segunda-feira, 16 de setembro de 2013

He says to me so I stay the night.

12 de setembro de 2013.

O tempo não é algo que se tem. Olhando pra você agora, consigo ver todos os nossos anos já se transformando em memórias, como um filme rodando por trás dos teus olhos. Esses teus olhos cor de fundo do poço, esse poço em que tanto me perdi e que ainda me perco.

(E esses tantos nós que somos.)

E te ter por perto me remete à um tempo em que todas as coisas do mundo pareciam tão fáceis. Todas aquelas noites em claro, o dia amanhecendo (e eu ainda consigo me ver sentada na varanda), o céu ficando claro. Posso e ainda consigo lembrar de ouvir você dizer que a cor do céu, assim, bem claro, pareciam os meus olhos no sol. Suas cores favoritas. Anos e anos. E por mais distante que pudéssemos estar, nada mudava. Os abraços, os sorrisos, os beijos. A sua voz bem baixinha tentando não ser mais alta do que o som do carro.

Seu fundo do poço sempre me puxava e quanto mais fundo, mais viva eu me sentia. Nunca foi tão bom se perder e se encontrar. Nunca gostei tanto de me afogar.

Mas o tempo passa. Agora você se vai… e eu já consigo ver você indo. E lá se vai você outra vez, pra do outro lado da minha sala, pra do outro lado do meu mundo. Meus olhos quase não conseguem mais te ver… e daqui há algum tempo, só os filmes vão fazer parte de toda essa história. E eu não posso mais lutar contra.

Os rolos de filme vão virar nó.

Aprendi que o tempo é algo que se possui… e eu nunca mais vou ser feliz de novo.

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