segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Nota:

7:22 pm.

Somos duas crianças grandes. Egoístas, amáveis, doáveis.
Estamos no fundo do poço. Procuramos a borda e quando encontramos, acabamos afundando porque temos um peso amarrado nos pés.
O peso são os nossos corações, nos deixam livres no começo pra no fim nos prender.

"A nossa liberdade é o que nos prende."

sábado, 15 de outubro de 2011

2:39 am.

2h39min de uma madrugada relativamente inquietante. Aqui agora bate um coração quase igual a uma bomba relógio, pronta pra explodir.
Você o ouve?
Pode querer explodir por um milhão de razões, emoções e sentimentos. Aqui, quem me toca não é mais você e sim o vazio, o nada. Ao lado, não há sequer um vestígio de passagem tua; Não há o cheiro, o sabor, a vontade. Não há mais você. Sempre me doo demais e acabo me doendo mais ainda. Tudo bem. Quando fecho os olhos ainda posso te ouvir dizer que nunca me pediu nada, nunca cobrou, nunca quis, que eu é quem quis me jogar de cabeça e sem pensar nos riscos disso tudo, que a culpa é minha e que você não pode mais fazer nada. Agora aquela sua expressão de indiferença. Mas tudo bem, eu ainda posso abrir os olhos e viver e fingir que vai passar. Sempre passa, não é? Sempre passa.

Por agora eu vou continuar aqui, deitada com olhos fechados e a alma respirando. Ainda preciso te sentir mais perto e reviver algumas frases, outros momentos. Revivo, relembro e guardo, mas não na superfície de mim. Guardo em uma gaveta no fundo do fundo do fundo, vão ser só lembranças. Vou olhá-las com saudade e só.

Você não vai mais me tocar, porque aqui...
Aqui, quem te toca não sou mais eu...


(Nota: Como anda difícil escrever.)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Páginas em branco.

Vou e volto inúmeras vezes. Não por indecisão. Você sempre me traz de volta, me faz percorrer todo esse longo caminho, me guia até o fim. Logo depois me manda embora, me faz regredir, volto sozinha, com a cabeça baixa. Aquela sensação de fracasso.

Eu não sei, nunca soube e talvez nunca saberei o que é que você quer de mim, afinal. Me pega e me aninha. Depois me larga e joga fora como um pedaço de papel cheio de rasuras, como algo que não serve mais. E eu... eu aceito. Por fora digo que sim, tudo bem, eu entendo; Mas por dentro grito, luto e digo que não. Não pra mim, pra você, pra situação. Só que de nada adianta. Nunca adiantou.

Acontece que eu ainda tenho aquela fé que me move e que me diz que
um dia, eu vou cansar de ser apenas um rascunho da sua história e vou querer ser as páginas inteiras de um livro grande e vou ser as palavras que preenchem o conto de alguém. Eu ainda vou querer abrir um livro novo e sentir o cheiro das páginas nunca tocadas antes e vou querer lê-las do começo ao fim, por saber que são para mim. E você? Bom... sempre te imagino parada num final de tarde em frente a uma grande janela, e dentro desse lugar existem milhões de livros, novos, velhos, coloridos; Com capas grossas e finas. Você vai parar e entrar, pegar um livro qualquer e ao abrir vai ver que estou bem, completa, com uma primeira página em letra maiúscula e uma página final com um ponto grande, bem preenchido. Vou estar escrita em um milhão de frases bem alinhadas, com parágrafos completos, sem falhas. Vai pensar algo como poderia ter sido você, mas deixou passar, rasgou as páginas do começo ao fim e tacou fogo em todas elas. Poderia ser você, com letras grandes e uma dedicatória. Poderia ser, poderia. Mas não será. Assim como não poderia ter sido eu a continuação da sua história, nunca seria você a autora à me escrever.

Seu livro agora não tem pontos, letras e frases.
Só páginas em branco.



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

(...)

Não penso em você. Não penso em nós. Não penso nas mentiras.
Mas, eu minto...

(...)
Só que chega um dia que a gente supera.
E supera sabendo que está superando e no fim suspira aliviado,
com aquele gosto de liberdade, um sorriso sereno nos lábios.
Acabou...
Finalmente acabou.


Ps: Inspiração, pra onde você foi? Por favor, volta.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Quero mais.


Quero mais eu, mais você.
Nós dois, em nós, enrolados; Embolados sob os lençóis.

Quero tempo frio, seus pés esquentando os meus,
nossos corpos em baixo das cobertas, 
as mãos (re)descobrindo mil e um caminhos.

Quero teus beijos sobre os lábios meus
e aquele teu cheiro tão doce percorrendo os meus sentidos.

Quero mais beijos, abraços, carícias. Nós, a sós, em nós.

Quero cama desarrumada pela manhã,
teu sorriso embriagado de sono me fazendo sorrir.

Quero tuas mãos nas minhas e meus dedos entrelaçados
nos fios dos teus cabelos.

Quero teu corpo sobre o meu, nossas pernas entrelaçadas.
Nós em nós.


Ps: Ando clichê demais. Mas só para não deixar o texto anterior em evidência.