Chegamos no carro, guardamos a mala e continuamos seguindo até entrarmos no mesmo. Sim, sempre fazendo tudo juntas. É como se as coisas não dessem certo se fizéssemos separadas, entende? Pois bem, fomos em direção a casa dela, eu não conseguia dizer uma só palavra, estava nervosa, muito nervosa. Ela estava sempre com aquele sorriso lindo nos lábios, e eu tentava me focar nele para tentar me acalmar, mas não estava adiantando muito. Até porque, como eu iria me acalmar agora? Eu estava indo para a casa dela, conhecer a família dela. Era estranho demais para mim, e eu nem havia me preparado psicologicamente. Eu só sentia aquele frio na barriga, e ela parecia tão calma ali, dirigindo, e eu aqui, tão boba, morrendo de vergonha, as vezes até parecia que eu era tímida. Eu respirava lentamente, tentando me acalmar. Mas já que não estava dando tão certo, eu comecei a cantar baixinho, como num sussurro e ficava batendo meus dedos na porta do carro tentando dar algum ritmo a musica. Até que ela quebrou todo aquele silêncio.
- Está nervosa, é?
Pensei comigo mesma, que pergunta é essa? Ela só pode estar brincando.
- Hm... O que você acha, amor? Acho que se eu pudesse parar o tempo, eu parava e ficava aqui dentro do carro pra sempre.
Soltei uma baixa risada logo após falar e a olhei, espantada ao ver que havia parado o carro.
- O tempo pode parar, se quisermos. – E me fitou, com aquele sorriso que me deixava abobalhada.
[...]
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