se virava para I e ria, como se tudo não passasse de uma invenção minha.
- Mas eu não sou, e tudo o que eu falei era mentira. Nós não passamos de uma mentira. E agora eu sei o que eu quero e estou com quem eu quero estar.
Olhei para S, que fingia não estar prestando atenção na nossa conversa. Mas no fundo era tudo o que ele queria, sempre foi isso. Balancei a cabeça negativamente, não podia acreditar. Logo M se levantou e saiu andando com os amigos.
- Então é assim, M? — Deixei todas as lágrimas rolarem, não me importando com nada mais.
M deu a mão para S e se virou rapidamente para mim, sem parar de andar. E enquanto falava, ainda pude ver aquele sorriso indiferente nos lábios.
- Eu lhe disse tudo aquilo ontem e agora estou aqui, enquanto você está aí, chorando. — Terminou de falar e riu, indo embora.
Fiquei parada por um tempo e fui atrás de R, precisava dele, precisava sair dali. Não demorou muito e o encontrei, vinha olhando o caderno de questões da prova. Fui falar com ele e sem entender nada, apenas me abraçou, dizendo que não importava o que fosse, ia ficar tudo bem. Perguntei se ele tinha o número de T, que eu precisava falar com ela. Ele apenas assentiu, me passando o celular enquanto a ligação já estava em andamento. Contei tudo para ela, que apenas disse que tudo não passava de uma mentira, que M estava apenas fingindo. Era impossível. Me despedi e desliguei o telefone. Pensava em tudo o que passamos, olhava a aliança e ficava cada vez mais vazia por dentro. Apesar de tudo, só me cabia aceitar a decisão tomada por ela. E era o que eu iria fazer, aceitar. Me deitei na cama e fechei os olhos.

E então acordei. Tudo não passou de um pesadelo. Bem real, mas um pesadelo.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

É, não teve jeito. Você chegou quando eu não acreditava que poderia amar alguém dessa maneira. No momento mais improvável da minha vida você simplesmente chega com toda a sua luz pra me mostrar um lado da vida que eu desconhecia. E a afirmação do que sentimos tem sido a intensidade de como tudo entre nós acontece. Quando dei por mim você já estava aqui, fazendo parte dos meus dias e dos meus planos e, mais que isso, fazendo parte de mim. Não busco e não quero entender nada, porque simplesmente não tem explicação. Isso é perceptível em cada "tchau" difícil, em cada dia que fica mais prazerosa sua companhia, em cada cuidado seu comigo, em todo encanto meu pelos sorrisos seus, em cada palavra e em cada gesto, em absolutamente tudo...Te amo em tudo. Por tudo o que você é, por tudo o que você tem transformado em mim, pelo o que somos juntas, por todas as nossas risadas, pelas nossas infinitas afinidades e principalmente pela liberdade de sermos nós mesmas sem nenhum receio, sem nenhuma superficialidade. Em tão pouco tempo conseguimos ir mais longe e hoje posso afirmar que você é simplesmente minha alegria, possui todas as qualidades que aprecio e não precisei me apaixonar pra te achar perfeita.. Me apaixonei por você porque já era perfeita. Mais que te agradecer, eu quero te fazer feliz. E no final, tudo é relativo, quando te fizer feliz, vai me fazer feliz! Que juntas possamos construir a história na medida do nosso sentimento, e que ele seja o juiz para decidir tudo o que viermos a passar juntas.

"Eu me acho em você e você está em mim... Somos duas partes que se encaixam."

(O texto não é meu, mas se encaixa tão bem que eu resolvi colocar aqui.)