segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Free fallin'

(Escrito numa tentativa desesperada 
de atualizar o blog, 
sem ideias, 
sem inspiração. 
Oca. 
Cheia de um vazio enorme. 
Escrito também depois de ler 
"A culpa é das estrelas" de John Green, 
daí a ideia das "granadas".)



As vezes eu queria ser tão lunática a ponto de conseguir me fazer sair de órbita. Não quero deixar nenhuma cicatriz, muito menos ganhar mais algumas outras. A verdade é que todos nós somos como granadas. Granadas prontas para explodir. Não quero que meus estilhaços alcancem ninguém. Porque eu já não ligo mais se você ainda quiser vir me visitar, a porta ainda vai estar aberta, você vai acabar percebendo que fiquei dormente e que já não sinto mais nada, você vai ver também que já voltei a cantar sem mais e nem menos e até mesmo sem perceber. Vai ver que antes, sem você, eu já não era mais nada e que agora eu tô bem melhor do que se pode parecer. E você vai ver que se antes eu já não tinha mais motivos para sorrir, agora já consigo me ver bem mais feliz. Mesmo sem você em casa eu consigo gostar mais de mim. Só deixe algo seu ao sair, algo que não corte, mas doa. Algo que me remete à você.



Pequena nota de rodapé: Me lembro agora de dizer... como o mundo é injusto!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

E se preciso for.



É como se, não sei, todas as coisas sonhadas fossem se dissipando assim, n'um estalar de dedos. Eu tento correr contra o tempo, fugir de tudo o que me leva para longe de você... mas você me afasta, é você, mesmo sem perceber, que me empurra p'ra longe da sua vida. Pode não ser o que você quer, mas é o que faz.

Me sinto perdida e as vezes é como se fosse eu a culpada de tudo. Fecho os olhos apertados, levo as mãos ao rosto, me esforço em pensamento e o que sai é um nada. Simplesmente nada. Porque eu não entendo nada. Não consigo achar um motivo plausível para todos esses afastamentos brutos, esses empurrões e pedidos desesperados de querer que te deixe sozinha.

O que é que você quer de mim afinal? O que quer que eu faça?

Se n'um segundo tudo estava bem, tudo está bem e aí, segundos depois estou eu aqui e você lá, no outro canto da sala, sentada em uma cadeira qualquer, no escuro. Percorro meus olhos e não consigo enxergar nada, não enxergo nem sequer você. E se já não posso tocar, tatear e não posso ver, como é que você quer então que eu ainda sinta? Sozinha não dá. Eu não posso sozinha e nem quero sozinha. É um complemento mútuo, tem que ser e precisa ser uma coisa mútua. Eu e você, dois em um. Mas eu não te entendo, nunca entendi. Não consigo nem me entender, também. Só... não sei. Não sei mais o que pensar, como agir.

Me dá uma luz, um sinal.
Abre a porta e me manda ir embora de vez ou me pede p'ra ficar com você. Só se decide... mas que seja rápido. Eu não quero ter que ir embora p'ra você ver a falta que tudo faz, a falta que eu faço e quão vazio fica tudo sem mim aqui. Não quero que seja tarde demais, não espere que seja tarde demais. Não me deixa me perder, não se deixa me perder... porque você sabe e eu também sei, eu posso não encontrar mais o caminho de volta.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

(Re)confesso.

Escrito n'uma madrugada quente, 
na vitrola: Los Hermanos ao vivo no Cine Íris. 


O meu medo era que todo esse nosso sentimento mútuo se transformasse em pó, em nada. Como agir caso isso acontecesse? Seria como me perder n'um mar de sofreguidão lenta e profunda. Falo dramatizando o máximo que posso p'ra ver se assim consigo demonstrar ao menos um pouco o quão vazia eu fico cada vez que tu resolve passar por aquela porta soltando palavras doídas e sem pensar, dizendo que vai e pior que isso: que vai e não volta nunca mais.

No fim, sempre te vejo voltar, eu sei... mas é que penso sempre com aquele meu medo instaurado: "E se dessa vez for mesmo pra sempre?" Ia me perder enfim, te perdendo em mim e esquecendo tudo o que aprendi nesses anos todos contigo. Mas eu repito, é tudo culpa desses nossos nós tão bem amarrados que me fazem sempre acreditar que não há vida ou sequer felicidade se não for ao teu lado. Mas também, e se tiver? Se tiver, eu não quero conhecer e muito menos saber como é. Deixa meu coração trôpego continuar manso com teu jeito leve e intenso de me levar por aí...

Eu já não ligo mais se me esqueci de te esquecer.
Você vai, você volta, eu permaneço.
Mas te espero porque sei que você sabe o caminho de volta
e como trazer tudo que estava no fundo de volta pra superfície.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

E eu não sei, não me lembro.

Eu sempre quis demais, esperei demais e no fim o tombo foi bem mais alto do que eu poderia imaginar. Acontece que sempre fica aquela ponta de esperança, mesmo que seja lá no fundo, sempre esperamos a resolução do problema, a volta de tudo. Chega a ser engraçado, não é? As coisas mudam n'um piscar de olhos, tanto para mal quanto para bem e você fica perdido, sem entender nada.

Essas rasteiras da vida são difíceis, dolorosas e mesmo que você tente fugir, não consegue. Mas tudo bem, as coisas sempre acontecem quando tem que acontecer. Seja hoje ou daqui há um milhão de anos. Só não deveria esperar demais, essa sim foi a grande decepção. A espera em demasia. Tudo em excesso acaba machucando no fim, tanto o amor quanto a amizade, a esperança, a possessividade. Tudo ao extremo acaba sendo coisa demais para se doer e mais motivos ainda para se machucar quando o fim chega. Porque o fim sempre chega, mesmo que você lute muito contra isso. Coloquei na minha cabeça que tudo passa, anda tudo muito assim: passageiro. Acho que esse acaba sendo o segredo, saber abrir mão das coisas, saber que nada é para sempre, mesmo que você feche os olhos apertados, cruze os dedos e peça com muita força.

A vida é finita mas existem infinitas formas de vivê-la, por isso devemos aprender sempre a sermos barquinhos na correnteza, indo e vindo, mas nunca com um cais. Daqueles trocadilhos bem bobos: Cais causam o caos. E é no caos que tudo acaba sempre piorando. A vida é assim, um punhado de momentos mal vividos, frases inacabadas, histórias pela metade. São muitas reticências, muitas vírgulas para poucos pontos finais. Respira e deixa tudo ir... ou vir. Viva, se deixe viver. O que tiver de ser, será, mesmo contra tudo.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Lembra que no primeiro toque deu choque?



Virei para trás e acabei tendo um pequeno deja-vu. Me vi parada no estacionamento e você se afastando, indo embora. Lembro que chovia muito, parecia que o céu chorava sobre mim, que as lágrimas que caíam lá de cima se juntavam também com as minhas que rolavam pelo meu rosto. Sentia como se o mundo fosse desabar sobre mim, como se eu não fosse conseguir dar mais nenhum passo a diante, que meus pés haviam colado no chão. Repetia sempre por dentro: Respira fundo, respira. Seca essas lágrimas, vira e vai embora também, mostra que você sabe ir e que pode nunca mais voltar. 

E fui...