Eu sempre quis demais, esperei demais e no fim o tombo foi bem mais alto do que eu poderia imaginar. Acontece que sempre fica aquela ponta de esperança, mesmo que seja lá no fundo, sempre esperamos a resolução do problema, a volta de tudo. Chega a ser engraçado, não é? As coisas mudam n'um piscar de olhos, tanto para mal quanto para bem e você fica perdido, sem entender nada.
Essas rasteiras da vida são difíceis, dolorosas e mesmo que você tente fugir, não consegue. Mas tudo bem, as coisas sempre acontecem quando tem que acontecer. Seja hoje ou daqui há um milhão de anos. Só não deveria esperar demais, essa sim foi a grande decepção. A espera em demasia. Tudo em excesso acaba machucando no fim, tanto o amor quanto a amizade, a esperança, a possessividade. Tudo ao extremo acaba sendo coisa demais para se doer e mais motivos ainda para se machucar quando o fim chega. Porque o fim sempre chega, mesmo que você lute muito contra isso. Coloquei na minha cabeça que tudo passa, anda tudo muito assim: passageiro. Acho que esse acaba sendo o segredo, saber abrir mão das coisas, saber que nada é para sempre, mesmo que você feche os olhos apertados, cruze os dedos e peça com muita força.
A vida é finita mas existem infinitas formas de vivê-la, por isso devemos aprender sempre a sermos barquinhos na correnteza, indo e vindo, mas nunca com um cais. Daqueles trocadilhos bem bobos: Cais causam o caos. E é no caos que tudo acaba sempre piorando. A vida é assim, um punhado de momentos mal vividos, frases inacabadas, histórias pela metade. São muitas reticências, muitas vírgulas para poucos pontos finais. Respira e deixa tudo ir... ou vir. Viva, se deixe viver. O que tiver de ser, será, mesmo contra tudo.
2 comentários:
Oi, moça. Demorei, mas voltei. Tu sempre vinhas até o meu blog por causa da Lana? Ah, que bonito saber disso. Mesmo! E bom saber que você já me acompanhava, de longe. Eu gosto do que tu escreves, de verdade. As coisas tem sua hora, porém não podemos ficar parados esperando que elas aconteçam. É complicado.
Um beijo, @pequenatiss.
Talvez o nosso grande mal seja sonhar demais e tão verdadeiramente que, quando a decepção vem, parece que jamis iremos nos levantar.
Ledo engano, moça.
Decepções são necessárias para o amadurecimento. Talvez a sua maré de azar seja apenas uma fase preciosa para crescer.
Ficamos mais corajosos depois que sofremos.
Abraços e força.
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