terça-feira, 25 de junho de 2019

every breathe you take

Era ela. 5 anos depois e era ela. 
Sabe aquela esperança de luz no fim do túnel? Aquela que escutamos falar sempre? Então!, eu nunca tive. 
...até ela aparecer pra mim em um dia qualquer enquanto eu passeava rostos por aí, em uma madrugada tediosa como essa de hoje, eu a reconheci. Entre tantos rostos e biografias que nem se consegue saber se é real ou não. Sorriso? Que sorriso? Sei lá o porque do sorriso. Será que era agora? Expectativas demais são a mãe da merda - eu sempre repito isso pra ficar guardado na mente -. 
Era o auge da minha independência, pensa só. Eu tinha saído de casa, deixado tudo para trás, prometido para mim mesma que seria só eu e eu mesma, ninguém além.
Era liberdade. 
E era ela.
Eu tentei fugir.
Eu juro que tentei fugir. 
Era o diabinho e o anjinho de cada lado, a música de fundo, o incenso aceso no criado mudo ao lado e nossos corpos revirando na cama. 
Tudo em uma coisa só.
Era eu.
Era ela.
E a minha promessa de fugir tinha fugido junto com a coragem de abrir a porta e falar pra ela ir embora. 


01:57 am

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