segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Just a young heart confusing my mind.

24 de agosto de 2013.
01:43 p.m.


Eu te chamava. E tudo o que eu ouvia era um agudo e enorme eco, eu me respondendo e você… não. Você sequer estava ali. Aliás… vai muito além disso: você nunca esteve. Talvez nunca estaria. Penso sempre comigo que, na verdade, mesmo que eu nunca quisesse enxergar, eu sempre soube que você nunca quis estar aqui. Nem por mim, nem por você… nem por nós. E existiu nós? Também não sei. Mais uma enorme interrogação existente, mais uma de muitas outras. Muitas outras, repito.

Eu errei. E errei querendo errar, sabendo do meu erro e mais ainda… sabendo das consequências. Tola. Sempre tola. Não você, eu. Afinal, que provas eu tinha de que era tudo isso o que você realmente queria? Você nunca falou, concordou ou se entregou de fato. O erro foi meu, mais uma vez. E duas, três, quatro e mais… bem mais. Muito mais.
Você ia e eu não fechava a porta.
Eu não ia por medo de não saber voltar.
Só que eu sempre soube voltar, isso tudo era apenas mais uma desculpa. Eu vou… mas e se você voltar?
E você vinha… e ia.
E ia.
Ia.
Vinha.
E ia muitas outras vezes mais. Dizia se perder. Dizia não saber voltar. Mas do mesmo jeito que eu tinha consciência de saber voltar caso eu fosse, você sabia bem mais que eu que se perder era apenas um estado de espírito, era só uma vontade. Você sempre soube o caminho de volta.
Você sabia ir, você sabia voltar.
Sabia estar e se perder quando quisesse.
Você era tudo. E eu repito sempre e sempre e sempre: você foi tudo.
Enquanto eu…
…com tudo…
só aprendi a ser ausência.

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