domingo, 5 de maio de 2013

Vesânia II.


De todos os males,
o menor.
E de todos os problemas...
o fim.


A verdade mesmo é que eu sempre fui muito problemática e talvez esse seja o motivo de ninguém conseguir ficar muito tempo comigo. O convívio em si já é difícil, tudo só piora. Não que seja a culpa de alguém, veja bem, acho que as pessoas só não aguentam mesmo... mais pela bagagem-problemática pesada demais, sabe? E eu não culpo ninguém, nunca. Longe de mim fazer isso. Eu até entendo. Afinal de contas ninguém é obrigado a carregar a bagagem de ninguém, muito menos a minha.

Mas sabe que eu não carrego ninguém comigo?
Talvez por isso eu me afaste tanto e oscile tanto. Eu acabo protegendo todo mundo dos meus surtos psicológicos, meu nível de humor vai-e-vem. Quem tem seu próprio mundo sempre foge de problemas maiores. Mas é que na verdade, talvez eu acredite mesmo naquela afirmativa que diz que nós só temos o que merecemos. 

E talvez eu mereça mesmo a solidão.

Let it be.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Era por era.

One by one,
the days fall beside us
like yellow leaves.
We have no conscience,
oh, what we're becoming...




E eu não quero ter que abrir mão de uma coisa que, acho eu, tenha sido tão bem amarrada com aqueles nós bem dados que só os marinheiros sabem dar. E é estranho - muito mais - ter que abrir mão quando, na verdade, abrir mão seja a unica coisa que nós não queremos fazer. Mas se for o jeito? Quando é o jeito, não tem jeito. Realmente. Pena é ser tão... desmedida. Tão mente cheia de loucuras. Tão... não sei dizer. A verdade é essa: eu nunca soube dizer. Sempre deixei muita coisa pra lá... e pra cá... muita coisa como barquinho na correnteza. Palavras, que eram de peso, no vento, viraram pó, tão leves que saíram correndo. E que de tanto virar pó, virou culpa. Culpa essa que não vai embora e que tortura, que desce na garganta arranhando feito um nó. Mais um nó de tantos outros nós. E nós. Mas quem somos nós? Ou quem fomos... ou o que não seremos. Não mais. Sabe que eu acho que no fim, tudo vira uma coisa só? Porque depois da morte, do fim mesmo, tudo vira lembrança. E, acho eu, - novamente - que lembrança não se apaga, vira marca, mesmo que bem lá no fundo. Lembrança se lembra até quando não se quer lembrar. Por fim, tudo vira um grande clichê. Como eu, como você... e todos aqueles nós cheios de nós.

sexta-feira, 15 de março de 2013

It's a small crime and i got no excuse.

"If you don't shoot it how am i supposed to hold it?,
is that alright, yeah?
I give my gun away when it's loaded."



(8:42 p.m.)
E é isso… Toda vez que eu tento me imaginar sem você, eu simplesmente não consigo.

Não há jeito de me fazer ver que tudo seria fácil, porque na verdade não é. E é estranho não precisar de uma pessoa, mas a querer demais mesmo assim. É querer e não necessitar. É só querer estar. Não conseguir se imaginar com outra pessoa e ter essa outra pessoa te tocando e lhe dando seus sorrisos e seus sentimentos. É como se fosse um bloqueio, você atrás de um muro enquanto nenhuma outra pessoa pode ultrapassar. E me pego perdida nos meus pensamentos sem saber o que fazer e como fazer e porque fazer. Se é que eu tenho que fazer. E se tiver, por quê não ser mais fácil? Mais claro?

Mesmo com tudo. É esse o preço que eu vou ter que pagar?

(9:24 p.m.)

A verdade é que sempre acreditei muito naquilo de “tudo acontece no seu tempo, se tiver que ser, vai ser, seja hoje ou daqui um ano”. Mas… agora já me pergunto: Será?

Eu me pego pensando e… nem sei mais se quero te ver voltar.
Desisti de tentar encontrar motivos pra te fazer ficar, e talvez, tenha até desistido de tentar te fazer enxergar que não há mais ninguém no mundo que queira te fazer tão feliz quanto eu.

Você nem deve mais concordar.
E talvez possa até encontrar alguém melhor e pensar: “ainda bem que eu fui embora.”

Mas por agora, quem vai embora sou eu.


As vezes amar só não basta. O próprio amor nos empurra precipício abaixo.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

I pushed you too far away...

Pense nisso como se fosse uma carta, ou sei lá, um bilhete qualquer que você achou jogado n'um canto, daqueles que com certeza foi achado por puro destino (porque não vou nem dizer que seria sorte).

Eu me apeguei demais. Aquele mesmo erro de sempre.
Você correspondeu. E eu já nem esperava por isso.
Mas depois de tudo vivido e todas as coisas divididas juntas tu bater na minha porta e falar tanta coisa, mas tanta coisa a ponto de me fazer querer enfiar tua cabeça no primeiro buraco que aparecesse na minha frente, desse jeito teu - tolo de ser, tento acreditar eu - foi de uma sofreguidão absurda. Total-e-puro-egoísmo. De tua parte. Da minha. Nem sei mais! Mas que tanto faz. Só acho que poderia ter sido diferente e até foi, por um certo ponto de vista. Mas que agora... virou vazio, dor, aperto-no-coração e mil e tantas outras coisas daquelas bem doídas.

E eu nunca te pedi demais e nem você. Eu sei e você também sabe. Nos amamos demais... e de menos. Foi gostar, amar, pirar e mais o que dirá. Foi doer, sofrer e por fim correr. Correr de tudo. Eu corri, tu correu e fugimos assim dos sentimentos sentidos e vividos, achando que assim também teria como correr da dor. Besteira. Você ficou gravado em mim e assim vai ser pelo resto da vida. O que a gente realmente vive não se apaga, por mais que a gente tente usar a borracha. O que se viveu, gravou. E o que virá, será gravado também. Nossa vida é como uma fita cassete e um gravador. Até mesmo um diário ao céu aberto, um diário de voz, e até com folhas. Mas eu ainda posso repetir que é tudo g-r-a-v-a-d-o. Não tem como desligar o gravador e nem apagar as nossas linhas já escritas.

Hoje eu posso dizer que está tudo bem, que você pode ir, que eu também vou. Talvez eu não volte mais e nem você. Mas não vai ter mais como esquecer. E o que hoje dói, amanhã pode não doer mais. Com certeza lembrança isso tudo vai se tornar. Pode ir.

Só que, olha... sinceramente, vou sentir a tua falta.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Free fallin'

(Escrito numa tentativa desesperada 
de atualizar o blog, 
sem ideias, 
sem inspiração. 
Oca. 
Cheia de um vazio enorme. 
Escrito também depois de ler 
"A culpa é das estrelas" de John Green, 
daí a ideia das "granadas".)



As vezes eu queria ser tão lunática a ponto de conseguir me fazer sair de órbita. Não quero deixar nenhuma cicatriz, muito menos ganhar mais algumas outras. A verdade é que todos nós somos como granadas. Granadas prontas para explodir. Não quero que meus estilhaços alcancem ninguém. Porque eu já não ligo mais se você ainda quiser vir me visitar, a porta ainda vai estar aberta, você vai acabar percebendo que fiquei dormente e que já não sinto mais nada, você vai ver também que já voltei a cantar sem mais e nem menos e até mesmo sem perceber. Vai ver que antes, sem você, eu já não era mais nada e que agora eu tô bem melhor do que se pode parecer. E você vai ver que se antes eu já não tinha mais motivos para sorrir, agora já consigo me ver bem mais feliz. Mesmo sem você em casa eu consigo gostar mais de mim. Só deixe algo seu ao sair, algo que não corte, mas doa. Algo que me remete à você.



Pequena nota de rodapé: Me lembro agora de dizer... como o mundo é injusto!