sábado, 27 de junho de 2015

aponta pra fé e rema

ando me perguntando muito em que parte da vida a gente se perde ou apenas não temos mais aquela força toda de querer nos encontrar
todos os dias antes de dormir eu fecho os olhos bem apertados e peço com toda a fé que ainda me cabe que essa tempestade passe e o mar continue a ficar calmo
meu barquinho precisa descansar assim como o barquinho dela
mas somos tão egoístas mas tão egoístas que pedimos apenas que o mar acalme pro barco não afundar 
eu que sempre me vi nela e sempre pude me encontrar naqueles olhos e no apoio no amor nas broncas e nas histórias mil vezes repetidas agora me pego olhando para os mesmos olhos e engolindo a seco segurando um choro agarrado na garganta 
meu deus, o que é que eu faço? 
que vida é essa que vai tirando as pessoas que mais amamos sem nem termos tempo pra lutar contra?
essa noite eu vou pedir de novo e amanhã e depois e depois
deixa ela ficar comigo mais um pouco
só mais um pouco

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