quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ida a São Paulo (um pouco tarde, mas eu não ligo).

Hoje eu acordei com vontade de escrever, falar. Não que alguém vá ler, porque sinceramente, não me importo, até porque nem sei se alguém ainda sabe da existência desse blog direito, er. Então... Há um pouco mais de um mês atrás, estava eu embarcando pra São Paulo, esperei muito mais dessa viagem do que de qualquer outra. Quis muito mais ela do que a minha viagem para fora do país. Para mim era uma viagem que importava muito mais do que todas as outras vezes em que eu ia pra lá somente para visitar um tio que eu não via a alguns meses. Dia 12/06, dia dos namorados e eu no aeroporto, eu estava animada, "extasiada". Ao chegar, já me deparei com aquele frio que eu tanto temia, afinal, frio não é tão normal pra quem está acostumada com o clima do Rio de Janeiro. Mas eu fui, com toda minha empolgação, dei um forte abraço no meu tio, peguei minhas malas e entrei no carro, demos uma volta até chegar em casa. Eu tentava me focar no que estava fazendo ali, naquele dia, no momento, mas meu pensamento, coração e alma estavam a quilômetros de distância dali, estavam em Campinas, com o único motivo que eu ainda tenho que me faz sorrir. A minha menina. Coloquei minhas coisas em um quarto e fomos almoçar... Conversamos, rimos (esse é o bom do meu pai e do meu tio, são tão alegres e brincalhões que as vezes conseguem prender meu pensamento neles, mas infelizmente isso só aconteceu por um curto período de tempo), até que meu tio disse que nós iamos assistir a missa a tarde (ele é padre) e que depois iamos sair para dar umas voltas, e assim aconteceu, depois da missa fomos andar de carro... Passamos pelo Ipiranga, e por uma igreja. Minha avó sempre diz que quando entramos pela primeira vez em uma igreja, devemos fazer três pedidos, engraçado porque eu só pedia a mesma coisa sempre... "Deus, eu só peço que dê tudo certo amanhã e que eu veja a minha Mari, que eu fiquei bastante tempo com ela"... Fomos pra casa, meu tio me arrastou pra uma festa de aniversário de uma menina que eu nunca havia visto antes (e se fosse por mim, não iria ver/conhecer nunca, achei muito antipática) e se não fosse por algumas pessoas que estavam lá, iria ser um saco. Consegui rir um pouco com uns meninos legais, um violão e um casal de piriquitos hahaha (é sério!). Tá, depois de muita zoação, tava na hora de ir embora, eu estava cansada, havia acabado de chegar na cidade né, e, nossa, eu nunca recebi abraços tão apertados de pessoas que eu nunca vi antes e que sabia que havia a rara possibilidade de eu ver outras vezes. Cheguei em casa e fui ver meu celular, haviam mensagens, minha namorada não conseguia me ligar pra saber como iriamos nos ver no dia seguinte, e aí meu pensamento já se voltou todo para isso, para ela, ah, eu só consegui abrir um sorriso. Pensei em várias maneiras de tentar falar com ela, mas não tinha como, fui tentar dormir. Dormi bem até, mas acordei com dores pelo corpo, a cama era dura demais. Estava deitada na cama quando meu tio chega pra mim e diz "Não sei se vai rolar ir na Galeria hoje", meu coração apertou e ao mesmo tempo acelerou, me segurei pra não chorar, "Porque não?", "Não sei se vai dar tempo, quero levar vocês em vários lugares hoje" er, fiquei sem ter o que falar, não podia ser, eu pedi tanto e agora tava tudo acabado? O que eu tinha ido fazer naquela merda de cidade? Droga! Fui me arrumar sem nenhuma vontade, segurando o choro que tentava sair de qualquer maneira. Saímos, fomos em uma Feira de Antiguidades (meu pai é fissurado nessas coisas), depois fomos em um Convento (é, um Convento!) porque meu tio queria nos apresentar para as Irmãs de Clausura (sabe aquelas freiras que ficam rezando e não saem pra nada? Existem umas que estão com 60 anos e estão lá desde os 15, credo, isso me deixa chocada -q). Mas continuando... Meu pai ficou falando "Ah, Ricardo, mas ela marcou com a menina, é horrivel deixar esperando", meu tio já falou "Tá, a gente passa no Convento e depois eu levo ela na Galeria" uh, fiquei animadinha de novo! Comecei a olhar no relógio, já eram 15:30 e eu havia marcado 15:00 com Mariana, e eu só ficava pensando "Anda tio, cacete!" Depois de muuuuito meu tio falar com as freiras, elas quiseram um particular (ninguém aguenta.), falaram e aí a gente comeu um bolo e tomou aquele cafézinho esperto, er. E fomos, meu querido tio não sabia onde era a Galeria, rodamos aquele bairro TODO e NADA ¬¬ Mas meu tio tem um pequeno problema, ele não gosta de parar pra pedir informação!!!!! (E eu já estava nervosa, quase pirando), minha avó começou com a sacanagem "Ah, vamo embora, ela fala com a amiga pelo computador", eu só soube falar "Não, não e NÃO!". Liguei pra Mariana algumas vezes, falando que estava chegando, mas eu nunca chegava, haha. 16:30 a gente encontra a porra da Galeria do Rock, eu já havia visto minha menina de longe, abri um sorriso e meu coração começou a bater muito forte. Era a minha menina ali, e eu nem acreditava. Fomos estacionar o carro, depois o bando todo (vó, tio, pai) foram comigo até a porta da Galeria, e era cada gente bizarra demais, eles se assustaram. Mariana saiu da galeria, e eu fui dar um abraço na minha "amiga" né (mas te falar que a minha vontade era de agarrar e beijar ela logo u_u). Aí meu tio me chama "Então, já tá na hora de ir", "Ahn? Mas eu acabei de chegar!", "É, mas eu tenho uma missa pra rezar daqui a 1 hora, e é o tempo pra chegar até em casa" Putz, morri. Já fiquei toda triste de novo, até meu pai (meu pai tem que ser santo, na boa) falar "Pode ir você e mamãe, eu fico com ela e depois a gente vai embora". Meu tio explicou como fazia pra voltar, tá, fingi ter gravado tudo e fui correndo ficar com a minha menina, meu pai saiu pra andar por ali. Quando entramos, ah, ela me deu aquele beijo que eu esperei por tanto tempo sabe? Por mim eu ficava ali o dia todo beijando ela, falo mesmo. (Mas não porque eu quase deixei o cara roubar o boné dela, beijos hahahaha). Amanda (amiga dela, tava com ela lá) teve que ir embora, aí nós subimos, ficamos lá em cima... Putz, que saudades, foram as duas horas que mais valeram a pena em toda a viagem. Ter ela ali comigo, poder abraçar, beijar, apertar as bochechas dela *-* Ela é a coisa mais linda do mundo, a melhor namorada, a mais perfeita e chega de babação, oe rs. 18:00 meu pai liga pro celular dela (oi?), tá, tinha que ir embora... Mas eu não queria, então atrasei meia hora :x Fomos descendo (Afinal, os seguranças já estavam expulsando a gente, inclusive um deles ficou zoando meu sotaque enquanto Mariana ria -.-). Chegamos perto da porta, já tinha visto meu pai parado com cara de mau lá fora, e dei um beijo nela, a gente pirou porque achou que ele tinha visto HAHAHA Foi engraçado, er. Mas ele nem viu. Saí, dei um abraço nela. "Eu te amo... Juízo". E fui embora, com cara de boba apaixonada. Pegamos o metrô (umas três vezes), depois pegamos uns dois ônibus, e nos perdemos :D Legal né? O babaca do trocador fez a gente descer no lugar errado! Fomos pegar um táxi, meu pai fingindo ser paulista e eu rindo loucamente (meu pai é muito engraçado, haha). Chegamos em casa, ainda tinha uma festa pra ir. Troquei de roupa e fui. Depois fui dormir. Eu já estava morta de cansaço, é. No domingo teve um almoço na casa de uns amigos do meu tio, comi horrores (meu pai então, nem se fala) depois fui com meu pai pro Ipiranga, ficamos andando lá, tinha uns garotos de skate, o Museu estava em greve (meu pai ficou triste, own ;;). Mas ele quase fez eu chamar Mariana pra ir encontrar com a gente, mas putz, achei que fosse longe e nem liguei :/ Fomos embora. A noite comemos duas pizzas tamanho familia, ae \o/ E fomos dormir, segunda já viriamos embora, e fim. Viemos, o vôo atrasou uma hora (pra variar), perdi aula (pelo menos isso), meu pai foi correndo trabalhar. E acabou a história. -Q

Contei isso tudo só pra dizer que... Mariana, eu te amo muito, ontem fiquei mal porque sinto que a gente tá um pouco distante (e já basta a distância, er). Não quero isso, você é a melhor coisa que tá me acontecendo, sabe? E eu to morrendo de medo de te perder, e eu choro sempre que penso nisso :( Mas eu sei que é só uma fase e que a gente vai superar, porque eu sei que é amor de verdade ._. E eu to com saudades, muitas. Sei que setembro já tá chegando pra ficarmos juntas de novo e vai dar tudo certo... Eu te amo, te amo mais que tudo nessa vida, e não é exagero, é verdade. Você é tudo pra mim vida, tudo mesmo. PRA SEMPRE minha menina

2 comentários:

yamanaka disse...

caramba que historinha interessante haha

adorei.

beijoca

Mare Santinni disse...

resumo básico,né vida? HAHAHA' awn...eu tbm te amo,e não só em você que o medo tá instalado.. :s