Vezenquando bate aquela vontade louca de ser meio inconsequente, de correr atrás de um sentimento que não me pertence. Sei que se tudo isso que tu diz sentir realmente fosse todo meu, iria me assustar e logo eu desejaria te deixar aqui e ir embora como se não me importasse seus sentimentos e muito menos os meus. Sabe aquela vontade de não pensar, só fazer? Isso é culpa de todo aquele medo instaurado no dentro-dentro de mim, aquele medo que vem bem de lá do fundo, e que é tão raro de ser entendido por pessoas de fora. É aquele medo da perda. Já perdi a conta de quantas vezes abafei todos aqueles meus gritos noturnos com o travesseiro. Me sinto fatigado da vida... da vida desse jeito. As coisas não andam mais me agradando e a cada dia que passa sinto que essa distância de todas as pessoas ao meu redor só aumenta. Ando me fechando no meu mundo, querendo tudo e todos longe. Aí me bate aquela necessidade de uma válvula de escape, sento-me sobre a escrivaninha e tento colocar todo esse sentimento para fora, mas só o que saem são palavras soltas, frases inacabadas.
É quase como: Nada no papel e nada no coração. Me entende? Encho meu saco e saio pela noite, vou à bares, festas... Beijo bocas que não são minhas, procuro em todas elas um gosto desconhecido, mas afinal há um conhecido? E se eu um dia achasse esse tal... iria reconhecê-lo? Sei lá, sei lá. Uma vez me falaram: “É por isso que as pessoas vão para a noite e beijam várias bocas, nenhuma é o suficiente.” Podem ser bocas infinitas, porque são só bocas, não são sentimentos. Sentimento é o que preenche, bocas só deixam aquela sede no final. Procura em demasia me cansa, por isso ando naquela fase de barquinho na correnteza... Se for pra ser, será. Procurar demais acaba nos trazendo aquele sentimento the flash, muito amor no começo, muito calor e no fim... Indiferença e frieza.
Quero abraços, carinhos e beijos calorosos. Quero poder pedir todos os dias “Que seja eterno, que seja doce.” Quero poder sonhar com alguém de olhos abertos antes de dormir e poder pegar o telefone de madrugada e discar aquele número já gravado na memória só pra ouvir a voz embriagada de sono do outro lado da linha. Quero noites em claro, quero cafés quentes e um amor também. Quero eu e quero um alguém que esteja entregue por inteiro.
Estou cansado de pessoas que só se entregam pela metade.

(Texto dedicado à “Anna Molly” pois ontem andava precisando de uma daquelas
luzes-no-fim-do-túnel e ela falou uma frase e dela, saiu esse pequeno texto.
Ando sem inspiração, desculpem pelas teias no Blog.)
2 comentários:
Andamos procurando amor onde não tem, amor está escasso, amores não veem só vão e vão, sem nem ao menos ficar.
Gostei muito do texto, bj
olá querida!
Gostei do texto, está lindo.
Passei para avisar que troquei de blog, a partir de agora escrevo neste:
www.inthe1979.blogspot.com
Visite lá ^^
:**
Postar um comentário