Me sinto cheia de vazio, cheia de um nada. Estou oca.
E o pior é saber o motivo... e fugir da solução.
Depois de muito tempo sentando sobre as mãos, tentando conter aquela vontade súbita de correr atrás de você, eu resolvi largar-de-mão e fazer o que - para mim - seria o certo. Peguei o telefone e disquei seu número. Confesso que o desliguei quando chamou pela segunda vez. Sou medrosa. Mas resolvi ligar de novo, o que mais poderia acontecer? Você só estaria do outro lado da linha e, isso, não era nada. Ou era um conforto saber que não precisaria olhar no fundo dos teus olhos e isso era a certeza de que em você eu não iria me perder. Não dessa vez. Tomei coragem, respirei fundo e voltei a discar, deixaria chamar até atender dessa vez.
— Alô?
— ...
— Alô? Tem alguém na linha?
— ...
— Olha só, eu vou desligar se ninguém falar nada.
— ...
Por fim, só suspirei, sei que ela entendeu.
"Para ouvir o coração basta ficar calado."
(Créditos a: Nina Drigin Gusman, pela luz no fim do túnel)
4 comentários:
Quando temos algo por dentro que não cabe mais, tudo jorra! Quando temos a necessidade de gritar... isso faz com que tenhamos o que dizer! Como aconteceu com a ligação. Mas jamais desista!!Beijos
Que texto mais lindo, cara! Adorei, sério. Acho que todo mundo já passou por isso...
Doeu aqui.
Que texto lindo, Clara! Me senti fazendo parte dele.
Um beijo.
Que coisa. Eu também não entendo isso, de ser tão cheia, e sentir-se oca. ):
Gostei *-* intenso.
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