segunda-feira, 16 de setembro de 2013
It’s a game, boy… I don’t wanna play.
E é como se eu não pudesse fazer mais nada.
Vejo você indo e não faço nada, só assisto você sumir da minha vida como se tudo o que já foi vivido não tivesse servido, como se não tivesse sido importante. Você marcou em mim e tudo o que eu consigo fazer é abrir mão, como se tudo o que já passou tivesse sido apagado de um jeito que nem eu saberia explicar.
Mas é sempre aquela mesma pergunta: O que eu posso fazer?
Você se deixou partir antes mesmo de ser ausência de fato. Você vai… eu fico. E tudo o que eu sempre aprendi a fazer foi assistir. Assistir a partida e segurar o coração, você desatou todos os nós. Mais um fim dos nós cheios de nós. Mais um ponto de partida… quase sempre sem volta.
Depois de todos os anos, de tanto tempo, de tantas despedidas e de tanta ausência consciente, aprendi que o que fica de mim e em mim é cada vez mais verdadeiro, sou cada vez mais minha e só. Não restou quaisquer resquício de falta tua ou de vontade tua. Tudo o que sobrou dos nós atados, foram as lembranças de uma vida não tão à dois assim.
E o que a gente espera, quase sempre, e sem saber, é só o fim.
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2 comentários:
É que tem vezes que 'fazer ou não fazer algo' não muda nada....
Clara! Fiquei um tempo, ou melhor, um tempão afastada do meu blog, mas não esqueço do seu cantinho e do carinho que deposita nos comentários que faz sobre meus escritos.
Sobre teu texto... Caminhamos sempre sem saber para o fim. O que vale e o que preenche nossas vidas é aproveitar o começo e o meio. Aproveitar de corpo e alma.
Uma vez disse que achou um texto meu meio tristonho... Achei esse seu também, viu? Mas como até na tristeza há beleza, gostei do que li.
Beijos!
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