Quando penso no fim sempre me bate aquele desespero. Meu medo mesmo é que no fim de tudo vire pó e saia carregado pelo vento. Depois de tanto tempo me vendo sozinha, sem companhia... encontrei alguém que pudesse enfim compartilhar e dividir sentimentos comigo. Mas ainda consigo ser tomada pelo medo do tempo. O tempo passa e quando vê... já foi!
Sinto em dizer que tenho medo mesmo e que não é pouco. Mas sempre repito que temos que ser barquinho na correnteza. O que vier de bom a gente pega e o que vier de ruim a gente manda embora. E não... nunca aprendi a desistir, mesmo que meu egoísmo fale mais alto. Acho que é algo como ser e parecer uma âncora, todo barco precisa de uma para firmar porto, me entende?
Sou assim: Âncora.
E você também. Apesar dos meus medos, você consegue ser meu porto e minha âncora. Fincou em mim assim como uma âncora finca lá no fundo do mar, bem fundo na areia. Mas você é diferente... é âncora enferrujada, daquelas que eu nem me preocupo em trocar. Me prendi... e desde então perdi a vontade de explorar outros continentes. Afinal, eu tenho o meu próprio.
Tudo bem assim... tô em paz, sereno.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Barco à deriva.
E agora, quem sou eu? Me pego perdida em pensamentos e atos tão meus que por vezes me sinto embolada num oceano de confusões.
...sabe quando você nem sempre se conhece? E é como se estivesse sendo puxada por uma correnteza que quer te empurrar - e empurra - pr'um bar aberto.
Assim me vejo: Um barco à deriva, sendo guiado apenas pela brisa. Não tenho um cais, não tenho um plano. Apenas eu nessa imensidão. Só. A bússula não marca mais nenhuma direção e nem sequer sei onde é que vou parar.
Ando possuindo noites longas, cabeça cheia e palavras vazias.
Ando tão cheia... e ao mesmo tempo... tão vazia.
Talvez perdida. Como agora. Perdida nas minhas próprias palavras.
...perdida em mim.
...sabe quando você nem sempre se conhece? E é como se estivesse sendo puxada por uma correnteza que quer te empurrar - e empurra - pr'um bar aberto.
Assim me vejo: Um barco à deriva, sendo guiado apenas pela brisa. Não tenho um cais, não tenho um plano. Apenas eu nessa imensidão. Só. A bússula não marca mais nenhuma direção e nem sequer sei onde é que vou parar.
Ando possuindo noites longas, cabeça cheia e palavras vazias.
Ando tão cheia... e ao mesmo tempo... tão vazia.
Talvez perdida. Como agora. Perdida nas minhas próprias palavras.
...perdida em mim.
"Eu me perdi logo agora que as ondas batem no céu, no céu.
Eu naveguei no seu mar, não te contei que eu não sei nadar.
E eu digo mais pra você...
Estava no barco, à deriva, sem as velas,
perto do meio do oceano, sem um plano.
Será que o fundo é muito longe? Será que é longe pra voltar?"
Eu naveguei no seu mar, não te contei que eu não sei nadar.
E eu digo mais pra você...
Estava no barco, à deriva, sem as velas,
perto do meio do oceano, sem um plano.
Será que o fundo é muito longe? Será que é longe pra voltar?"
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
E se o tempo for te levar...

Acontece que não sou mais eu quem te empurra para fora da minha vida, são nossos próprios caminhos que fazem isso. Eles não andam mais lado a lado e não é a minha mão que você ainda segura. Agora você segura a mão de outra pessoa e eu também o faço.
Tantas promessas quebradas nos toques de alguns dedos entrelaçados. Não somos mais eu e você. Somos nós duas e outras duas almas coladas nas nossas. E eu, bom... eu não posso mais querer mudar uma coisa que foi a vida quem escreveu. Se o destino, que é o mais forte de tudo, quis assim... quem sou eu para mudá-lo? As vezes amar só não basta. O próprio amor nos empurra precipício a baixo.
Mas eu ainda te guardo, te guardo pra sempre. Em mim, em cartas, em contos e gavetas. Você é para sempre minha e eu sua. Um pedaço de mim ainda caminha com você, um pedaço esse que sei que não vai achar o caminho de volta para casa, porque eu quis assim. Eu quis guardar em ti, um pouco de mim. Sem arrependimentos, apenas com algumas mágoas, mas a história boa sempre marca coisas melhores e se sua felicidade agora não é mais comigo, fico feliz apenas em saber que ela ainda pode ser com outra pessoa. Minha felicidade é te ver feliz, apesar do tempo, dos desencontros.
Minha felicidade ainda é e sempre vai ser você, mesmo que de longe.
"Ah vai, me diz o que é o sossego
que eu te mostro alguém afim
de te acompanhar
e se o tempo for te levar,
eu sigo essa hora e pego carona
pra te acompanhar."
que eu te mostro alguém afim
de te acompanhar
e se o tempo for te levar,
eu sigo essa hora e pego carona
pra te acompanhar."
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Honey, why are you calling me so late?
Sento-me sempre aqui nessa mesma escrivaninha em que me encontro agora. Meus dedos tocam todas as teclas dessa máquina de escrever e apenas tocam. De mim não sai mais nenhuma palavra, nenhuma frase. Há dias me encontro nessa dificuldade de escrita, há dias que passo os dedos pelos livros, folheio suas páginas e os devoro à fim de que dentro dessa cuca minha algo entre e me faça jorrar palavras sobre folhas, paredes, bilhetes... mas ainda não sai nada.
Me sinto cheia de vazio, cheia de um nada. Estou oca.
E o pior é saber o motivo... e fugir da solução.
Depois de muito tempo sentando sobre as mãos, tentando conter aquela vontade súbita de correr atrás de você, eu resolvi largar-de-mão e fazer o que - para mim - seria o certo. Peguei o telefone e disquei seu número. Confesso que o desliguei quando chamou pela segunda vez. Sou medrosa. Mas resolvi ligar de novo, o que mais poderia acontecer? Você só estaria do outro lado da linha e, isso, não era nada. Ou era um conforto saber que não precisaria olhar no fundo dos teus olhos e isso era a certeza de que em você eu não iria me perder. Não dessa vez. Tomei coragem, respirei fundo e voltei a discar, deixaria chamar até atender dessa vez.
— Alô?
— ...
— Alô? Tem alguém na linha?
— ...
— Olha só, eu vou desligar se ninguém falar nada.
— ...
Por fim, só suspirei, sei que ela entendeu.
Me sinto cheia de vazio, cheia de um nada. Estou oca.
E o pior é saber o motivo... e fugir da solução.
Depois de muito tempo sentando sobre as mãos, tentando conter aquela vontade súbita de correr atrás de você, eu resolvi largar-de-mão e fazer o que - para mim - seria o certo. Peguei o telefone e disquei seu número. Confesso que o desliguei quando chamou pela segunda vez. Sou medrosa. Mas resolvi ligar de novo, o que mais poderia acontecer? Você só estaria do outro lado da linha e, isso, não era nada. Ou era um conforto saber que não precisaria olhar no fundo dos teus olhos e isso era a certeza de que em você eu não iria me perder. Não dessa vez. Tomei coragem, respirei fundo e voltei a discar, deixaria chamar até atender dessa vez.
— Alô?
— ...
— Alô? Tem alguém na linha?
— ...
— Olha só, eu vou desligar se ninguém falar nada.
— ...
Por fim, só suspirei, sei que ela entendeu.
"Para ouvir o coração basta ficar calado."
(Créditos a: Nina Drigin Gusman, pela luz no fim do túnel)
domingo, 4 de dezembro de 2011
A tempestade que chega é da cor dos teus olhos.

O problema mesmo é que eu acho que nunca tivemos aquele esforço mútuo. Nos acomodamos e nos acostumamos com o nada que tivemos. Ou foi com o tudo? Nem eu consigo me recordar mais. Só acho que não houve mesmo aquela vontade de dar as mãos e continuar querendo seguir em frente, adiante.
Você me toca com essas mãos de gelo, não me diz nada. Nada. Suas palavras são cheias de silêncio e mesmo que soltassem sons eu não poderia mais te ouvir. Essas palavras não são mais para mim. Talvez você já tenha até esquecido dos acordes e melodias com tantas dedicatórias para ti. Mas espere, pois eu não te culpo.
O que importa é que ainda existimos e que no fim sempre podemos encontrar uma nova estrada com um alguém esbanjando solidão, querendo companhia, é só pegarmos na mão para traçar um caminho longo. Não tenha medo não.
A vida sempre retribui os momentos bons que acabamos marcando nela e se não estiver seguro de si, as vezes as lembranças também podem ser a melhor companhia que podemos ter. Só lhe digo que na escuridão é que não podemos ficar já que é na luz que tudo o que escondemos vem à tona. Devemos ser sempre límpidos, mostrando tudo o que temos de bom e também de ruim, devemos nos doar por inteiro. Afinal, fingimento só serve para quem é de mentira. E eu sei, isso nós não somos.
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