quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pensamentos soltos.

Li umas coisas que me deixaram inquieta, não por ainda habitar aqueles sentimentos antes tão possuídos por mim. - Pelo contrário, acho que foi a ausência deles que me trouxe esse desconforto. - Nunca entendi muito bem essas coisas de morte-por-amor, se é que me entendes... mas tudo bem. Acho que cada um morre do que quer morrer e tem o drama que quer ter. Não me leve à mal, só que, são muitas confusões aqui dentro da minha cuca confusa. (Gosto de usar essa palavra: C-o-n-f-u-s-ã-o.)
Mas acho que no fundo de tudo mesmo, nem que seja bem lá no fundo, não te reconheço mais. O que é isso que você se transformou? É realmente uma pena. Não achas? Não?

Por um momento, - mesmo que fosse curto - a minha vontade foi de segurar teu rosto de frente pro meu, te olhar nos olhos, e te ter perto, perguntar quando é que foi que tudo se perdeu e que o amor se transformou em socos e tapas, em dor. Como é que a gente morre estando vivo? Falo de morrer-de-amor, de não entender, mas entendo. Não morro. Só entendo.

Não morro... mas espero.

Encontrei uma velha carta sua, ou talvez não seja tão velha assim. Sei que tocou fundo, ninguém vai entender, mas eu entendo e entendi sempre. Digo sempre, porque a leio todos os dias antes de dormir. A deixei na cabeceira da cama, se não tenho um livro-de-cabeceira, tenho uma carta-de-cabeceira. - Pode rir. -


Penso sempre comigo: Ah, Deus... como eu quero paz. E mais do que isso, por favor, uma dose de anti-você.

7 comentários:

Bruna Morgan disse...

Muito bem escrito *-*
"uma dose de anti-você"



bruna-morgan.blogspot.com
cherryeberry.tk

Fernanda Pires disse...

O morrer de amor é morrer a cada dia. Deixar que um pouco de você e do que foi se vá pelo vento, e ficar só sua mente vazia e seu coração mais ainda. Sua mente fica vazia com ecos do que já viveu. É triste. Quanto mais rápido puder se largar disso melhor pra você. Beijoos

Inercya disse...

Quando tu falou de morrer de amor, lembrei de um poema, mas não sabia qual. Daí fui pesquisar: Se se morre de amor - Gonçalves Dias. Acho que te fará entender.
E se a dose de anti te trás paz, beba!
um beijo. :*

Luna Sanchez disse...

Seria mesmo bom ter um antídoto, é o que pensamos às vezes...mas logo desistimos porque ser vazio é pior do que sofrer.

Fato, néam, Clara?

Um beijo.

Juliana Skwara disse...

Achei incrível o seu texto! Te acho tão talentosa, tão verdadeira! Eu acho isso lindo demais. Eu sabia que era a sua cara, e aí escreveu o livro? Depois me contaaaa, volte sempre viu? Beijooooooooooos :D

2edoissao5 disse...

eu já pedi tanto isso…
mas é dificil!

Elania Costa disse...

Morrer de amor, como pode-se morrer ainda estando vivo...
Lind, lindo.